cultura pop

Estéreo MIS com Mombojó em dezembro!

Na sexta-feira, 14 de dezembro, o MIS recebe show da banda recifense Mombojó. A apresentação ocorre dentro do projeto mensal do Museu dedicado à música independente, o Estéreo MIS.

Veteranos da música independente brasileira, o grupo, que está na estrada há 17 anos, mostra que se reinventar é preciso. Dessa vez, acabam de lançar o projeto MMBJ12, que conta com a parceria do Lenine no o single ‘Nunca vai embora’. A letra, composta por Felipe S. e Diego Matos, fala sobre a saudade de um amor, que a pessoa tenta, mas que não consegue esquecer.

Formada no começo dos anos 2000 em Recife, o Mombojó teve a oportunidade de conhecer diversos lados do mercado da música ao longo de seus 17 anos de carreira. O grupo conta com cinco álbuns. Envolvidos atualmente com a vontade e a necessidade de fazer um novo trabalho, o grupo se descobre em uma situação bem diferente da que gestou seus trabalhos anteriores. Atualmente espalhada por três estados, Pernambuco, São Paulo e Bahia, a família Mombojó também não para de crescer, com uma prole à beira de ultrapassar o número de discos e integrantes. Atualmente, a banda é formada por: Felipe S – guitarra e voz; Chiquinho Moreira – teclado e vocoder; Marcelo Machado – guitarra e voz; Vicente Machado – bateria e voz; Missionário José – baixo e voz.

A apresentação será às 21h no Auditório MIS. Os ingressos, de R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia), podem adquiridos a partir do dia 4.12, às 12h, no site da Ingresso Rápido e na recepção do Museu.

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Em dezembro, Garfield invade o MIS

No sábado, dia 1º de dezembro, o MIS preparou uma programação especial para toda a família: o Dia do Garfield, em comemoração aos 40 anos do icônico gato criado por Jim Davis. A atividade acontece dentro da programação paralela da megaexposição Quadrinhos, que traz um panorama da história das HQs no Brasil e no mundo.

O Dia do Garfield tem início às 15h, com bate-papo com dois quadrinistas, Carlos Ruas e Fábio Coala, e também Alexandre Boide, tradutor das cinco coletâneas mais recentes de Garfield lançadas pela coleção L&PM Pocket. A conversa será mediada por Yule Liberati, educadora do MIS. Após o bate-papo, haverá sorteio de exemplares dos livros do personagem editados pela L&PM Pocket.

Já às 16h, o público poderá ver (ou rever) Garfield – O Filme, longa de 2004 dirigido por Peter Hewitt. Na trama, Garfield é um gato preguiçoso que adora lasanha e tem a vida que sempre quis: come, dorme e vê televisão sempre que quer. Até que seu dono, Jon Arbuckle (Breckin Meyer), decide adotar um cachorro, Odie. Contrariado com o novo hóspede, que agora divide com ele a atenção de seu dono, Garfield inicia uma disputa particular com Odie. Porém, quando Odie é sequestrado, Garfield sente remorsos e parte para salvar o cachorro.

Para completar o passeio, o personagem estará durante a tarde no MIS para tirar fotos com os visitantes.

A entrada é gratuita – basta retirar o ingresso, que vale para as duas atividades, com 1h de antecedência na recepção.

Os visitantes podem aproveitar para conferir, na exposição Quadrinhos (entrada: R$ 14 inteira e R$ 7 meia) desenhos e tirinhas originais de Garfield, na seção América do Norte.

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“Quadrinhos” é a nova megaexposição do MIS!

Desde 14 de novembro, diversos personagens podem ser encontrados no MIS. O museu inaugurou sua nova exposição, Quadrinhos. Realizada pelo MIS, a mostra – que traz uma ampla retrospectiva da 9ª arte – conta com curadoria de Ivan Freitas da Costa (sócio-fundador da CCXP/Comic Con Experience e da Chiaroscuro Studios) e projeto expográfico da Caselúdico.

Quadrinhos apresenta uma ampla retrospectiva do universo das HQs contada através de revistas, artes originais e itens raros dos diversos gêneros das histórias em quadrinhos – super-heróis, infantis, terror, aventura, romance, mangá, faroeste, erótico e muitos outros – em ambientes temáticos e imersivos que ocupam os dois andares do Museu. A exposição também apresenta a influência das HQs na cultura pop e em outras mídias como cinema e TV.

“A origem da arte sequencial remonta à primeira forma de comunicação do ser humano, que desenhava nas paredes das cavernas para registrar e ajudá-lo a entender o mundo à sua volta. Na exposição apresentamos um amplo panorama dos personagens, criadores e expressões dos quadrinhos no mundo todo de uma perspectiva brasileira, contada através de centenas de itens, a grande maioria deles jamais expostos no país.”

Ivan Freitas da Costa
Curador

"Quadrinhos" - Foto: Letícia Godoy
“Quadrinhos” – Foto: Letícia Godoy
"Quadrinhos" - Foto: Letícia Godoy
“Quadrinhos” – Foto: Letícia Godoy
"Quadrinhos" - Foto: Letícia Godoy
“Quadrinhos” – Foto: Letícia Godoy
"Quadrinhos" - Foto: Letícia Godoy
“Quadrinhos” – Foto: Letícia Godoy
"Quadrinhos" - Foto: Letícia Godoy
“Quadrinhos” – Foto: Letícia Godoy

Para chegar aos mais de 600 itens que integram a exposição, a curadoria levou 18 meses em pesquisas em diversos acervos. Além do próprio curador, cederam peças para a exposição os colecionadores Ricardo Leite, Marcio Escoteiro e Franco de Rosa, o Planeta Gibi, a família de Glauco, Francisco Ucha, Acervo Álvaro de Moya (Centro Universitário Belas Artes de São Paulo), JAL e Gualberto (HQMIX) e diversos artistas como Angeli, Laerte e Ziraldo.

Entre os itens expostos o público poderá ver de perto raridades como a revista com a primeira aparição de Luluzinha, publicada na The Saturday Evening Post em 1935; a edição número 1 de “O Pato Donald” (1950); uma ilustração original de Tintim, de As Aventuras de Tintim, uma das histórias mais conhecidas do belga Hergé; uma arte original da personagem de quadrinhos eróticos Valentina desenhada pelo seu criador, o italiano Guido Crepax; exemplar da revista Giant-Size X-Men 1 (1975) e uma ilustração original de The Spirit, que traz o personagem mais conhecido de Will Eisner. Quadrinhos também conta com um desenho do personagem Garfield feito por Jim Davis exclusivamente para a exposição e um vídeo com o criador do gato mais famoso das tirinhas fazendo o desenho.

Entre os destaques nacionais está uma edição do jornal O Mosquito (1873) com capa de Angelo Agostini, desenhista ítalo-brasileiro que teve intensa atividade em favor da abolição da escravatura no Brasil. Agostini também colaborou com As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte, considerada a primeira história em quadrinhos brasileira e uma das mais antigas do mundo.  A curadoria também teve acesso a desenhos originais de Ziraldo e Glauco. Entre os itens expostos estão um desenho feito a mão feito por Ziraldo com personagens de A Turma do Pererê e um caderno de esboços de Glauco com artes originais para a revista Geraldão, edição número 1.

Ambientes temáticos e experiência imersiva

Como em todas suas megaexposições o MIS apresenta uma expografia imersiva que tem como objetivo aproximar o público do tema abordado. Em Quadrinhos, os fãs podem mergulhar neste universo das HQs em ambientes temáticos e lúdicos ao percorrer as 16 áreas da exposição: Origens, Caricaturas e charges, Tiras, Europa, Mangá, Erótico, Mauricio de Sousa, Angelo Agostini, Ziraldo, Brasil, Brasil nas últimas décadas, América Latina, América do Norte, Disney, DC e Marvel.

O projeto expográfico é assinado pela Caselúdico, parceira do MIS em mostras anteriores como O mundo de Tim Burton (2016) e Castelo Rá-Tim-Bum – A exposição (2014). Marcelo Jackow, diretor de criação da Caselúdico e fã de HQs, conta que o projeto de Quadrinhos foi o mais desafiador dentre os elaboradosem conjunto como MIS.  Nosso desafio foi transportar um universo tão vasto e infinitamente rico, cheio da graça, de traço e de gesto para uma imersão espacial que se relacionasse com sua história  em que cada ambiente fosse intimamente ligado com seu conteúdo de forma lúdica e apaixonada”, explica.

Programação paralela

Entre novembro e março o MIS realiza uma extensa programação paralela com atividades para adultos e crianças, incluindo cursos, oficinas, exibição de filmes e bate-papo com artistas. Nos primeiros meses estão confirmados o lançamento da HQ A revolução dos bichos (21.11); a Virada Nerd (24 e 25/11) que terá 32 horas de programação voltadas para a temática geek; o Cinematographo Especial  com o filme Sin City (25.11); o lançamento do quadrinho O Judoka (29.11); uma programação especial do Garfield, de Jim Davis, que este ano completou 40 anos (01.12) e o evento Além da Telinha – Especial Superman 80 anos (15.12).

A programação paralela também prevê diversos cursos livres. Já estão abertas as inscrições para sete cursos, incluindo dois durante o período de férias: Fantasia nos quadrinhos (26 de novembro), Concepção de personagens (16 a 30 de janeiro), Folclore e identidade nos quadrinhos nacionais (21 a 30 de janeiro), História em quadrinhos: gênero e representação (4 a 27 de fevereiro); A história do Século XX pela perspectiva dos Quadrinhos (19 a 28 de fevereiro); A sua história em quadrinhos (12 a 28 de março) e A história do Jornalismo em Quadrinhos e sua prática (de 11 de março a 03 de abril). Mais informações no site do MIS.

Visitas guiadas pelo Educativo

Playlist no Spotify

Especialmente para a exposição o MIS convidou os quadrinistas Adriano Di Benedetto e RB Silva para criar umas playlist para a exposição com músicas que gostam de ouvir enquanto trabalham. Acesse o perfil do MIS e ouça. Para aproveitar ainda mais a experiência, o Spotify oferece wi-fi gratuito para os visitantes do MIS.

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MIS realiza curso sobre protagonismo feminino na saga “Star Wars”!

Star Wars é uma febre no mundo inteiro. O mundo criado por George Lucas atrai espectadores de todas as gerações e vai muito além dos filmes. Os fãs não se contentam apenas com os longas, e além de comprar produtos para demonstrar todo entusiasmo com as guerras interespaciais, se reúnem para discutem o filme sob diversos aspectos. Nesta sexta-feira, 4 de maio, é hora de enxergar a obra sob o ponto de vista feminino. Em comemoração ao Star Wars Day, o MIS receberá a aula Star Wars e o feminino.

A sessão, que acontece das 19h30 às 22h, é ministrada por Cláudia Fusco, e aborda a participação feminina na saga criada por George Lucas. Por décadas, a Princesa Leia reinou absoluta e solitária nos filmes. Hoje, a situação é outra: uma protagonista feminina encabeçando a franquia e outras mulheres em papeis de destaque não apenas nos longas, mas também no universo expandido da saga.

O que mudou na recepção de Star Wars com o feminino? Claudia explicará nesta aula, em que também falará da jornada da heroína e o que as mulheres dessa galáxia muito, muito distante tem a ensinar sobre a sociedade ocidental. E a especialista tem autoridade para falar sobre o assunto. Cláudia Fusco é jornalista e mestre em Science FictionStudies pela Universidade de Liverpool, Inglaterra. É pesquisadora de mitos, folclore, contos de fadas e literatura especulativa.

“Vamos falar sobre as diferenças da jornada do herói e da heroína”, adianta a professora. “Rey, por exemplo, tem necessidades e urgências muito diferentes das de Luke Skywalker, e isso acontece por alguns bons motivos. Vamos falar sobre os papéis femininos na cultura ocidental e por que eles estão cristalizados em nosso imaginário, fantástico ou não, há tanto tempo – e o que essas novas narrativas estão tentando fazer para mudar o cenário, se é que estão conseguindo. As notícias, pelo menos em Star Wars, são bastante animadoras. Vai ser uma conversa, acredito, bastante empolgante sobre um universo que tanto amamos.”

A aula, portanto, tratará de um tema bem positivo, uma vitória das mulheres, pelo menos no mundo da ficção. Para Cláudia Fusco, existem inúmeras vantagens em ter maior presença feminina em uma saga de tanto sucesso. “Primeiro, a história se torna mais próxima da nossa realidade, afinal, o universo contém mulheres de variados tipos, dentro e fora do espaço político. Ignorá-las – ou colocá-las em pouquíssimas posições de destaque não apenas cria menos referências de mulheres dentro da história como também acaba atribuindo muitos papéis às poucas personagens femininas presentes”, afirma “Isso sem falar no efeito fora das telas: identificação feminina de todas as idades com novas heroínas, de todos os tipos; mostrar que mulheres não servem a um único estereótipo, mas podem ter suas narrativas contadas de diferentes formas; causar um efeito dominó no cinema hollywoodiano que, ao perceber que mais mulheres fazem parte de uma série tão tradicional de ficção científica, também passa a se movimentar para incorporar cada vez mais mulheres a essas narrativas.”

Fã convicta de Star Wars, a jornalista paulistana Lísia Minelli, ao saber da aula, se animou com o conteúdo. Ela, que não perde uma pré-estreia e é colecionadora dos produtos da saga, afirma que os dois assuntos podem render discussões de alto nível. “Além de eu ser muito fã de Star Wars, é sempre importante discutir o papel da mulher, seja ela protagonista ou não, em qualquer situação”, afirma. “A saga está acompanhando uma tendência de cada vez mais enxergar a mulher capaz tanto quanto o homem a desempenhar um papel importante.”

As inscrições no valor de R$30 são feitas no site do Museu (sujeito à lotação):

https://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=2591