cultura lgbt

Descaracterizar-se: Café na Oficina Cultural Alfredo Volpi discute construção social e de gênero

A artista convida os interessados para participarem de uma troca de roupas no dia 22 de agosto. A proposta é refletir sobre o significado da autoimagem e das vestimentas

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Encerramento da mostra de filmes TRANSdocumenta acontece no MIS

O Brasil lidera o ranking de países com mais registros de homicídios de pessoas trans; os assassinatos e suicídios (notificados) de pessoas LGBTI+s no país cresceram 30% entre 2016 e 2017, liderado pelo estado de São Paulo com 59 mortes; 191 travestis e transexuais foram mortas no último ano e a expectativa de vida de uma pessoa trans é de apenas 35 anos.

Para debater os desafios da população LGBTQ, o Governo do Estado de São Paulo e a Rede Brasil do Pacto Global (ONU) promovem a mostra TRANSdocumenta, que começou no dia 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT, e encerra na próxima segunda-feira, 9 de julho, no MIS – Museu da Imagem e do Som.

A mostra exibiu uma série de documentários e filmes de longa e curta metragem, nacionais e estrangeiros, com foco nas questões da transexualidade, também em penitenciárias e Fábricas de Cultura de São Paulo. Além da exibição dos filmes no encerramento, a mostra vai reunir atividades culturais, painel de debates e uma feira de expositores LGBTQ com participação de coletivos LGBTQ com apresentações musicais e artísticas.

Esta programação também faz parte da Campanha #SonharoMundo, organizada pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, que mobiliza os museus paulistas a se unirem pelos Direitos Humanos.

Programação

FOYER TÉRREO

>> 13h | Contação de histórias

>> 14h-16h | Oficina para crianças – Jogo da inclusão

>> 17h | Contação de histórias

AUDITÓRIO MIS

Os ingressos podem ser retirados 1h antes na Recepção MIS.

>> 14h | Exibição de TRANSIT HAVANA (dir. Daniel Abma, 2016, Holanda, 86′, 18 anos)

Sinopse: Em Havana, as transexuais Odette, Juani e Malú aguardam cirurgia genital – realizada por cirurgiões de primeira linha e organizada pela filha do presidente, Mariela Castro. Novas possibilidades enfrentam problemas antigos: as pessoas trans cubanas encontrarão felicidade apesar da intolerância, pobreza e prostituição?

>> 16h | Exibição de TRAN$RICO (dir. Ariel Nobre, 1993, 1’, livre), seguida de painel de debate

Sinopse: Parem de nos matar e comecem a nos contratar

Painel “Coletividades LGBTQIA e diversidade na cena cultural de São Paulo”, com Ariel Nobre, Erika Hilton, Rubi de la Fuente e Tiely Queen

>> 19h Exibição de IVANA IS WONDERING (dir. Yaggo Aquino, 2017, 7′, 16 anos)

Sinopse: Um videoclipe sobre o despertar da inércia e a descoberta do capital político da homossexualidade.

>> 19h10 | Exibição de ESTAMOS TODOS AQUI (dir. Chico Santos e Rafael Mellim, 2017, Brasil, 22′, 12 anos)

Sinopse: O curta de ficção abrange a questão da transexualidade, além de explorar a realidade dos moradores das favelas usando a personagem Rosa Luz como líder da Favela da Prainha, litoral sul de São Paulo. O papel de Rosa permite esclarecer os constantes desafios de discriminação sexual que tentam superar pessoas LGBTs de periferias do Brasil.

>> 19h30 | Pocket Show com Rosa Luz

AUDITÓRIO LABMIS

Os ingressos podem ser retirados 1h antes na Recepção MIS.

>> 15h | Exibição de [SSEX BBOX], com Barbara Hammer – Cinema Queer (dir. Pri Bertuci, 2018, 15′, 12 anos)

Sinopse: Uma conversa inspiradora com Barbara Hammer no filme experimental e na cultura queer. O [SSEX BBOX] é um projeto de justiça social que procura dar visibilidade às questões de gênero e sexualidade focado na temática / população LGBTQIA+.

>> 16h | Exibição de DO OUTRO LADO (Auf Der Anderen Seite, dir. Fatih Akin, 2007, Alemanha, 120′, 12 anos)

Sinopse: Inicialmente, Nejat (um personagem andrógino) não aprova o relacionamento de seu pai com a prostituta Yeter, o que muda quando ele descobre que o pai envia constantemente dinheiro para a Turquia no intuito de pagar os estudos da filha dela, Ayten. Nejat cresce apaixonado por Yeter, mas sua repentina morte faz com que ele se afaste de seu pai. Nejat decide ir a Istambul para procurar Ayten, descobrindo que ela se tornou uma ativista política e está na Alemanha.

>> 18h30 Exibição de IVANA IS WONDERING (dir. Yaggo Aquino, 2017, 7′, 16 anos)

Sinopse: Um videoclipe sobre o despertar da inércia e a descoberta do capital político da homossexualidade.

>> 18h40 Exibição de BICHA PRETA (dir. Thiago Rocha, 2017, 23′, 12 anos)

Sinopse: Bicha Preta aborda os aspectos socioculturais que auxiliam na marginalização da negritude, especificamente em relação ao indivíduo homossexual, e contribui relatando a diversidade de expressões e lutas dentro de um mesmo movimento, trazendo a público nova reflexões e deixando marcado na história vivências antes nunca documentadas.

TÉRREO

>> Exposição “Geni – Um ensaio fotográfico com corpos transitados”

Itinerância: Museu da Diversidade Sexual

Concepção: Daniella Vinci e Mariana Moraes

Orientação: Carlos Mendonça

Cabelo e maquiagem: Xisto Lopes

Figurino: Matheus Fraga Mello

Modelos: Anna Valentina, Bárbara Macedo, Cristal Lopez, Dolly Piercing, Dhully Fantine, Fabíola Martins, Gisella Lima, Hágata Lafa, Lara Volguer, Laura Faria, Raphaela Ramalho, Tiffany Rivol

ÁREA EXTERNA

>> 11h–19h | Feira de expositores LGBTQ+ com participação de coletivos LGBTQ+ de São Paulo

Onde

Mostra de cinema sobre transexualidade tem participação da #CulturaSP

A partir de 28 de junho, o Museu da Diversidade Sexual, a Casa das Rosas e o Museu da Imagem e do Som – MIS, participam juntos do TRANSdocumenta, uma mostra que discutirá assuntos ligados à transexualidade. Serão documentários, debates, exposições fotográficas, entre outras atividades. O evento é parte da agenda de direitos humanos “O Mundo que Queremos”, do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Assessoria Especial para Assuntos Internacionais (AEAI), em parceria com a ONU, e da campanha “Sonhar o Mundo”, realizada pelos museus da Secretaria da Cultura do Estado.

A abertura será nesta quinta-feira no Red Bull Station. Durante o evento, além de da exposição fotográfica “Com Muito Orgulho” – já em cartaz no Museu da Diversidade -, o público terá a oportunidade de acompanhar o lançamento do projeto “Memórias da Diversidade”, apresentado por Franco Reinaudo, diretor do Museu da Diversidade Sexual. A iniciativa traz depoimentos de pessoas LGBTIs com mais de 65 anos de idade. “Desde sua primeira edição, com poucas pessoas, até se transformar na maior manifestação da população LGBT, a Parada [do Orgulho LGBT de São Paulo] mostrou que é o espaço genuíno de reinvindicação, visibilidade e celebração do orgulho. E é com muito orgulho que o Museu da Diversidade Sexual homenageia todas as pessoas que de alguma forma contribuem, organizam e participam das Paradas pelo mundo”, comenta Reinaudo.

Também participa da cerimônia, Ana Paula Fava, assessora especial para Assuntos Internacionais do Governo do Estado de São Paulo, que irá discursar sobre o tema.

Os interessados em participar da abertura devem se inscrever aqui. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas.

Cartaz de “Quarto Camarim”
Cartaz de "Estamos Todos Aqui"
Cartaz de “Estamos Todos Aqui”
Cartaz de "My Prairie Home"
Cartaz de “My Prairie Home”
Cartaz de "Meu Nome é Jacque"
Cartaz de “Meu Nome é Jacque”

O objetivo da mostra é promover o diálogo e o debate abordando os desafios enfrentados pela população LGBTI+. Para isso, a programação inclui também rodas de conversas com diretores dos documentários que serão exibidos ao longo da semana, pocket shows e a feira “Ocupa Diversa”, com peças de empreendedores LGBTI+.

Entre os documentários, estão curtas e longa-metragens nacionais e internacionais – entre elas, uma produção holandesa, com direção de Daniel Abma, “Transit Havana” se passa em Cuba e conta a história de três transexuais que aguardam na fila de espera para realizar a cirurgia genital, realizada por cirurgiões europeus e organizada por Mariela Castro, filha do presidente. A Cônsul Geral Adjunta do Reino dos Países Baixos em São Paulo, Nanna Stolze, comentou sobre a importância da iniciativa e do poder de conscientização da população, por meio da arte. “Sempre procuramos formas de cooperação com Brasil na área de direitos LGBTI, que é um ponto importante na política interna e externa do governo dos Países Baixos, relata.

Confira a programação completa da mostra TRANSdocumenta:

RED BULL STATION
MUSEU DA DIVERSIDADE SEXUAL
CASA DAS ROSAS
MUSEU DA IMAGEM E DO SOM – MIS
RED BULL STATION

28 de junho, quinta-feira, 19h00 às 22h00

Praça da Bandeira, 137, Centro, São Paulo

(11) 3107-5065

www.redbullstation.com.br

 

Abertura oficial da Mostra TRANSdocumenta

O curta de ficção abrange a questão da transexualidade, além de explorar a realidade dos moradores das favelas usando a personagem Rosa Luz como líder da Favela da Prainha, litoral sul de São Paulo. O papel de Rosa permite esclarecer os constantes desafios de discriminação sexual que tentam superar pessoas LGBTs de periferias do Brasil. Duração: 22 min | Direção: Chico Santos e Rafael Mellim (Brasil) | Classificação: 12 anos

Coquetel com pocket show

MUSEU DA DIVERSIDADE SEXUAL

Estação República do Metrô – piso Mezanino

Rua do Arouche, 24, República – São Paulo

(11) 3882-8080

www.mds.org.br

29 de junho, sexta-feira

16h00 – Exibição do documentário “Last chance” (Última Chance)

Este documentário conta a história de cinco pessoas que buscam por asilo e fogem de seus países de origem para escapar da violência LGBTfóbica. Eles enfrentam obstáculos para chegarem até o Canadá, temem deportação e aguardam ansiosamente uma decisão que irá mudar suas vidas para sempre. Duração: 84 min | Direção: Paul-Émile d’Entremont (Canadá) | Classificação: 14 anos

18h00 – Exibição do documentário “Quarto Camarim”

O documentário apresenta a busca da diretora por a sua tia transexual depois de 6 anos sem contato. Desenvolvendo a temática da comunidade LGBT no papel da tia, o roteiro lida as ideias sociais e políticas que envolvem a controvérsia e os preconceitos da transexualidade com uma abordagem artística e familiar. Duração: 101 min | Direção:  Fabrício Ramos e Camele Queiroz (Brasil) | Classificação: 12 anos

30 de junho, sábado

16h00 – Exibição do documentário “Meu Nome é Jacque”

O documentário apresenta a história de uma mulher transexual lidando com a AIDS há mais de 20 anos. Reflete as questões da transfobia e da exclusão social contra as quais a protagonista luta. A diretora tentou expor a realidade da comunidade LGBT esforçando-se para quebrar os paradigmas usando o exemplo pessoal da ativista Jacque. Duração: 72 min | Direção: Angela Zoé (Brasil) | Classificação: 12 anos

18h00 – Exibição do documentário “Auf der anderen Seite” (Do outro lado)

Inicialmente, Nejat (um personagem andrógino) não aprova o relacionamento de seu pai com a prostituta Yeter, o que muda quando ele descobre que o pai envia constantemente dinheiro para a Turquia no intuito de pagar os estudos da filha dela, Ayten. Nejat cresce apaixonado por Yeter, mas sua repentina morte faz com que ele se afaste de seu pai. Nejat decide ir a Istambul para procurar Ayten, descobrindo que ela se tornou uma ativista política e está na Alemanha. Duração: 120 min | Direção: Fatih Akin (Alemanha) | Classificação: 12 anos

CASA DAS ROSAS

Av. Paulista, 37, Bela Vista – São Paulo-SP

Estação Brigadeiro do Metrô (850m)

(11) 3285-6986 | (11) 3288-9447

www.casadasrosas.org.br

 

01 de julho, domingo

13h00 – Exibição do documentário “Meu Corpo é Político” e conversa com a diretora Alice Riff

Vivenciado o dia a dia ao lado de diversos ativistas LGBTs moradores das periferias de São Paulo, o documentário faz um panorama do contexto social em que os personagens estão inseridos. Além disso, levanta questões sobre a população trans no Brasil e suas disputas políticas. Duração: 72 min | Direção: Alice Riff (Brasil) | Classificação: 12 anos

16h00 – Exibição do documentário “Transit Havana

Em Havana, as transexuais Odette, Juani e Malú aguardam cirurgia genital – realizada por cirurgiões de primeira linha e organizada pela filha do presidente, Mariela Castro. Novas possibilidades enfrentam problemas antigos: as pessoas trans cubanas encontrarão felicidade apesar da intolerância, pobreza e prostituição? Duração: 86 min | Direção: Daniel Abma (Holanda) | Classificação: 18 anos

05 de julho, quinta-feira

20h00 – Exibição ao ar livre do documentário “My prairie home” (Meu Lar nas Pradarias)

Neste documentário-musical feito por Chelsea McMullan, a pessoa não-binária de gênero fluído cantora indie Rae Spoon nos leva em uma viagem lúdica, meditativa e melancólica, às vezes. Com imagens majestosas das expansões infinitas das pradarias canadenses, o filme apresenta Spoon cantando sobre seu amadurecimento de gênero e musical. Entrevistas, performances e sequências musicais revelam processo de inspiração de Spoon de construir uma vida própria, como uma pessoa trans e como músico. Duração: 77 min | Direção:  Chelsea McMullan (Canadá)

MUSEU DA IMAGEM E DO SOM – MIS

Av. Europa, 158 – Jardim Europa – São Paulo-SP

(11) 2117-4777

www.mis-sp.org.br

 

09 de julho, segunda-feira

Auditório

Exposição de fotografias COM MUITO ORGULHO, mostra do Museu da Diversidade Sexual

14h00 – Exibição do documentário “Transit Havana”

16h00 – Exibição do documentário “Estamos Todos Aqui”

17h00 – Exibição do documentário “Auf der anderen Seite” (Do outro lado)

18h30 – Exibição do documentário “Bicha Preta”

Bicha Preta aborda os aspectos socioculturais que auxiliam na marginalização da negritude, especificamente em relação ao indivíduo homossexual e contribui relatando a diversidade de expressões e lutas dentro de um mesmo movimento, trazendo a público nova reflexões e deixando marcado na história, vivências antes nunca documentadas. Duração: 23 min | Direção: Thiago Rocha | Classificação: 12 anos

 

Área externa

12h00 às 18h00 – Feira de expositores LGBTI+ e pocket shows

Onde




Exposição “Com Muito Orgulho” retrata paradas do orgulho LGBT em todo o mundo

O Museu da Diversidade Sexual, da Secretaria da Cultura do Estado, administrado pela organização social de cultura APAA, hospeda até o dia 1/9, a exposição “Com Muito Orgulho”, com fotos de paradas do orgulho LGBT realizadas em vários países. Entre outros objetivos, a mostra, que tem entrada gratuita, celebra os seis anos do museu.

Realizada em parceria com a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e com apoio da Interpride, a exposição foi desenvolvida de maneira colaborativa e conta com imagens registradas em países como Uganda, Cuba, México, Estados Unidos, Holanda, China, Israel, Chile e França. A mostra conta com mais de 90 registros enviadas por amadores e profissionais, e mais de 500 que serão exibidas nos telões.

A Parada de São Paulo, cidade em que está localizado o Museu da Diversidade Sexual, tem uma parte reservada em “Com Muito Orgulho”, com fotografias históricas, uma linha do tempo e notícias de suas edições, desde a primeira, realizada em 1997.

“Desde sua primeira edição, com poucas pessoas, até se transformar na maior manifestação da população LGBT, a Parada [do Orgulho LGBT de São Paulo] mostrou que é o espaço genuíno de reinvindicação, visibilidade e celebração do orgulho. E é com muito orgulho que o Museu da Diversidade Sexual homenageia todas as pessoas que de alguma forma contribuem, organizam e participam das Paradas pelo mundo”, comenta Franco Reinaudo, diretor do museu.

Exposição "Com Muito Orgulho" no Museu da Diversidade Sexual - Foto: Divulgação
Exposição “Com Muito Orgulho” no Museu da Diversidade Sexual – Foto: Divulgação
Exposição "Com Muito Orgulho" no Museu da Diversidade Sexual - Foto: Divulgação
Exposição “Com Muito Orgulho” no Museu da Diversidade Sexual – Foto: Divulgação
Exposição "Com Muito Orgulho" no Museu da Diversidade Sexual - Foto: Divulgação
Exposição “Com Muito Orgulho” no Museu da Diversidade Sexual – Foto: Divulgação
Exposição "Com Muito Orgulho" no Museu da Diversidade Sexual - Foto: Divulgação
Exposição “Com Muito Orgulho” no Museu da Diversidade Sexual – Foto: Divulgação
Exposição "Com Muito Orgulho" no Museu da Diversidade Sexual - Foto: Divulgação
Exposição “Com Muito Orgulho” no Museu da Diversidade Sexual – Foto: Divulgação

A Cônsul Geral Adjunta do Reino dos Países Baixos em São Paulo, Nanna Stolze, falou da importância da iniciativa e do poder de conscientização da população, por meio da arte. “O Museu da Diversidade Sexual é um lugar muito especial e o fato de ter a Parada de Orgulho Gay de Amsterdã representada na exposição é uma honra. Como governo, procuramos garantir direitos iguais para a população LGBTI. Sempre procuramos formas de cooperação com Brasil na área de direitos LGBTI, que é um ponto importante na política interna e externa do governo dos Países Baixos”, relata.

A grande expectativa em relação à exposição é, justamente, o enorme público que circula pela região, todos os dias, o que pode ajudar no impacto que as instalações almejam sobre os visitantes e transeuntes. “Era um sonho ter um acervo contendo a história da Parada em São Paulo. Conseguimos a partir da parceria com o Museu, que fica em um ponto estratégico da capital. As pessoas que visitarem a exposição vão sair de lá diferente, com outra percepção”, comenta Diego Oliveira, secretário da APOGLBT.

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Programação em Oficina Cultural debate o papel de trans e travestis

O Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo. De acordo com o ranking da ONG europeia Transgender Europe, entre 2008 e 2016 foram assassinadas no Brasil 868 pessoas trans, número três vezes maior que o do México, que ocupa o segundo lugar da lista. Esses são apenas os números oficiais, sem contar as mortes que não são contabilizadas como casos de transfobia.

Para ampliar os olhares e percepções sobre mulheres trans e travestis, a Oficina Cultural Alfredo Volpi e o Coletivo Corpo Aberto realizam diversas atividades para mostrar além dos estereótipos alimentados pelo senso comum. As atividades de Geração de mulheres: mulheres trans e travestis acontecem dias 7 e 9/6 e são gratuitas.

“A discussão desse tema precisa ganhar espaço em diversos equipamentos públicos, eventos como esse garantem que essas pessoas sejam ouvidas e respeitadas. Acreditamos que a cultura pode contribuir com este movimento de mudança”, conta Danielle Rocha, integrante do Coletivo Corpo Aberto.

E se Jesus vivesse nos tempos de hoje e fosse travesti? O evangelho segundo Jesus, rainha do céu é um monólogo com a atriz Renata Carvalho que traz Jesus ao tempo presente, na pele de uma travesti. “O Brasil é o país onde se mata mais travestis no mundo, e o segundo lugar mata três vezes menos. Precisamos falar sobre isso”, afirmou Renata Carvalho, atriz e protagonista do espetáculo, em entrevista ao Jornal do Comércio, em 2017. Histórias bíblicas conhecidas são recontadas em uma perspectiva contemporânea, propondo uma reflexão sobre a opressão e intolerância sofridas por transgêneros e minorias sociais. “A ideia é resgatar a essencia da mensagem de Jesus, que é uma afirmação da vida, amor, tolerância, solidariedade”, complementa Natalia Mallo, diretora da peça, em entrevista ao site Mídia NINJA, em 2017. A peça será apresentada na quinta-feira (7/6) às 20h.

Foto: Ligia Jardim/ Divulgação

A atriz Glamour Garcia apresenta em Auto-performance: teatro de si mesmo seu processo artístico, totalmente interligado com o lugar que ocupa no mundo e sua história. Na atividade que acontece sábado (9/6) às 17h30, os participantes aprendem a performar a partir de sua vivência e realidade.

A professora e escritora Amara Moira, em conjunto com a socioeducadora Brunna Valin, fala sobre a falta de pessoas trans nas escolas e universidades brasileiras, bem como a importância de ocupar esses espaços para transformar o imaginário popular sobre a população trans. “A gente ainda conta nos dedos quantas pessoas trans com doutorado existem no Brasil, e é preciso que estejamos mais dentro da lógica universitária, produzindo conhecimentos, não mais apenas como cobaias ou objetos de estudo”, declarou Moira em sua defesa de doutorado na Unicamp. A roda de conversa E se a professora fosse travesti? ocorre sábado (9/6) às 15h.

Encerrando a programação do sábado, às 19h30 a modelo e performer Mc Dellacroix realiza um pocket show na Oficina. A artista vem rimando no rap para incomodar, questionar e expor sua realidade marginalizada a partir da música.

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