alfredo volpi

Oficina Cultural Alfredo Volpi realiza atividade de artes visuais para criar exposição coletiva com trabalhos dos participantes

Para quem observa a paisagem da cidade pelas linhas azul e vermelha do metrô, é fácil notar as diferenças sociais e nuances arquitetônicas das regiões norte e leste de São Paulo. Em um vai e vem frenético, cerca de 6 milhões de pessoas movimentam uma das principais capitais do país. E foi a partir desta reflexão que a artista Karlla Girotto desenvolveu o projeto G>E na ZL.

Voltado para estudantes e interessados em artes visuais, design e moda, os participantes terão a oportunidade de expor seu trabalho na Oficina Cultural Alfredo Volpi, da Secretaria da Cultura do Estado. A atividade é realizada em parceria com o grupo G>E: Grupo maior que eu, que propõe uma troca entre integrantes do coletivo alocado no Bom Retiro com os participantes da oficina, que incentiva, a partir de uma dinâmica aberta, a criação individual de cada participante para o desenvolvimento de uma mostra coletiva. A atividade acontece entre 4 de agosto e 29 de setembro, sábado às 14h, e as inscrições gratuitas podem ser feitas no site.

Trabalhando a partir da ideia de que conceitos nunca são pré-programados e estão em constante mudança, os encontros exploram o “pensar-fazendo”, com o objetivo de repensar teoria e prática de modo que elas se complementem. Durante a atividade, textos de autores como Suely Rolnik, Paul B. Preciado e Silvia Federici são estudados e usados na criação das obras individuais e coletivas.

“Comecei a refletir no impacto da linha vermelha como ligação entre algumas regiões da cidade que são muito diferentes, e estas diferenças dizem muitos sobre classe, raça, acesso etc”, conta Karlla Girotto, artista visual e coordenadora da atividade. “O encontro entre integrantes do coletivo e participantes da oficina é uma circulação de fluxos, trabalhos e desejos”.

SERVIÇO: G>E na ZL – Pegando a linha vermelha do metrô

4/8 a 29/9. Sábados, 14h às 17h.

Inscrições gratuitas no site: https://bit.ly/2uD42EP

Recomendação etária: maiores de 16 anos.

SOBRE A OFICINA CULTURAL ALFREDO VOLPI

Criada pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, desde 1986 a oficina de cultura trabalha com a formação de jovens profissionais em diversas áreas, como artes plásticas, dança, fotografia, moda, performance, processos gráficos e teatro.

SOBRE POIESIS

A instituição, que tem por objetivo o desenvolvimento sociocultural e educacional, com ênfase na preservação e difusão da língua portuguesa, desenvolve e gere programas e projetos, pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais voltados para o complemento da formação de estudantes e público em geral. A POIESIS trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

Oficina Cultural Alfredo Volpi

Rua Américo Salvador Novelli, 416 – Itaquera – São Paulo/SP

Horário de funcionamento: de terça a sexta, das 10h às 22h. Sábados, das 10h às 18h.

Mais informações: (11) 2205-5180 | 2056-5028 | www.oficinasculturais.org.br

Acessibilidade no local.

Assessoria de Imprensa – POIESIS

Carla Regina – Coordenação | (11) 4096-9827 | carlaregina@poiesis.org.br

Marcela Reis | (11) 4096-9857 | marcelareis@poiesis.org.br

Victória Durães | (11) 4096-9810 | victoriaoliveira@poiesis.org.br

Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – Assessoria de Imprensa

Stephanie Gomes – stgomes@sp.gov.br – (11) 3339-8243

Bete Alina Skwara – betealina.culturasp@gmail.com – (11) 3339-8164

Descaracterizar-se: Café na Oficina Cultural Alfredo Volpi discute construção social e de gênero

A artista convida os interessados para participarem de uma troca de roupas no dia 22 de agosto. A proposta é refletir sobre o significado da autoimagem e das vestimentas

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Oficina Cultural Alfredo Volpi promove espetáculos teatrais que unem arte e ativismo

A programação é gratuita e os trabalhos abordam temas como intolerância religiosa e consumismo

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Além do movimento corporal, a ideia é refletir sobre as danças afro-brasileiras na atualidade, a partir dos movimentos históricos de resistência da população negra

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Questões LGBT são pauta de ocupação na Oficina Cultural Alfredo Volpi

Nas Américas, o Brasil é o país que mais mata LGBTs e de acordo com o relatório da ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais), o país ocupou o primeiro lugar na quantidade de homicídios por motivação homofóbica em 2016. Ao todo, foram 340 mortes.

De olho nesses dados, a Oficina Cultural Alfredo Volpi realiza entre os dias 28 e 30/6 o evento Ocupação: Coletivo Bixa Pare. O objetivo é discutir as desigualdades geradas pela homofobia considerando questões de raça e classe.

A performance 2017 445 faz uma homenagem às 445 pessoas mortas  em decorrência da LGBTfobia em 2017 na quinta-feira (28/6), às 17h. Na sexta-feira (29/6), também às 17h, o Bixa Freak Show mostra que festa também pode ser sinônimo de luta. A festa é comandada pela drag queen Melissa Babalu e promete muita música, dança, coreografia e glitter.

Coletivo Bixa Pare – Foto: Edi Oliveira

Bixaria Literária é um sarau que dá visibilidade a trabalhos literários feitos por pessoas LGBTs, criando um espaço para que os participantes sintam-se à vontade para compartilhar seus trabalhos com o público presente. O sarau-resistência acontece sábado (30), às 19h00.

Segundo Maria Gabriela Barros, coordenadora cultura da Oficina Cultural Alfredo Volpi, o Coletivo Bixa Pare é um dos grupos residentes na oficina e é de extrema importância fomentar o trabalho que é desenvolvido por artistas que frequentam o espaço. “A Ocupação tem um caráter de dar visibilidade aos trabalhos do grupo (Performance, Intervenção e Sarau) e e é importante dar voz a trabalhos que colocam questões LGBTQIA+ como desdobramento para a criação artística”, comenta.

Além disso, ela também reforça que a ocupação se faz importante por ser um trabalho de artistas que produzem na região da Zona Leste a partir de temáticas LGBTQIA+. “Neste mês, esses assuntos ganham maior visibilidade devido aos principais eventos na cidade (Marcha do Orgulho Trans de São Paulo, Caminhada Lésbica e Bissexual e a Parada do Orgulho LGBT) e, pela unidade estar numa região periférica da cidade, acreditamos na importância de levantar questões ligadas às minorias políticas e suas questões mais urgentes”.

Coletivo Bixa Pare – Foto: Edi Oliveira

Criado em 2017, os integrantes do Coletivo Bixa Pare já trabalharam juntos em diversas produções desde 2012, desenvolvendo atividades que partem da pesquisa a respeito do corpo bicha na sociedade. “É muito grande a diferença de ser e existir LGBT na periferia e no centro, mas quando começamos a ter o retorno dos participantes da oficina que ministramos entre janeiro e março na Oficina Cultural Alfredo Volpi, tivemos a certeza que deveríamos propor cada vez mais ações. Como residimos na oficina desde quando começamos, sabemos a importância de sempre dialogar com frequentadores do espaço e moradores das quebradas mais próximas que sempre trocam e afirmam a importância de trabalhos como esses circularem nas periferias”, conta Diego Castro, do Coletivo.

Conectado às iniciativas que discutem as desigualdades promovidas pela homofobia, Jorge Sandoval é jornalista e acredita que esses eventos trazem discussões necessárias para a sociedade. “A arte nos dá liberdade para assumir quem realmente somos e, também, para lutar pelos espaços que ainda são subjugados por uma sociedade homofóbica”, ressalta.

Andreia Avaredo, professora, reforça a importância de valorizar o trabalho de pessoas LGBTs, principalmente para apoiar a disseminação de projetos relevantes. “Existe muita coisa bacana escondida por conta do preconceito e da falta de espaço. Acho essencial que a sociedade esteja presente e valorize esse tipo de trabalho”, comenta.

Agenda

Performance: 2017 445
28/6. Quinta-feira, 17h às 18h.
Atividade gratuita sem necessidade de inscrição prévia.
Recomendação etária: 14 anos.

Bixa freak show
29/6. Sexta-feira, 17h às 18h.
Atividade gratuita sem necessidade de inscrição.
Recomendação etária: livre.

Sarau Bixaria Literária
30/6. Sábado, 19h às 21h.
Atividade gratuita sem necessidade de inscrição.
Recomendação etária: livre.

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