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Museu da Diversidade Sexual abre exposição “Tarja Preta”, com retratos produzidos por Vania Toledo

Publicado em 20 de janeiro de 2018

Com curadoria de Diógenes Moura, mostra apresenta fotografias de personalidades como Ney Matogrosso, Clodovil, Laerte e Luana Hansen, destacando os questionamentos comportamentais do universo LGBT

Foto: Vania Toledo

O Museu da Diversidade Sexual, da Secretaria da Cultura do Estado, administrado pela organização social de cultura APAA, abre no dia 24 de janeiro a exposição “Tarja Preta”, com trabalhos da fotógrafa Vania Toledo. A mostra é um resumo da carreira de Vania, com fotos clicadas nos anos 70, 80 e 90 até registros produzidos especialmente para a exposição, focados em ícones da cultura e da diversidade. A entrada é gratuita.

“Tarja Preta”, que conta com a curadoria de Diógenes Moura, apresenta um registro de nossa efervescência cultural – da noite LGBT, do teatro, da música, das artes em geral. Os trabalhos exibidos no museu mostram como os questionamentos comportamentais – de sexo e expressão de gênero – têm forte presença na cultura e como essa chama se mantém viva.

Entre os trabalhos selecionados para a exposição, estão retratos de grandes ícones da cultura produzidos por Vania Toledo em vários momentos de sua carreira, como os da escritora Cassandra Rios, o cantor Ney Matogrosso e o estilista Clodovil. Também foram produzidos retratos especialmente para a mostra, com personalidades que atuam em diversas linguagens na área da cultura, como Laerte, Leo Moreira, Luana Hansen, João Silvério Trevisan, As Bahias e a Cozinha Mineira, Karina Dias e Jean Claude Bernadet.

“Meu vício é gente. Gente atuante, libertária, gente que produz e faz arte, que gosta de viver como eu. Por isso ou por aquilo, sempre fotografei pessoas assim, com esse perfil”, conta Vania. “Sou contra tudo o que é muito correto, muito confortável. Minha zona de conforto é a interrogação, é procura eterna pelo novo”, conclui.

“A exposição ‘Tarja Preta’ enaltece a liberdade e infinidade de possibilidades de expressões artísticas, se opondo à caretice. A tarja preta, que tanto pode ser medicamento para controlar o que se diz loucura quanto um mecanismo de censura imagética, é a barreira a ser superada, escancarando o que está por trás, que no fim das contas nada mais é do que humano”, reflete Luis Sobral, diretor da APAA.

SERVIÇO

Exposição “Tarja Preta” no Museu da Diversidade Sexual

Abertura: 24 de janeiro, quarta-feira, às 17h00 (em cartaz até 05 de maio)

Curadoria: Diógenes Moura

Local: Museu da Diversidade Sexual

Endereço: Estação República do metrô – piso mezanino – Rua do Arouche, 24, República

Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h00 às 18h00

Entrada gratuita

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