Recuperando a memória sobre as ferrovias de São Paulo, evento abre as comemorações do Dia do Patrimônio Histórico
Abrindo as comemorações do Dia do Patrimônio Histórico, celebrado em 17 de agosto, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, anuncia a 5ª edição da Jornada do Patrimônio do Estado de São Paulo. Com o tema “Ferrovias”, o evento promove atividades gratuitas em 40 municípios entre os dias 2 e 4 de agosto, promovendo o resgate da memória do sistema ferroviário paulista.
Neste ano, o evento leva programação artística para espaços históricos, com o foco na importância das ferrovias. A antiga malha ferroviária representa não apenas um meio de transporte, mas um motor de desenvolvimento econômico, social e cultural. Um meio não só de locomoção, e sim de histórias, vivências, trocas e experiências.
“Uma vez que o sistema ferroviário conectava mercadorias e pessoas, ele permitiu um rico intercâmbio cultural dentro do estado. Neste ano, a Jornada vai fazer o resgate dessas histórias que, por meio das rodovias, marcaram a história de São Paulo”, afirmou Marília Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Além da capital paulista, a Jornada do Patrimônio chega aos municípios de Bananal, Botucatu, Brodowski, Chavantes, Cubatão, Ourinhos, Santa Bárbara D’oeste, Tupã, Araraquara, Bauru, Biritiba Mirim, Casa Branca, Descalvado, Echaporã, Jaboticabal, Jaguariúna, Jundiaí, Mairinque, Mogi Das Cruzes, Pindamonhangaba, Queluz, Santa Rita Do Passa Quatro, Santana De Parnaíba, Taubaté, Santos, Águas Da Prata, Caieiras, Campinas, Campos Do Jordão, Cardoso, Cosmópolis, Cruzeiro, Guararema, Santo André, Araçatuba, Ribeirão Preto e Sorocaba.
Confira a programação completa:
ÁGUAS DA PRATA
Trilhos, memórias e cantorias
Com Rubia Gomes
Quantas histórias carregam os trilhos de um trem? Quantas cidades se formaram em torno de uma ferrovia?
Filha de maquinista e contador de histórias, Rúbia Gomes cresceu ouvindo narrativas dos trilhos e das cidades por onde passava o trem e se apaixonou por conhecer as histórias que cruzam trilhos e em cada cidade que chega, feito um passageiro curioso, ela mergulha nas histórias daquele lugar, convidando seus moradores e visitantes para uma deliciosa viagem no tempo.
Complexo Turístico, Eventos e Convenções de Águas de Prata - Antigo Balneário - Avenida Armando Salles de Oliveira, s/n. Dia 4, 14h.
Sobre o Complexo - Maior bem cultural do município, o antigo balneário foi inaugurado em 1974 e seu projeto foi realizado pelo renomado arquiteto João Walter Toscano, hoje reconhecido como um dos maiores da América Latina. Naquela época, atraía visitantes de toda a região, do estado e até mesmo de todo o país em busca de seus luxuosos banhos. Após 27 anos de inatividade, iniciada em 1998 junto com várias outras cidades termais, o estado solicitou o fechamento do local. Finalmente, em 3 de julho de 2024, com financiamento do DADETUR, concluiu-se a primeira etapa da revitalização. Atualmente está em processo de tombamento. Dia 4, 08h às 22h.
ARAÇATUBA
HARU-AÇA-TU-BO - O mito do progresso
Com Companhia OBS
Haru-aça-tu-bo uma das origens do nome Araçatuba. Assim como a maioria das cidades paulistas, têm suas histórias e memórias construídas a partir não só de uma versão do que ocorreu, mas daquela versão que gostariam que contassem. Misturando teatro a contação de histórias, literatura oficial com atuação, O mito do Progresso vem para recontar a história, ou mito, da expansão e progresso paulista.
|Museu Ferroviário Moisés Joaquim Rodrigues - Rua Joaquim Nabuco, 125 e 135. Dia 3, 10h30.
Sobre o Museu - Criado em 2016, com o objetivo de homenagear os trabalhadores da ferrovia e preservar a memória histórica de Araçatuba, o museu possui um acervo significativo de peças e acessórios. Ele narra a história e os costumes dos ferroviários, oferecendo uma rica perspectiva sobre o legado dos trilhos do município. Dia 3, 08 às 13h.
ARARAQUARA
Show Música Brasileira e Ferrovia
Com Agrício Costa
Agrício Costa e Gera Machado dialogam com o público sobre a importância do trem na cultura brasileira, em um cenário onde passado e presente se encontram nos trilhos históricos.
| Museu Ferroviário Francisco Aureliano de Araújo - Rua Antônio Prado 611. Dia 3, 10h.
Sobre o Museu - A Estação Ferroviária de Araraquara, localizada na Rua Antônio Prado, 611, próxima à Avenida Brasil e ao Córrego da Servidão, desempenhou um papel crucial no direcionamento do crescimento urbano para essa região desde sua inauguração em 1885 pela Companhia Rio Clarense de Estradas de Ferro, posteriormente absorvida pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Em 1898, tornou-se um ponto de entroncamento com a Estrada de Ferro Araraquara, marcando um período de expansão significativa.
Após reformas pela Fepasa em 1971 e um período de uso pelas concessionárias Ferroban e ALL, a estação encerrou suas operações de passageiros em 2001. Em 2008, reabriu como o Museu Ferroviário Francisco Aureliano de Araújo, resultado de esforços da Prefeitura Municipal de Araraquara, ABPF, Uniara e AFA para preservar a história ferroviária da cidade. O edifício, construído em 1912, apresenta uma planta retangular com uma plataforma coberta paralela às linhas, e inclui uma gare e outros edifícios como armazéns e oficinas, caracterizados por uma arquitetura eclética. Hoje, o museu exibe uma coleção diversa de ferramentas, objetos ferroviários e documentos, proporcionando aos visitantes uma imersão na história ferroviária de Araraquara. Dia 3, 09h às 12h.
BANANAL
Calango da Mandioca
Com Cauique Bonsucesso e Banda Por Um Fio Do fogo das tradições, de rocha, terra batida e correntezas é feita a música de Cauique Bonsucesso. Em seu novo trabalho “Calango da Mandioca, o compositor, cantor e sanfoneiro propõe arranjos e densidades para sua música cheia de encanto e personalidade única. No show, a performance contagiante de Cauique Bonsucesso e da Banda Por um Fio traz o espírito dos bailes de forró com o sotaque das festas do interior do Vale do Paraíba. Um forró pé de serra com temperos de ciranda, arrasta pé e outros ritmos tradicionais que, somados à poesia de suas composições, expressam uma energia e sonoridade de vanguarda.
Solar Aguiar Valim - Praça Rubião Júnior. Dia 2, 14h.
Sobre o Solar - Sobrado Vallim é um casarão histórico da época do Ciclo do Café, construído em 1855 pelo comendador Manoel de Aguiar Vallim. Localizado na cidade de Bananal, no estado de São Paulo. Dia 02, 13h às 17h.
BAURU
Cheganças
Com Cia Chegança
Cheganças é uma intervenção artística feita por artistas da cultura popular, que juntos cantam folias de reis, congadas, cirandas e outras canções do cancioneiro caipira. Os integrantes fazem parte de grupos de cultura popular e nesta formação apresentam um auto que conta a história da chegada da linha férrea na cidade. Contações inspiradas nas violas e batuques da cultura popular.
Museu Ferroviário Regional de Bauru - Rua Nóbile de Piero - s/n,?Centro. Dia 3, 15h.
Sobre o Museu - O Museu Ferroviário Regional de Bauru, localizado no centro de Bauru, tem como objetivos divulgar, estudar e preservar a cultura ferroviária, promover ações educativas e fortalecer a identidade ferroviária do município. Criado em 1969, o museu passou por diversas transformações, sendo oficialmente fundado em 1989 no antigo prédio administrativo da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. O acervo do museu inclui peças de maquinário ferroviário, mobiliário, documentos e outros itens relacionados à atividade ferroviária de Bauru e região. O museu começou com quatro salas expositivas e um auditório, expandindo-se ao longo dos anos para atender à crescente demanda. Em 2001, a iniciativa Ferrovia Para Todos restaurou uma locomotiva a vapor de 1919 e três carros de madeira para trajetos turísticos. Em 2016, iniciou-se a digitalização do acervo documental, com cerca de dez mil documentos disponibilizados online.
A partir de 2018, o museu passou por modernizações, incluindo a reforma da reserva técnica e a criação de uma reserva funcional. Em 2021, o museu interrompeu temporariamente as visitas presenciais para atualizar o sistema elétrico e luminotécnico e instalar novos banheiros acessíveis. Também iniciou um projeto de segurança contra incêndios e a reformulação da Praça Kaingang, que agora conta a história dos indígenas Kaingang. Mesmo durante as reformas, o museu implementou visitas virtuais em 360º. Dia 3, 13h às 16h.
BILAC
Cantando e Contando pelos Trilhos
Com Coruja em Cena
Dois artistas do grupo Coruja EmCena se unem para uma intervenção teatral inesquecível. Eles trarão à vida a rica história dos trens e das ferrovias no Brasil através de uma abordagem divertida e lúdica. Com músicas envolventes, histórias fascinantes e desafios interativos, o espetáculo promete encantar e educar o público. Eles combinam suas habilidades únicas para criar uma experiência cultural vibrante e educativa. Imperdível para todas as idades!
Praça Nossa Senhora da Conceição - Praça da Matriz - Dia 3, 16h30.
Sobre o local - Bilac tem uma história rica e fascinante, marcada pelo desenvolvimento agrícola e pelo esforço de seus pioneiros. A cidade começou a se formar no início do século XX, quando imigrantes e agricultores buscaram novas terras para cultivar. O município foi oficialmente fundado em 1959, desmembrando-se de Penápolis.
A economia de Bilac sempre esteve fortemente ligada à agricultura, com destaque para a produção de café, cana-de-açúcar e outros produtos agrícolas que impulsionaram seu crescimento. A chegada da ferrovia foi um marco importante para o desenvolvimento local, facilitando o transporte de mercadorias e a comunicação com outras regiões. A cidade preserva até hoje a memória e o legado de seus fundadores, mantendo tradições e celebrações que refletem a identidade cultural de seus habitantes. Bilac continua a crescer e se modernizar, mantendo suas raízes e a forte ligação com a terra e a agricultura, que sempre foram pilares de sua economia e desenvolvimento.
Ação município: 15h às 18h - Mostra Fotográfica sobre a História do Município
BIRITIBA MIRIM
Piuíii vem histórias por aí!
Com O Casulo Viajante
Um forte apito anuncia a partida do trem e impressiona as crianças! Não é diferente com Fernando, um menino que cresceu numa família de maquinistas. No passeio com o avô, que resgata nos trilhos da memória histórias da época da Maria Fumaça, o garoto vive novas aventuras a cada estação, aprende sobre as cidades que o trem atravessa e ouve histórias de pessoas que nela habitam. Tudo isso com brincadeiras e músicas.
Ponto de Cultura Projeto Crê Ações - Av. Benedito de Miranda Melo, 126 - Vertentes. Dia 3, 19h.
Sobre a Capoeira - Símbolo da resistência negra e patrimônio cultural imaterial da humanidade, declarado pela UNESCO em 2014, a capoeira também é um patrimônio de Biritiba Mirim. No Ponto de Cultura Projeto Crê Ações, das 16h às 21h, será realizado o Sarau da Capoeira 2024, em comemoração ao Dia da Capoeira. O evento apresentará diversas manifestações da expressão cultural popular da capoeira, incluindo exposição de fotos e trabalhos históricos sobre a luta, exposição de máscaras africanas, apresentações e rodas de capoeira. Dia 3, 16h às 21h.
BOTUCATU
Entre Trilhos - Uma Vivência com Patrimônio Imaterial
A Jornada do Patrimônio 2024 chega como um espaço dedicado à valorização, proteção e promoção da identidade dos povos e regiões do Estado de São Paulo. Durante o evento, serão apresentados personagens, histórias e toda a riqueza cultural legada até os dias de hoje pela diversidade de povos que ajudaram na formação do Estado. Desde cultura popular até música, artesanato e brincadeiras para todas as idades, as atividades propostas para este dia, destacam os patrimônios imateriais presentes por todos os cantos de São Paulo.
Estação de Botucatu - Rua Benjamin Constant, 161 - Vila Jahu Botucatu - SP, 18611-030. Dia 3, das 10h às 17h.
Sobre a estação de Botucatu - foi inaugurada como terminal provisório da Linha Tronco da Estrada de Ferro Sorocabana em 20 de abril de 1889, quando o primeiro trem partiu da cidade às 6h15 rumo a São Paulo. Na década de 1930, a Sorocabana contratou o escritório Azevedo e Travassos para projetar uma nova edificação para a estação, cuja construção foi realizada pela empresa Camargo e Mesquita, Engenheiros, Arquitetos e Construtores. A nova estação foi inaugurada em 16 de maio de 1934.
Após sessenta e quatro anos de funcionamento ininterrupto, a gestão da estação passou da Sorocabana para a Fepasa em 1971 e, em 1998, para a concessionária Ferroban. A estação foi desativada em 16 de janeiro de 1999, após a passagem do último trem de passageiros. Em 2001, a estação foi transferida para a prefeitura de Botucatu. Durante anos, a edificação ficou abandonada, sendo invadida e depredada. Tombada como patrimônio histórico pelo Condephaat em 2012, a estação foi restaurada entre 2012 e 2016, com um custo de 1 milhão de reais. Em 6 de setembro de 2016, a prefeitura de Botucatu aprovou a Lei Ordinária número 5861, que batizou o prédio da estação de Botucatu como Engenheiro Nelson Dib Saad, em homenagem ao ex-diretor regional da Estrada de Ferro Sorocabana e ex-gerente regional da Ferrovia Paulista S.A. Desde 2011, o Sr. Antônio Carlos dos Santos, mais conhecido como Nica, tem aberto as portas de sua casa para expor a memória da ferrovia. Com diversos itens coletados em suas caminhadas e doações de familiares dos trabalhadores da ferrovia e amigos, o acervo conta com mais de 3.000 peças e 100 fotos da época da construção dos túneis da Cuesta. O museu tem 80% do acervo relacionado à ferrovia, incluindo peças de locomotivas, trilhos, equipamentos ferroviários, rádios, telefones, matérias de jornais, fotografias, ferramentas de manutenção e objetos antigos do cotidiano de décadas passadas. O Sr. Nica é um verdadeiro apaixonado pela ferrovia, cuidando dos itens e da história com grande zelo. Vale a pena visitar o museu, que também é sede do grupo Aventureiros do Túnel, do qual o Sr. Nica faz parte. Durante a visita, ele certamente contará várias histórias e casos sobre a ferrovia. Dia 3, 10h às 18h.
Viola pelos Trilhos
Com Quarteto Raiz
Narração de histórias recolhidas a partir de contos de tradição oral de diversos países para o público infanto-juvenil e adultos. Contos tradicionais que exaltam a sabedoria feminina e sua vontade de se colocar no mundo. O elemento comum às histórias é a presença de trens e ferrovias como cenários e meios de transporte das personagens. Com músicas ao vivo e criadas especialmente para as narrações.
Estação de Botucatu - Rua Benjamin Constant, 161 - Vila Jahu Botucatu - SP, 18611-030. Dia 3, 15h.
Ação município: 02/08 – Sexta-feira
Palestra – Tema: Instrumentos de gestão de patrimônio histórico, artísticos e culturais
Palestrante: Maressa Correa Pereira Mendes – Arquiteta e Urbanista – Mestre em Arquitetura e Urbanismo
Local: Casa da Juventude Vinicio Aloise (Armazém)
Horário: 19h às 20h30
Endereço: R. Benjamin Constant, 161 – Vila Jahu
03/08 – Sábado
10h às 18h - Aberto para Visitação do local e a Exposição: Por Dentro da História da Ferrovia – (Livros da Biblioteca Municipal Dr. Emilio Peduti)
14h às 15h - Apresentação – Trilhos de Poesia (Leitura de Poemas)
História da Estação Ferroviária de Botucatu - Engenheiro Nelson Dib Saad
Dica de Visita - MUSEU DO FERROVIÁRIO
Desde 2011, o Sr Antônio Carlos dos Santos, mais conhecido como Nica, tem deixado aberta as portas da sua casa para expor a memória da nossa ferrovia, com diversos itens coletados por ele em suas caminhadas, doações de familiares dos trabalhadores da ferrovia e amigos.
O acervo possui mais de 3.000 peças e 100 fotos da época da construção dos dois túneis da nossa Cuesta. 80% do acervo é relacionado a ferrovia. São peças de locomotivas, dos trilhos, equipamentos usados na ferrovia, rádios, telefones, matérias de jornais, fotografias, várias ferramentas de manutenção e objetos antigos relacionados ao dia a dia de décadas passadas.
Segunda a sexta das 13h às 18h
Entrada Gratuita
BRODOWSKI
Annuar - nos trilhos do interior
Com Grupo Musical Annuar
O grupo musical Annuar, formado por Dálete Muller, Ney Souza e Wagner Coffe, nasceu do Ponto de Cultura Jovens Pesquisadores em Pradópolis/SP. Seu álbum Um olhar para dentro e um pouco de nós para fora (2022) celebra a diversidade e musicalidade afro-brasileira, refletindo as conexões entre tradições locais e uma visão contemporânea da negritude brasileira, inspirado pelas ferrovias que unem comunidades no interior paulista.
Antigo Galpão de Cargas Cia. Mogiana (Sede da Secretaria Municipal de Cultura) - Av. Dr. Rebouças, 364 - Centro. Dia 2, 9h.
A estação de Brodowski foi inaugurada em 5 de setembro de 1894, nomeada em homenagem ao inspetor geral da Cia. Mogiana, o engenheiro polonês Dr. Alexander Brodowski. Ao redor da estação, a cidade prosperou. Em 22 de agosto de 1913, o município de Brodowski foi oficialmente criado. Atualmente, a Estação Engenheiro Brodowski abriga a exposição “A Estação Brodowski, Patrimônio Histórico”, que resgata a memória ferroviária do interior paulista. A exposição aborda desde o movimento bandeirante até a cafeicultura que impulsionou o desenvolvimento da região após 1870. Ao lado da estação, está o Terminal Rodoviário Primo Baggio e o Cine Clube “Candido Portinari”. A Praça das Artes, criada em 1996 no antigo pátio de manobras da Cia. Mogiana, exibe obras do renomado artista plástico Adélio Sarro, homenageando Portinari, os imigrantes, o café e as ferrovias. Dia 2, 08h às 17h.
Brasilidades Pocket
Com Fernanda Marx
Brasilidades Pocket é uma intervenção artística no centro urbano, unindo música brasileira e uma área histórica. O show de Fernanda Marx celebra a diversidade cultural do Brasil com samba, xote e soul, transformando cada acorde em uma ponte entre passado e presente, numa experiência vibrante e inesquecível.
Museu Casa de Portinari - Praça Candido Portinari, 298 - Centro. Dia 3, 09h
Sobre o Museu - O Museu Casa de Portinari, em Brodowski, foi a residência do artista Cândido Portinari e é gerido pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. O local, onde Portinari desenvolveu e aprimorou suas técnicas de pintura mural, foi tombado pelo Iphan em 1968 e pelo Condephaat em 1970. A preservação do imóvel, que inclui a casa principal e anexos, é essencial devido às obras murais em suas paredes e na capela dos jardins. O museu foi inaugurado em 14 de março de 1970, destacando-se pela simplicidade típica do interior. Dia 3, 09h às 18h.
Ação município: 7h - Trilha: Estação à Estação: Desenvolvida pelo Conselho Municipal de Turismo de Brodowski em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo, a trilha Estação à Estação liga o patrimônio histórico de duas cidades vizinhas, Brodowski e Jardinópolis. Construídas pelo mesmo engenheiro, Alexandre Brodowski (daí o nome da estação e da cidade natal de Candido Portinari), a Estação de Brodowski e a Estação Visconde de Parnaíba são verdadeiros marcos na história, economia e cultura de seus municípios. A trilha, que segue o antigo leito ferroviário da Cia Mogiana, oferece ainda uma experiência única na paisagem rural que liga as duas cidades. Programação gratuita.
Local de saída: Estação Ferroviária de Brodowski
Informações: (16) 3664-4284
CAMPINAS
Cantando e Contando pelos Trilhos
Com Coruja em Cena
Dois artistas do grupo Coruja EmCena se unem para uma intervenção teatral inesquecível. Eles trarão à vida a rica história dos trens e das ferrovias no Brasil através de uma abordagem divertida e lúdica. Com músicas envolventes, histórias fascinantes e desafios interativos, o espetáculo promete encantar e educar o público. Eles combinam suas habilidades únicas para criar uma experiência cultural vibrante e educativa. Imperdível para todas as idades!
Estação Anhumas - Dr. Antônio Duarte da Conceição, 1501 - Jardim Madalena. Dia 3, 14h30.
Sobre a estação Anhumas - inaugurada em 12 de outubro de 1926 pela antiga Cia. Mogiana de Estradas de Ferro substituiu uma estação anterior de 1875 e foi nomeada em referência ao ribeirão das Anhumas. Localizada a cerca de 200 metros da estação original, servida como ponto de coleta do tráfego excedente da estação de Guanabara e possui um pátio com três linhas. Com o declínio do transporte ferroviário, especialmente do café, o pátio foi limitado e a linha foi fechada em 1977. Desde então, a estação e o pátio ficaram abandonados até serem resgatados pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação). Foto: Vanderlei Zago. Dia 3 - 09h às 17h.
Ação município: 15h - Passeio turístico Maria Fumaça
CAIEIRAS
A viajante do tempo
Com Nina Dó Ré Mi
Aurora é uma viajante do tempo que chega às ferrovias da cidade de São Paulo e testemunha o surgimento e o progresso da cidade. Ela se encanta com esse mundo novo e com as músicas da época e descobre a importância das ferrovias na transformação e no crescimento da cidade.
Estação Ferroviária de Caieiras - Rua Luiz Celso Berti, 179, Melhoramentos. Dia 4, 16h.
O Conjunto Ferroviário de Caieiras foi implementado ao longo da antiga Ferrovia de São Paulo, que mais tarde passou pela chamada Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. Esta foi a primeira linha ferroviária no estado de São Paulo, conectando o planalto ao litoral. O conjunto, que inclui a Estação, o Armazém e a Vila Ferroviária, marcou a consolidação da companhia e promoveu o desenvolvimento da região. A arquitetura do conjunto reflete o estilo adotado pelos ingleses nas primeiras construções ferroviárias em São Paulo, incorporando novas técnicas como alvenaria de tijolos e ferro fundido. A Vila Ferroviária, em particular, preserva o estilo de moradia associado aos trabalhadores ferroviários e mantém um valor simbólico importante para a compreensão da rede de estações ao longo da linha. O Conjunto foi tombado em 2011 por sua importância cultural.
CAMPOS DO JORDÃO
Vagões da Memória
Com Cia. Ya Matamba
Grupo de contação de história e música Ya Matamba, um coletivo dedicado a preservar e divulgar as ricas tradições culturais através de narrativas envolventes e melodias cativantes. Com suas raízes fincadas na herança afro-brasileira, o grupo leva ao público um espetáculo repleto de cores, ritmos e emoções. As apresentações são uma verdadeira viagem no tempo, transportando os espectadores para épocas e lugares distantes, onde cada conto e cada canção carregam a sabedoria dos antigos.
Integrando música, dança e teatro, o Ya Matamba cria uma experiência imersiva que celebra a diversidade e a beleza das culturas africanas e afrodescendentes. As histórias, passadas de geração em geração, ganham vida na voz dos contadores, enquanto os instrumentos tradicionais, como o tambor e o berimbau, dão o tom e a cadência à narrativa.
Parque Capivari /Centro de Memória Ferroviária de Campos do Jordão - Rua Eng Eng. Diogo José de Carvalho, 1291 – Capivari. Dia 4, 11h.
Sobre o Parque - Oficialmente renomeado Parque João Doria Capivari, o espaço passou por uma transformação arquitetônica e urbanística. Agora, o parque conta com um palco para apresentações, uma escadaria moderna que também serve como arquibancada, e novos brinquedos. Para os entusiastas de história, uma peça da Estação Emílio Ribas foi convertida no Centro de Memória Ferroviária de Campos do Jordão, um pequeno museu que narra a história da estrada de ferro na cidade. O centro funciona apenas durante o dia e a entrada é gratuita. Localizado no Parque Capivari, o Centro de Memória Ferroviária de Campos do Jordão foi inaugurado em dezembro de 2016 e oferece aos visitantes uma tradição na história da ferrovia. O centro exibe uma coleção de itens históricos, como mobiliário de escritório, máquinas de escrever e calcular dados de 1920, telefones de parede da década de 1928, relógios de ponto de 1950 e antigas ferramentas de manutenção. Ao entrar, os visitantes são recebidos por uma raridade: uma automotriz movida a gasolina que transportava passageiros entre Pindamonhangaba e Campos do Jordão, em uma viagem que durava cerca de 12 horas. Construída na década de 1910, esta automotriz usava peças mecânicas do automóvel francês Berliet e, em 1922, recebeu um motor Mercedes. Continuou em operação até a eletrificação da ferrovia, funcionando até meados da década de 1960, chegando a operar alguns horários no serviço de subúrbio em Campos do Jordão.
Outro destaque é uma maquete do circuito ferroviário, feita por funcionários na década de 1940, e uma vitrine com documentação dedicada a Emílio Ribas, o médico sanitarista que idealizou a Estrada de Ferro Campos do Jordão junto com Victor Godinho, com o intuito de facilitar, à época, o transporte de vítimas de tuberculose aos sanatórios instalados na cidade.
Na parte externa do Centro de Memória, os visitantes podem ver uma locomotiva elétrica rara, de prefixo T-1, totalmente restaurada e originária da frota do Tramway do Guarujá e que foi incorporada à EFCJ em 1956. Dia 4, 09h às 21h.
CARDOSO
CRUA
Com Jacque Falcheti
Jacque Falcheti, cantautora nômade, lança CRUA após viajar por 16 países. O álbum reflete sobre o tempo, viagens, afetos e solidão, com arranjos minimalistas de voz e violão, convidando à introspecção. Após cinco álbuns premiados e turnês em três continentes, ela expande sua turnê em 2023 e 2024, celebrando dois anos do álbum com um livro e shows em 30 cidades paulistas, colaborando com cantautoras locais.
Lagoa Municipal Hygino Zampronha - Rua José de Anchieta, 185-217 - Cardoso. Dia 3, 17h.
Sobre a Lagoa Hygino Zampronha - tem suas origens na década de 1940, quando a extração de barro para a produção de tijolos pela olaria localizada em suas margens resultou na formação da lagoa. Com o tempo, a olaria foi desativada, e a atividade de extração de argila contribuiu para a criação da lagoa dentro da área urbana de Cardoso. Intervenções ao longo dos anos transformaram a Lagoa em um espaço urbano, paisagístico e ambiental, que atualmente é um dos principais pontos turísticos da cidade. Com 670 metros de extensão, seu entorno oferece estrutura para caminhadas, passeios ciclísticos e práticas esportivas, além de proporcionar lazer e entretenimento para moradores e turistas. A Lagoa Higino Zampronha é um símbolo cultural e histórico para a cidade de Cardoso. Sua beleza cênica e relevância histórica são reconhecidas e celebradas pela comunidade local. A preservação deste patrimônio não só mantém viva a memória da cidade, mas também promove um senso de identidade e pertencimento entre os moradores.
CASA BRANCA
Trilhos Sonoros
Com Evandro Navarro e Quito Pereira fazem uma viagem musical pelo universo dos trilhos dos trens. Hora cantando literalmente canções que falam de um trem- noutras, obras que ficam dentro desta mesma atmosfera, de viagens, paisagens, e que também cantam o ir e vir desta vida. Em duas vozes e dois violões elaboram arranjos ricos e agradáveis. E usam, vez ou outra, do auxílio luxuoso de uma gaita e um ukulelê. Canções como: Trem das Onze (Adoniran Barbosa), Trem das Sete (Raul Seixas), Trem de Doido (Lô e Márcio Borges), Encontros e Despedidas (Milton Nascimento e Fernando Brant) compõem, entre outras, o inspirado repertório. Atenção para o horário da partida, estão todos convidados para estarem juntos nesse emocionante roteiro.
| CICE- Centro Integrado de Cultura e Eventos - Praça Rui Barbosa, 56 , Centro. Dia 3, 10h.
Sobre a estação - A estação original de Casa Branca foi inaugurada em 1878 como o ponto final de linha do tronco, até a expansão para São Simão em 1882. Em 1877, o Imperador Dom Pedro II visitou a área, mas não conseguiu inaugurar a estação devido a condições adversas. O prédio inicial era temporário, construído com materiais simples e menor que a estação principal, conforme relatado em 1878.
Em 1890, a estação de Casa Branca foi reconstruída, substituindo a estrutura de madeira provisória e adaptando a entrada da linha. Em 1895, um bonde a burros fazia o transporte entre a estação e o centro da cidade, enfrentando problemas de peso ocasionalmente. Em 1900, durante um surto de febre amarela, a estação ainda não possuía banheiro.
Desde 1890, a estação servia como ponto de partida para o ramal para Mococa e Guaxupé. Em 1951, uma nova estação foi inaugurada, tornando a antiga Casa Branca a estação do ramal de Mococa, renomeada para Casa Branca-Ramal.
Após sua desativação em 1988, a estação foi usada para armazenar material elétrico, mas a eletrificação planejada não avançou. O ramal foi reativado em 1986 e desativado pouco depois. Em 2000, embora o prédio estivesse ocupado pela Prefeitura, o pátio ainda tinha alguns vagões. A estação e o ramal foram parcialmente destruídos por vandalismo em 2004, com trilhos retirados e a ligação entre as duas estações de Casa Branca desfeita.
CHAVANTES
Maria Helena conta...Chavantes!
Com Maria Helena
Desde quando José Ignacio veio morar às margens do Ribeirão da Cachoeira, a chegada da estrada de ferro Sorocabana, e os dias atuais, Maria Helena conta e encanta com a história de Chavantes, mostrando as riquezas culturais e históricas da cidade de forma ímpar.
Centro Cultural Wadia Mansur- Rua Av. Conceição, 227 – Novo, Chavantes - Dia 2, 10h.
Sobre o Conjunto da Estação Ferroviária de Chavantes - na linha-tronco da antiga Estrada de Ferro Sorocabana (EFS), é representativo de seu avanço pelo interior paulista – a paulatina “conquista do sertão” –, deflagrador de novo momento econômico para a região por meio do escoamento da produção cafeeira. O conjunto é composto por elementos formadores de empreendimentos ferroviários, sendo a Estação o primeiro exemplar da linha cujo partido arquitetônico reflete a influência da estética neocolonial, expressando o variado repertório estético adotado pela EFS. A implantação da ferrovia deu impulso ao desenvolvimento urbano local, implicando a transferência da sede do município do antigo Distrito de Irapé. O conjunto possui inserção qualificada no centro da cidade, ladeado por edifícios de programa vinculado à ferrovia, tais como hotéis para viajantes e botequins.
COSMÓPOLIS
A viajante do tempo
Com Nina Dó Ré Mi
Aurora é uma viajante do tempo que chega às ferrovias da cidade de São Paulo e testemunha o surgimento e o progresso da cidade. El