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Orquestra do Theatro São Pedro recebe mezzo-soprano Ana Lucia Benedetti

Grupo toca peças de Beethoven, Mahler e Schumann no segundo final de semana de julho; público também pode conferir gratuitamente o ensaio aberto que ocorre na quinta, 12

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Ópera Alcina estreia em junho no Theatro São Pedro

No dia 22/6, o Theatro São Pedro terá a estreia da segunda montagem lírica de 2018. O barroco vai invadir o palco com a ópera Alcina, de Georg Friedrich Händel, com apresentação às 20h, com ingressos entre R$ 20,00 e R$ 80,00. A ópera será apresentada em cinco datas: 22, 24, 27 e 29/6, e 1o/7. Todos os detalhes estão no site http://theatrosaopedro.org.br.

Foto: Heloísa Bortz / Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo

A montagem dramática com linguagem pós-moderna terá direção e cenografia de William Pereira, o maestro Luis Otavio Santos à frente da Orquestra do Theatro São Pedro – dois profissionais apaixonados pelo repertório barroco – além da soprano Marília Vargas, formada pela Schola Cantorum Basiliensis (Suíça) e também especialista em música barroca, no papel principal. O elenco reúne nomes brasileiros e internacionais, como a soprano Thayana Roverso (Morgana), a mezzo-soprano Carolina Faria (Bradamante), o tenor Caio Duran (Oronte), o contratenor israelense David Feldman (Ruggiero) e o baixo austríaco Norbert Steidl (Melisso).

Com libreto de Antonio Marchi, a ópera é composta por três atos e conta a história da feiticeira Alcina, uma maga sedutora e soberana na ilha em que vive, que tem como costume transformar seus amantes em rochas ou feras selvagens assim que se cansa deles, condenando-os à prisão eterna na ilha. Baseada no poema épico Orlando Furioso, de Ludovico Ariostos, a ópera estreou no Royal Opera House de Covent Garden, em Londres, em 1735.

William Pereira, diretor da montagem, tem no currículo trabalhos importantes, como as estreias mundiais das óperas A Tempestade de Ronaldo Miranda, Olga de Jorge Antunes, Onheama e Natividade de J.G. Ripper.  “As pessoas têm interesse por óperas, só não tem mais porque não tem oferta. Precisamos de um projeto sério de formação de plateia, para ensinar o que é ópera, para as pessoas entenderem que linguagem é essa e o quanto isso pode ser interessante. Deveríamos ter mais títulos e um público a ser conquistado”, explica Pereira.

No teatro dirigiu grandes sucessos, entre eles, O Burguês Fidalgo e Dom Juan, de Molière e conquistou diversos prêmios, como Shell e da APCA. No ano passado, dirigiu no Theatro São Pedro o programa duplo inédito com o balé Pulcinella e a ópera Arlecchino, de Igor Stravinksy e Ferruccio Busoni, respectivamente. “O nascimento da ópera é no barroco e eu acho importante fazer esse repertório porque no Brasil ele não é muito feito. Aqui são feitas obras compostas pelo repertório da ópera italiana, então é importante quebrar um pouco essa hegemonia da ópera romântica e propor novas épocas”, afirma.

Uma ilha transformada em outro planeta. A cenografia traz uma proposta neutra, com piso e paredes brancas. O ponto de partida é um espaço vazio representado pelo intenso branco, preenchido por um jogo de luzes coloridas.

Atriz que interpreta Alcina na montagem, Marília Vargas reforça que a música do período barroco é muito viva, cheia de nuances e cores, e tem ganhado espaço nos teatros e casas de ópera. Acho que o Brasil está seguindo esta tendência e neste ponto o Theatro São Pedro está sendo pioneiro. Ano passado com Juditha Triumphans, este ano com Alcina, com artistas e direção musical de especialistas no assunto. Estou muito honrada em fazer parte deste time e tenho certeza que esta montagem fará história”, comenta Marília.

O tenor Caio Duran aposta que as pessoas que nunca assistiram a uma ópera não sabem o quanto podem gostar. É muito importante trazer produções de óperas barrocas para os palcos, assim como de qualquer outro período. É um trabalho delicado que exige grande flexibilidade e domínio do estilo pelos artistas, pois foram escritas para instrumentos da época com uma afinação um pouco mais baixa. Hoje o mundo é muito mais “ruidoso”, deste modo, a afinação dos instrumentos foi sendo elevada com o passar do tempo”, detalha Duran.

O público já está na expectativa. “Acredito que exista, ainda, uma imagem muito inacessível e elitizada em torno das óperas. Particularmente, quero aproveitar essa oportunidade para quebrar meus preconceitos e entender melhor como o gênero funciona. Acredito que vou me surpreender e a expectativa está grande”, comenta a analista de marketing Thaís Tigre.   

 

Onde

“O Matrimônio Secreto” estreia no Theatro São Pedro

O Theatro São Pedro apresenta a primeira ópera da temporada 2018. O Matrimônio Secreto (1792), de Domenico Cimarosa (1749-1801), estreia no mês de maio. 

A ópera é uma preciosidade do classicismo, e conta a história de um velho pai, já meio surdo e turrão, que recebe uma ótima notícia: um nobre deseja se casar com sua filha mais velha. Até aí tudo bem. O problema é quando o nobre homem muda de ideia e decide se casar com a mais nova, que já é secretamente casada com um empregado. 

Toda essa confusão, cheia de ciúmes e reviravoltas, sobe ao palco do São Pedro nos dias 4, 6, 9, 11 e 13 de maio, com encenação de Caetano Vilela. Na direção musical e à frente da Orquestra do Theatro São Pedro estará a maestrina Valentina Peleggi. Cenografia de Duda Arruk, figurinos de Fause Haten e caracterização de Edu VonGomes.

No elenco, a soprano Caroline de Comi como Carolina, a soprano Joyce Martins como Elisetta, a mezzo Ana Lucia Benedetti como Fidalma, o tenor Jean William como Paolino, o barítono Michel de Souza como Conde Robinson e o baixo Pepes Do Valle como Geronimo.

Os ingressos custam de R$30 a R$80 e podem ser adquiridos na bilheteria do Theatro ou no site da Ingresso Rápido.

Temporada 2018 do Theatro São Pedro

 

Criada de forma colaborativa, com participação dos músicos da Orquestra do Theatro São Pedro na definição de programas e convidados, a Temporada 2018 do Theatro São Pedro tem como objetivo aproximar público e artistas, transformando o São Pedro no #NossoTheatro.

Uma das novidades é a programação de ensaios abertos, realizados sempre nas vésperas de estreias de óperas e de concertos sinfônicos, às 11h, com entrada gratuita. Confira abaixo os destaques da programação lírica e sinfônica e se programe!

 

Óperas

Dias 4, 6, 9, 11 e 13 de maio
Valentina Peleggi, direção musical
Caetano Vilela, direção cênica
Elenco: Caroline De Comi,  Jean William, Joyce Lima, Ana Lucia Benedetti, Pepes do Valle e Michel de Souza

Dias 22, 24, 27 e 29 de junho, e 1º de julho
Luis Otavio Santos, direção musical
William Pereira, direção cênica
Elenco: Marília Vargas, Thayana Roverso, Carolina Faria, Caio Duran, Norbert Steidl e David Feldman

Dias 17, 19, 22, 24 e 26 de agosto
Ira Levin, direção musical
André Heller-Lopes, direção cênica
Elenco: Gabriella Pace, Cláudia Riccitelli, Savio Sperandio, Eric Herrero, Luisa Francesconi, Giovanni Tristacci, Daniel Umbelino, Ana Maria Ribeiro, Fernanda Nagashima e Vinicius Atique

Dias 10, 12**, 14, 16 e 18 de novembro
Cláudio Cruz, direção musical
Jorge Takla, direção cênica
Elenco: a ser anunciado

Concertos Sinfônicos

No Theatro São Pedro, os concertos sinfônicos e as récitas das óperas acontecem sempre nos mesmos horários:
Domingos, às 17h; demais dias, às 20h.

** Exceto a récita do dia 12/11, que ocorrerá às 14h.

Orquestra do Theatro São Pedro
Ligia Amadio, regente convidada
Ana Lúcia Benedetti, mezzo-soprano
Repertório:
Abertura Coriolano, de Ludwig van Beethoven
Rückert-Lieder, de Gustav Mahler
Sinfonia nº 3, Renana, de Robert Schumann

Orquestra do Theatro São Pedro
Roberto Tibiriçá, regente convidado
Eliane Coelho, soprano
Repertório:
Aberturas, árias e excertos de óperas de Giuseppe Verdi e Richard Wagner

Orquestra do Theatro São Pedro
Ricardo Bologna, regente convidado
Manuela Freua, soprano
Repertório:
Tríptico da Passagem, de Silvio Ferraz
Folk Songs (versão para orquestra e voz), de Luciano Berio
A Menina que Virou Chuva, de Valéria Bonafé
Variações Concertantes, de Alberto Ginastera

Orquestra do Theatro São Pedro
Ricardo Kanji, regente convidado
Antonio Meneses, violoncelo
Repertório:
Sinfonia em Ré Menor, de Wilhelm Friedemann Bach
Concerto para Violoncelo em Lá Menor, de Carl Philipp Emanuel Bach
Concerto para Violoncelo em Si Bemol Maior, de Carl Philipp Emanuel Bach
Concerto para Violoncelo em Lá Maior, de Carl Philipp Emanuel Bach

Orquestra Jovem do Estado recebe o pianista Ricardo Castro em dois concertos

Orquestra toca sob a regência de Cláudio Cruz e solos de Ricardo Castro, em São Paulo e Ribeirão Preto. (mais…)

Theatro São Pedro apresenta a ópera Don Giovanni, de Mozart

Montagem reúne alguns dos mais importantes cantores líricos do país e estreia no próximo dia 28; produção terá outras quatro récitas em 30 de outubro, 1, 3 e 5 de novembro, com ingressos de R$30 a R$ 80

No fim do mês, o Theatro São Pedro apresenta sua segunda montagem neste semestre, desta vez com uma obra do século XVIII: a ópera Don Giovanni, escrita pelo compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart em parceria com o italiano Lorenzo da Ponte. Sob regência do maestro convidado Cláudio Cruz e direção cênica de Mauro Wrona, a estreia será no sábado, 28 de outubro, às 20h00. Depois, serão mais quatro récitas em 30 de outubro, 1 e 3 de novembro, no mesmo horário, e a última no dia 5, mais cedo, às 17h00. Os ingressos custam entre R$ 30 e R$ 80.

Mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e sob a gestão da Santa Marcelina Cultura, o Theatro São Pedro apresenta uma nova produção da ópera também dirigida por Wrona, no mês passado, no Festival do Theatro da Paz, em Belém. A montagem paulistana traz outro elenco e reúne cantores que representam a boa geração de profissionais líricos do país, como o barítono Leonardo Neiva no papel título e a soprano Rosana Lamosa, que faz Donna Anna, por exemplo.

Composta por dois atos, Don Giovanni é definida como um drama giocoso, por misturar comédia e drama e estreou no Teatro Nacional de Praga, em 1787. Com libreto escrito por Da Ponte, é um dos títulos mais encenados pelo mundo e considerada uma obra-prima. Conta a história de Don Giovanni, um conquistador nato e individualista, movido por seu instinto e que não mede esforços para alcançar seus objetivos. Em uma época em que liberalismo político e liberdade sexual estavam entrelaçados, Don Giovanni atua, assim, de maneira subversiva ao abordar as aventuras sexuais do personagem.

A Orquestra do Theatro São Pedro estará sob a batuta de Cláudio Cruz, atual diretor musical da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e reconhecido com sólida carreira artística, como músico de orquestra e grupo de câmara e regente convidado das principais sinfônicas do Brasil, América do Sul, Europa e Japão. A direção cênica é de Mauro Wrona, que há vinte anos dirige espetáculos operísticos, incluindo o Festival de Belém (PA), onde está desde 2011. Nicolás Boni assina a cenografia, os figurinos são de Fábio Namatame e a iluminação de Caetano Vilela.

Para o maestro Cláudio Cruz que regeu Don Giovanni em 2005, em Campinas, e ainda como spalla foi o convidado para tocar na montagem que o Theatro Municipal de São Paulo apresentou em 1995, trata-se de uma obra referencial. “São árias lindíssimas que exigem grande preparo vocal dos cantores e atenção ao equilíbrio com a orquestra e posso afirmar que essa combinação está em sintonia com o ótimo elenco que conseguimos reunir para essa montagem”, comenta Cruz.

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Osesp apresenta ópera Tristão e Isolda, de Richard Wagner

Apresentação será na versão orquestrada e com participação de cinco solistas vocais (mais…)