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Museu da Diversidade Sexual abre exposição “Tarja Preta”, com retratos produzidos por Vania Toledo

Com curadoria de Diógenes Moura, mostra apresenta fotografias de personalidades como Ney Matogrosso, Clodovil, Laerte e Luana Hansen, destacando os questionamentos comportamentais do universo LGBT

Foto: Vania Toledo

O Museu da Diversidade Sexual, da Secretaria da Cultura do Estado, administrado pela organização social de cultura APAA, abre no dia 24 de janeiro a exposição “Tarja Preta”, com trabalhos da fotógrafa Vania Toledo. A mostra é um resumo da carreira de Vania, com fotos clicadas nos anos 70, 80 e 90 até registros produzidos especialmente para a exposição, focados em ícones da cultura e da diversidade. A entrada é gratuita.

“Tarja Preta”, que conta com a curadoria de Diógenes Moura, apresenta um registro de nossa efervescência cultural – da noite LGBT, do teatro, da música, das artes em geral. Os trabalhos exibidos no museu mostram como os questionamentos comportamentais – de sexo e expressão de gênero – têm forte presença na cultura e como essa chama se mantém viva.

Entre os trabalhos selecionados para a exposição, estão retratos de grandes ícones da cultura produzidos por Vania Toledo em vários momentos de sua carreira, como os da escritora Cassandra Rios, o cantor Ney Matogrosso e o estilista Clodovil. Também foram produzidos retratos especialmente para a mostra, com personalidades que atuam em diversas linguagens na área da cultura, como Laerte, Leo Moreira, Luana Hansen, João Silvério Trevisan, As Bahias e a Cozinha Mineira, Karina Dias e Jean Claude Bernadet.

“Meu vício é gente. Gente atuante, libertária, gente que produz e faz arte, que gosta de viver como eu. Por isso ou por aquilo, sempre fotografei pessoas assim, com esse perfil”, conta Vania. “Sou contra tudo o que é muito correto, muito confortável. Minha zona de conforto é a interrogação, é procura eterna pelo novo”, conclui.

“A exposição ‘Tarja Preta’ enaltece a liberdade e infinidade de possibilidades de expressões artísticas, se opondo à caretice. A tarja preta, que tanto pode ser medicamento para controlar o que se diz loucura quanto um mecanismo de censura imagética, é a barreira a ser superada, escancarando o que está por trás, que no fim das contas nada mais é do que humano”, reflete Luis Sobral, diretor da APAA.

SERVIÇO

Exposição “Tarja Preta” no Museu da Diversidade Sexual

Abertura: 24 de janeiro, quarta-feira, às 17h00 (em cartaz até 05 de maio)

Curadoria: Diógenes Moura

Local: Museu da Diversidade Sexual

Endereço: Estação República do metrô – piso mezanino – Rua do Arouche, 24, República

Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h00 às 18h00

Entrada gratuita

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