secretaria da cultura do estado de são paulo

Pinacoteca

Valeska Soares aborda as memórias e os afetos em mostra na Pinacoteca

Exposição da mineira radicada em Nova York desde 1990 percorre 30 anos de produção, incluindo pinturas, colagens, objetos, instalações e esculturas

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Acessibilidade: Pinacoteca realiza contação de histórias em LIBRAS

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado, realiza no dia 30 de junho, sábado, a partir das 15h00, mais uma edição da Contação de História em Libras (Língua Brasileira de Sinais). A narrativa, conduzida pela educadora surda Sabrina Denise Ribeiro e pela intérprete de Libras Elisabeth Figueira, será construída a partir da obra O Tempo, 1925, de Henrique Bernardelli, presente na exposição Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo.

"O Tempo", de Henrique Bernardelli

A atividade, que tem duração média de uma hora, é aberta a surdos e ouvintes, com o objetivo de promover uma aproximação entre ambos. A Contação de História em Libras integra uma série de ações inclusivas que têm como um de seus objetivos o acesso qualificado ao patrimônio artístico e cultural do museu para o público surdo visitante, proporcionando à comunidade surda um ambiente linguístico favorável à compreensão desse espaço.

Dentre as ações oferecidas, destaca-se a concepção de atividades para o mês do surdo (“Setembro Azul”) e a presença de intérprete de Libras em palestras e mesas redondas promovidas pelo museu bem como no curso Ensino da Arte na Educação Especial e Inclusiva, direcionado a profissionais que atuam com pessoas com deficiência. Também compreende a utilização de tecnologia assistiva, a exemplo do “Videoguia em Libras” e do “ICOM Libras”, este último disponível para computadores, tablets e celulares.

 

Onde

Camerata Cantareira apresenta peças de Corelli, Bach e Villa-Lobos na Pinacoteca de São Paulo

Concerto faz parte do projeto Música na Pina que se desenrola até novembro de 2018

Sob a direção de Marcelo Jaffé, acontece neste domingo, dia 24 de junho de 2018, o terceiro concerto da Camerata Cantareira, no Auditório Alfredo Mesquita da Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. A apresentação faz parte do projeto Música na Pina e está marcada para 16h00. A orquestra de cordas apresentará o Concerto Grosso, op. 6 n.1 de Corelli, o Concerto de Brandembrugo n. 3 de Bach e encerra o programa com as Bachianas Brasileiras n. 9 de Villa-Lobos.

Sobre a Camerata Cantareira

A orquestra de cordas da Faculdade Cantareira se consagra como um dos grupos de câmara acadêmicos mais qualificados em técnica e expressividade artística no cenário musical paulistano. O projeto da Camerata envolve a execução do repertório consagrado da música de concerto, a divulgação da música brasileira e obras especialmente escritas para o grupo, estimulando a composição contemporânea para esta formação. Desde março de 2015, realiza concertos no Auditório Alfredo Mesquita da Pinacoteca Luz.  www.cantareira.br

Data: 24 de junho de 2018, domingo

Horário: às 16h00

Local: Pinacoteca – Auditório Alfredo Mesquita – térreo

Entrada: R$ 6,00 (inteira) / R$ 3,00 (meia). Crianças até 10 anos e pessoas maiores de 60 anos não pagam. O ingresso da Pinacoteca dá direto a assistir ao concerto gratuitamente. Entrada sujeita a lotação do espaço.

Próximas apresentações: 26/08, 23/09, 28/10 e 25/11 – aos domingos

SERVIÇO

Pinacoteca de São Paulo, Praça da Luz, 02

(11) 3324-1000

www.pinacoteca.org.br 

 

Parceria com OSESP leva música para a Pinacoteca

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, apresenta, no dia 20/6, o Quinteto de Sopros Zephyros, segundo concerto da Série BNP Paribas de Música de Câmara, realizado em parceria com a OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. O grupo é formado pelos músicos da Osesp Cláudia Nascimento (flauta), Arcádio Minczuk (oboé), Ovanir Buosi (clarinete) e Fábio Cury (fagote) e apresentará obras de WOLFGANG AMADEUS MOZART (Fantasia em Fá Maior, KV 608), CARL NIELSEN (Quinteto, Op.43) e de RONALDO MIRANDA (Variações Sérias Sobre um Tema de Anacleto de Medeiros).

Confira a programação:

A Pinacoteca receberá o Quinteto de Sopros Zephyros, formado pelos músicos da Osesp Cláudia Nascimento (flauta), Arcádio Minczuk (oboé), Ovanir Buosi (clarinete) e Fábio Cury (fagote). O grupo apresentará obras de WOLFGANG AMADEUS MOZART (Fantasia em Fá Maior, KV 608), CARL NIELSEN (Quinteto, Op.43) e de RONALDO MIRANDA (Variações Sérias Sobre um Tema de Anacleto de Medeiros).

Data: 20/06 – quarta-feira

Horário: às 19h30min

Local: Pina Luz, Átrio – 2º andar

Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes do concerto.

O grupo executará peças de HEITOR VILLA-LOBOS (Cinco Prelúdios para Violão e Quinteto de Cordas) e CLAUDE DEBUSSY (Sonata para Flauta, Viola e Harpa). Cláudia Nascimento (flauta), Ederson Fernandes (viola), Suelen Sampaio (harpa), Adrian Petrutiu (violino), Adriana Holtz (violoncelo) e Fábio Zanon (violão).

Data: 29/08 – quarta-feira

Horário: às 19h30min

Local: Pina Luz, Átrio – 2º andar

Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes do concerto.

Fundado em 2011, o Camaleon Bassoons é composto pelos integrantes do naipe de fagotes da Osesp Alexandre Silvério, José Arion Liñarez, Francisco Formiga e Romeu Rabelo, incluindo a convidada, também fagotista, Mariana Bergenstein.

Desde a sua criação, o Camaleon Bassons visa difundir o som do fagote através de um repertório inovador e criativo, incluindo desde obras originais para essa formação, até arranjos e transcrições inovadoras. O grupo apresentará, no Átrio da Pina Luz, peças de JOHANN SEBASTIAN BACH (Prelúdio e Fuga, BWV 553-560 – arranjo de Romeu Rabelo), ALLAN STEPHERSON (Divertimento), HEITOR VILLA-LOBOS (Choro n.5 – arranjo de Romeu Rabelo), TOM JOBIM E VINÍCIUS DE MORAES (Orfeu da Conceição: Abertura – arranjo de Romeu Rabelo), LEONARD BERNSTEIN (Wonderful Town: Abertura – arranjo de Romeu Rabelo), RICHARD RODGERS (My Favorite Things – arranjo de Alexandre Silvério), DUKE ELLINGTON (In a Sentimental Mood – arranjo de Alexandre Silvério) e PAUL DESMOND (Take Five – arranjo de Alexandre Silvério).

Data: 12/09 – quarta-feira

Horário: às 19h30min

Local: Pina Luz, Átrio – 2º andar

Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes do concerto.

Fundado em 2008, o Quarteto Osesp reúne o spalla da Orquestra, Emmanuele Baldini, o violinista Davi Graton, o violista Peter Pas e a violoncelista Heloisa Meirelles. Desde sua fundação, o Quarteto Osesp tem sua própria série na Sala São Paulo, na qual são apresentadas obras clássicas e propostas inovadoras e criativas. Seu repertório é extremamente vasto, incluindo obras que vão da época barroca até os jovens compositores contemporâneos. Apresentarão obras de FRANZ SCHUBERT (Quartettsatz, D 703), EDINO KRIEGER (Telas Sonoras) e LUDWIG VAN BEETHOVEN (Quarteto, Op.59).

Data: 24/10 – quarta-feira

Horário: às 19h30min

Local: Pina Luz, Átrio – 2º andar

Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes do concerto.

Com uma formação inusitada, reunindo violino, contrabaixo, piano e vibrafone, o Escualo Ensemble dedica-se a explorar o tango com arranjos e interpretações sofisticadas. O grupo é composto pelos músicos da Osesp Amanda Martins (violino), Claudio Torezan (contrabaixo) e Rubén Zúñiga (vibrafone) e pelos convidados Daniel Grajew (piano). Finalizando a Série BNP Paribas de Música de Câmara, o grupo apresentará um repertório especial de tango contemporâneo, com peças de compositores icônicos do gênero como ASTOR PIAZZOLLA (Escualo, Milonga en Re e Zum), OSVALDO FRESEDO (Mi Viejo Reloj), DANIEL GRAJEW (Milonga Cuera), DIEGO SCHISSI (Astor de Pibe), OSVALDO PUGLIESE (Negracha), LEOPOLDO FEDERICO (Cabulero) e HORACIO SALGÁN (A fuego lento).

Data: 05/12 – quarta-feira

Horário: às 19h30min

Local: Pina Luz, Átrio – 2º andar

Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes do concerto.

Onde

Laura Lima instala oficina de alfaiataria no octógono da Pinacoteca

A Pinacoteca de São Paulo apresenta, de 7/7 a 8/10, a exposição “Laura Lima: Alfaiataria”, que ocupa o Octógono, no primeiro andar da Pina Luz. Laura Lima (1971, Governador Valadares) cria um diálogo inovador com a prática do museu ao apresentar uma oficina de alfaiataria em funcionamento, com profissionais, tecidos, aviamentos e todo o maquinário de uma confecção.

Nela, uma equipe de alfaiates e costureiras trabalhará todos os dias ao longo da exposição. Eles irão produzir uma coleção de trajes confeccionados sobre molduras vazias, criando retratos que interpretam, a partir de seus próprios saberes e experiências, as ideias e desenhos da artista. O espaço será ativado pela presença desses profissionais e de suas atividades – modelar, cortar, alinhavar, costurar, passar, finalizar e, ao longo do período expositivo, o público testemunhará o surgimento dessas peças que ficarão armazenadas numa reserva técnica suspensa no octógono, construída especialmente para o projeto. Espera-se que em torno de 30 obras sejam produzidas até o final da mostra.

“Lima recusa-se a chamar seus trabalhos de performances. Para a artista, não se trata de sublinhar os sujeitos ou a subjetividade de suas ações, mas entender os participantes (que ela chama de viventes) também como matéria da obra de arte, ocupando o espaço do mesmo modo que os objetos, o mobiliário e a própria arquitetura.”
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Fernanda Pitta
Curadora da exposição

Em Alfaiataria, ao recorrer a um fazer tradicional, especializado e altamente elaborado como o dos alfaiates e costureiras, Lima também propõe um paralelismo com o fazer artístico e uma reflexão sobre o tempo e o valor do trabalho. A obra dialoga com o espaço e a história da Pinacoteca, já que instala uma oficina num edifício que teve originalmente essa função, pois foi criado para ser a sede do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Também permite uma relação com o próprio ambiente urbano do museu, o bairro do Bom Retiro, com sua tradição de oficinas de costura, lojas de tecidos e confecções, e de seus profissionais de comunidades variadas como a judaica, a coreana e boliviana.

A produção de Lima se debruça sobre a complexidade dos comportamentos individuais e coletivos. Desde o início de sua trajetória, em 1990, a mineira utiliza seres vivos (humanos ou animais) como parte de sua obra. Em suas ações ou esculturas, o objeto artístico é frequentemente ativado por longos períodos ininterruptos. Suas referências vão desde a história da arte à ficção científica, com a utilização de técnicas que variam de intrincados desenhos e colagens, à colaboração com artistas e artesãos que ativam suas obras.

Alfaiataria foi exposta pela primeira vez no Bonnefanten Museum de Maastricht, Holanda, de 2014 a 2015, como parte da individual da artista no museu durante a qual foi agraciada com o prestigiado prêmio Bonnefanten Award for Contemporary Art 2014.

 

Onde

Laura Lima instala oficina de alfaiataria no Octógono da Pinacoteca

Obra dialoga com a história do museu, que um dia foi sede do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e com a tradição de costura do bairro do Bom Retiro

  

Alfaiates trabalhando, à esquerda, e pendurando peça finalizada durante a apresentação da obra no Bonnefanten Museum de Maastrich, Holanda

 Abertura: 7 de julho de 2018, sábado, às 11h00

Em cartaz: até 8 de outubro de 2018

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, apresenta, de 7 de julho a 8 de outubro de 2018, a exposição Laura Lima: Alfaiataria, que ocupa o Octógono, no primeiro andar da Pina Luz. Laura Lima (1971, Governador Valadares) cria um diálogo inovador com a prática do museu ao apresentar uma oficina de alfaiataria em funcionamento, com profissionais, tecidos, aviamentos e todo o maquinário de uma confecção.

Nela, uma equipe de alfaiates e costureiras trabalhará todos os dias ao longo da exposição. Eles irão produzir uma coleção de trajes confeccionados sobre molduras vazias, criando retratos que interpretam, a partir de seus próprios saberes e experiências, as ideias e desenhos da artista. O espaço será ativado pela presença desses profissionais e de suas atividades – modelar, cortar, alinhavar, costurar, passar, finalizar e, ao longo do período expositivo, o público testemunhará o surgimento dessas peças que ficarão armazenadas numa reserva técnica suspensa no octógono, construída especialmente para o projeto. Espera-se que em torno de 30 obras sejam produzidas até o final da mostra.

Ao instalar um espaço de trabalho com pessoas reais no centro da Pinacoteca, Laura Lima retira a ênfase dada aos objetos artísticos no espaço do museu para focar-se em acontecimentos. Segundo a curadora Fernanda Pitta “Lima recusa-se a chamar seus trabalhos de performances. Para a artista, não se trata de sublinhar os sujeitos ou a subjetividade de suas ações, mas entender os participantes (que ela chama de viventes) também como matéria da obra de arte, ocupando o espaço do mesmo modo que os objetos, o mobiliário e a própria arquitetura”.

Em Alfaiataria, ao recorrer a um fazer tradicional, especializado e altamente elaborado como o dos alfaiates e costureiras, Lima também propõe um paralelismo com o fazer artístico e uma reflexão sobre o tempo e o valor do trabalho. A obra dialoga com o espaço e a história da Pinacoteca, já que instala uma oficina num edifício que teve originalmente essa função, pois foi criado para ser a sede do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Também permite uma relação com o próprio ambiente urbano do museu, o bairro do Bom Retiro, com sua tradição de oficinas de costura, lojas de tecidos e confecções, e de seus profissionais de comunidades variadas como a judaica, a coreana e boliviana.

A produção de Lima se debruça sobre a complexidade dos comportamentos individuais e coletivos. Desde o início de sua trajetória, em 1990, a mineira utiliza seres vivos (humanos ou animais) como parte de sua obra. Em suas ações ou esculturas, o objeto artístico é frequentemente ativado por longos períodos ininterruptos. Suas referências vão desde a história da arte à ficção científica, com a utilização de técnicas que variam de intrincados desenhos e colagens, à colaboração com artistas e artesãos que ativam suas obras.

Alfaiataria foi exposta pela primeira vez no Bonnefanten Museum de Maastricht, Holanda, de 2014 a 2015, como parte da individual da artista no museu durante a qual foi agraciada com o prestigiado prêmio Bonnefanten Award for Contemporary Art 2014.

PROJETO OCTÓGONO

Criado em 2003, o projeto Octógono Arte Contemporânea ocupa um espaço importante do museu apresentando produções de arte contemporânea comissionadas pelo museu. Ao longo desses 15 anos, o projeto apresentou cerca de 40 sites-specifics de artistas brasileiros e estrangeiros, entre eles Ana Maria Tavares, Artur Lescher, Carla Zaccagnini, Carlito Carvalhosa, Joana Vasconcelos, João Loureiro, José Spaniol, Laura Vinci, Regina Silveira, Rubens Mano, entre outros.

SOBRE A ARTISTA

Laura Lima nasceu em Governador Valadares, MG (1971) e vive e trabalha no Rio de Janeiro, RJ. Em 2014 recebeu o prêmio “Bonnefanten”. Exposições recentes incluem: A room and a half, CCA Center for Contemporary Art Ujazdowski Castle, Varsóvia, Polônia (2017); H, Fundação Prada (Cisterna), Milão, Itália (2017); A GENTIL CARIOCA JAQUELINE MARTINS, Galeria Jaqueline Martins, São Paulo (2017); Lugares do Delírio (2017 e 2018), no MAR, Rio de Janeiro e no Sesc Pompéia, em São Paulo; Illusion and Revelation (2016-2017), Bonnefanten Museum, Holanda. Lima tem participações nas Bienais de São Paulo de 1998 e de 2006 e é sócia-fundadora, ao lado de Marcio Botner e Ernesto Neto, da galeria A Gentil Carioca, no Rio de Janeiro.

SERVIÇO

Laura Lima: Alfaiataria

Abertura: 7 de julho de 2018, sábado, às 11h00

Visitação: de 7 de julho a 8 de outubro de 2018

De quarta a segunda-feira, das 10h00 às 17h30 – com permanência até às 18h00

Pinacoteca: Praça da Luz 2, São Paulo, SP

Ingressos: R$ 6,00 (entrada); R$ 3,00 (meia-entrada para estudantes com carteirinha)

Menores de 10 anos e maiores de 60 são isentos de pagamento.

Aos sábados, a entrada da Pina é gratuita para todos.

A Pina Estação é gratuita todos os dias.

Amigo da Pina tem acesso ilimitado além de desconto na loja e no café. Também pode participar de visitas guiadas e outros eventos com a equipe da Pinacoteca. Para saber mais sobre o programa, acesse: http://pinacoteca.org.br/apoie/amigos-da-pina/

Em agosto, “Mulheres radicais” desembarca na Pinacoteca

"Limitada" - Foto: Marie Orenzans

A Pinacoteca de São Paulo apresenta, a partir de 18/8, a grande exposição coletiva Mulheres radicais: arte latino-americana, 1960-1985, no primeiro andar da Pinacoteca. A mostra tem curadoria da historiadora venezuelana Cecilia Fajardo-Hill e da pesquisadora argentina Andrea Giunta e é a primeira na história a levar ao público um significativo mapeamento das práticas artísticas experimentais realizadas por artistas latinas e a sua influência na produção internacional. Quinze países estarão representados por 120 artistas, reunindo mais de 280 trabalhos em fotografia, vídeo, pintura e outros suportes.  A apresentação na capital paulista conta com a colaboração de Valéria Piccoli, curadora-chefe da Pinacoteca.

A exposição aborda uma lacuna na história da arte ao dar visibilidade à surpreendente produção, realizada entre 1960 e 1985, dessas mulheres residentes em países da América Latina, além de latinas e chicanas nascidas nos Estados Unidos. Entre elas, constam na mostra algumas das artistas mais influentes do século XX — como Lygia Pape, Cecilia Vicuña, Ana Mendieta, Anna Maria Maiolino, Beatriz Gonzalez e Marta Minujín — ao lado de nomes menos conhecidos — como a artista cubana Zilia Sánchez, cujos trabalhos são imbuídos de abstração geométrica e erotismo, a escultora colombiana Feliza Bursztyn e as brasileiras Leticia Parente, uma das pioneiras da vídeoarte, e Teresinha Soares, escultora e pintora mineira que vem recebendo atenção internacional recentemente.

O recorte cronológico da coletiva é tido como decisivo tanto na história da América Latina, como na construção da arte contemporânea e nas transformações acerca da representação simbólica e realista do corpo feminino. Durante esse período, as artistas pioneiras partiram da noção do corpo como um campo político e embarcaram em investigações radicais e poéticas para desafiar as classificações dominantes e os cânones da arte estabelecida. “Essa nova abordagem instituiu uma pesquisa sobre o corpo como redescoberta do sujeito, algo que, mais tarde, viríamos a entender como uma mudança radical na iconografia do corpo”, contam as curadoras. Essas pesquisas, segundo elas, acabaram por favorecer o surgimento de novas veredas nos campos da fotografia, da pintura, da performance, do vídeo e da arte conceitual.

A abordagem das artistas latino-americanas foi uma forma de enfrentar a densa atmosfera política e social de um período fortemente marcado pelo poder patriarcal (nos Estados Unidos) e pelas atrocidades das ditaduras apoiadas por aquele país (na América Central e do Sul), que reprimiram esses corpos, sobretudo os das mulheres, resultando em trabalhos que denunciavam a violência social, cultural e política da época. “As vidas e as obras dessas artistas estão imbricadas com as experiências da ditadura, do aprisionamento, do exílio, tortura, violência, censura e repressão, mas também com a emergência de uma nova sensibilidade”, conta Fajardo-Hill.

Para Giunta, tópicos como o poético e o político são explorados, na exposição, “em autorretratos, na relação entre corpo e paisagem, no mapeamento do corpo e suas inscrições sociais, nas referências ao erotismo, ao poder das palavras e ao corpo performático, a resistência à dominação; feminismos e lugares sociais”. E complementa: “Estes temas atravessaram fronteiras, surgindo em obras de artistas que vinham trabalhando em condições culturais muito diferentes”, completa. Não à toa, a mostra é estruturada no espaço expositivo em torno de temas em vez de categorias geográficas. A curadora da Pinacoteca, Valéria Piccoli, destaca a importância da representatividade das brasileiras dentro da mostra: “além dos nomes que participaram das exposições no Hammer e no Brooklyn Museum, também vamos incluir mais quatro na apresentação em São Paulo”, revela.

A América Latina conserva uma forte história de militância feminista que – com exceção do México e alguns casos isolados em outros países nas décadas de 1970 e 1980 – não foi amplamente refletida nas artes. Mulheres radicais propõe consolidar, internacionalmente, esse patrimônio estético criado por mulheres que partiram do próprio corpo para aludir – de maneira indireta, encoberta ou explícita – as distintas dimensões da existência feminina. Para tanto, as curadoras vêm realizando uma intensa pesquisa, desde 2010, que inclui viagens, entrevistas, análise de publicações nas bibliotecas da Fundação Getty, da Universidade do Texas entre diversas outras.

O argumento central da exposição mostra que, embora boa parte dessas artistas tenham sido figuras decisivas para a expansão e diversificação da expressão artística em nosso continente, ainda assim não haviam recebido o devido reconhecimento. “A exposição surgiu de nossa convicção comum de que o vasto conjunto de obras produzidas por artistas latino-americanas e latinas tem sido marginalizado e abafado por uma história da arte dominante, canônica e patriarcal”, definem as curadoras.  Segundo o diretor da Pinacoteca, Jochen Volz, “foram, principalmente, artistas mulheres as pioneiras que experimentaram novas formas de expressão, como performance e vídeo, entre outras. Assim, a itinerância da mostra Mulheres radicais para o Brasil é de grande relevância para a pesquisa contemporânea artística e acadêmica e o público em geral”.

Esse rico conjunto de trabalhos, bem como os arquivos de pesquisa, coletados para a concepção da exposição, chegam finalmente ao público paulista, contribuindo para abrir novos caminhos investigativos e entendimentos acerca da história latino-americana. “O tópico agora faz parte de uma pauta ampla e ao mesmo tempo urgente. Entretanto, ainda há muito trabalho a ser feito e temos plena consciência de que este é apenas o começo”, finalizam as curadoras.

 

A exposição

“Mulheres radicais: arte latino-americana, 1960-1985” foi organizada pelo Hammer Museum, de Los Angeles, como parte da Pacific Standard Time: LA/LA, uma iniciativa da Getty em parceria com outras instituições do Sul da Califórnia e teve curadoria das convidadas Cecilia Fajardo-Hill e Andrea Giunta. Sua apresentação na Pinacoteca de São Paulo conta com o patrocínio do Itaú, Escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados e Banco BTG Pactual, além do apoio de JK Iguatemi e revista Claudia.

A exposição foi realizada graças ao apoio da Getty Foundation. A maior parte dos recursos da mostra foram promovidos por Diane and Bruce Halle Foundation e Eugenio López Alonso. Apoio generoso foi oferecido por Vera R. Campbell Foundation, Marcy Carsey, Betty e Brack Duker, Susan Bay Nimoy e Visionary Women.

 

Exhibition Circle

Pela primeira vez em sua história, a Pinacoteca concebe um Exhibition Circle — prática bastante comum nos EUA e na Europa para arrecadar fundos — especialmente para esta exposição. Para a ocasião, o museu convidou 30 mulheres inspiradoras e pioneiras em suas áreas de atuação para colaborarem financeiramente na viabilização de “Mulheres Radicais”. “Convidamos mulheres que refletem o espírito desta exposição e que, para nós, são fonte de admiração e merecem reconhecimento público. O grupo que chamamos carinhosamente de ´Mulheres Extraordinárias´ representa o engajamento e o pioneirismo feminino em diversas áreas da sociedade”, conta Paulo Vicelli, diretor de Relações Institucionais da Pinacoteca. Integra a lista de homenageadas: Adriana Cisneros, Ana Lucia de Mattos Barretto Villela, Catherine Petigás, Estrellita Brodsky, Luisa Strina, Fernanda Feitosa, Lygia da Veiga Pereira Carramaschi, Luiza Helena Trajano, entre outras.

 

Onde

Pinacoteca conquista novo complexo arquitetônico

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, oficializou na manhã de quarta-feira, 13 de junho de 2018, a conquista do complexo arquitetônico onde funcionará a Pinacoteca Contemporânea, terceiro edifício da instituição voltado para exposições de obras das últimas décadas, oficinas, programação cultural e promoção de atividades que integrem o entorno do museu com o novo edifício.

Da esquerda para a direita: José Olympio Pereira, Presidente do Conselho de Administração da APAC; Patrícia Penna, secretária-adjunta da Cultura do Estado; Romildo Campello, secretário da Cultura do Estado; Jochen Volz, Diretor Geral da Pinacoteca e Regina Ponte, coordenadora da unidade de Museus da Secretaria da Cultura do Estado (Foto: Joca Duarte)

O evento, que contou com a presença do Secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Romildo Campello, do Presidente do Conselho de Administração da Associação Pinacoteca Arte e Cultura – APAC (Organização Social responsável pela Pinacoteca – Luz e Estação e Memorial da Resistência) e do Diretor Geral da Pinacoteca Jochen Volz, marca a transferência do edifício que sediou, até 2014, o Grupo Escolar Prudente de Moraes (atualmente em novas instalações no mesmo bairro), na Rua Ribeiro de Lima para a Pinacoteca de São Paulo.

“A Pinacoteca Contemporânea irá aprimorar a experiência do público com a produção artística das últimas décadas. Esperamos que esse novo edifício traga visitantes de todo o estado para São Paulo, realize atividades que estimulem a visitação dos mais diversos públicos e represente o início de uma nova fase ainda mais bem-sucedida para a Pinacoteca”, afirma Romildo Campello, secretário da Cultura do Estado de São Paulo.

O novo espaço está localizado a 50 metros do edifício da Pinacoteca Luz, em um terreno contíguo ao Parque da Luz e agora será formalmente cedido pelo Governo do Estado de São Paulo ao museu. O complexo possui ao todo 6908 metros quadrados, com 3190 metros de área construída, e foi originalmente projetado pelo Escritório Ramos de Azevedo, que também assina os outros dois edifícios da Pinacoteca. Após incêndio ocorrido em 1930, foi substituído, em 1950, por um edifício projetado por Hélio Duarte, importante arquiteto modernista. Com o termo de uso em mãos será feito, no segundo semestre de 2018, um convite a arquitetos aptos a realizar o projeto e a adequação do edifício. Em 2019, será executado um plano de captação de recursos para as obras.

“Este é um importante momento da história da Pinacoteca, uma nova oportunidade para promover a experiência do público com a arte, estimular a criatividade e a construção de conhecimento”, comenta Jochen Volz, diretor geral da Pinacoteca. “Com isso, será possível expandir a coleção e aprofundar sua programação pública, sobretudo enfatizando sua relação com os moradores e entorno dos bairros da Luz e do Bom Retiro”, completa Volz.

Sobre a Pinacoteca Luz

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade. Fundada em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo é o museu de arte mais antigo da cidade e está instalado no antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios, projetado no final do século XIX pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo, e que depois passou por uma ampla reforma com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha no final da década de 1990.

O acervo original da Pinacoteca foi formado com a transferência de 20 obras do Museu Paulista da Universidade de São Paulo de importantes artistas da cidade, como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Antônio Parreiras e Oscar Pereira da Silva. Com o passar dos anos, formou um significativo acervo, com quase 10 mil obras.

 Sobre a Pinacoteca Estação

Em 2004, a Pinacoteca incorporou o edifício do Largo General Osório que, originalmente, abrigava armazéns e escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana. O edifício, totalmente reformado pelo arquiteto Haron Cohen, passou a chamar-se Estação Pinacoteca, hoje Pina Estação, para receber parte do programa de exposições temporárias. No térreo está instalado o Memorial da Resistência de São Paulo, criado na parte do edifício que sediou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops/SP), entre os anos 1940 e 1983. A instituição se dedica a preservar as memórias da resistência e repressão política do Brasil republicano. Estão no primeiro andar o Centro de Documentação e Memória e a Biblioteca Walter Wey, que apresenta um significativo acervo de artes visuais, com destaque para arte brasileira.

2 e 3 de junho: 11ª feira “Las Plantas” na Pinacoteca

Mais de 70 expositores estarão neste final de semana  (2 e 3 de junho) na Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, na feira Las Plantas, que reúne os amantes do universo vegetal – de produtores de espécies, designers de objetos e vestuários a ilustradores e cozinheiros. Organizada pelo biólogo e produtor de eventos socioambientais catarinense Carlos Valle, residente em São Paulo desde 2016, a feira estreou em abril de 2017 com 21 expositores e chega agora a sua décima primeira com mais de 70. “A ideia do evento surgiu, inicialmente, como um meio de reunir interessados por paisagismo de interiores e formas de ocupar pequenos espaços e hoje acabou se tornando uma importante oportunidade para reunir produtores e amantes da natureza”, conta Valle. “Vale dizer que 70% dos expositores, que possui de 30 a 50 anos, é composto por mulheres. Algumas começaram o negócio como forma de agregar mais qualidade de vida”, complementa.

Participam do evento projetos emergentes como o “Véia das Plantas” ao lado de nomes mais consolidados como o M3P Itinerante e a Unevie Saboaria. O evento é voltado tanto para os que querem levar algo ligado à natureza pra casa – seja um vasinho, uma ilustração botânica ou uma compota artesanal – como para quem busca curtir uma tarde agradável para almoçar, encontrar amigos e ouvir música, essa última comandada pelo coletivo da animada festa Calefação Tropicaos.

Durante o evento, a Pinacoteca e a Pina Estação estarão funcionando normalmente e o visitante poderá conferir a prestigiada exposição Hilma af Klint: Mundos Possíveis, que segue em cartaz até dia 16 de julho e apresenta, pela primeira vez na América Latina, um conjunto de 130 obras da pintora sueca Hilma af Klint (1862-1944). A mostra já recebeu mais de 1.110 mil visitantes. E, na Pina Estação, o público poderá conferir a coletiva Mínimo, múltiplo, comum que reúne mais de uma centena de obras de seis artistas de gerações e círculos culturais diferentes: Amadeo Lorenzato (1900-1995), Chen Kong Fang (1931-2012), Eleonore Koch (1926), Marina Rheingantz (1983), Patricia Leite (1955) e Vânia Mignone (1967).

Serviço: Las Plantas

Dias:  02 e 03 de junho, sábado e domingo, das 10h00 às 18h00
Local: estacionamento da Pinacoteca – Praça da Luz, 2, São Paulo
Entrada na feira: gratuita
Ingressos para o museu: R$ 6,00 (entrada); R$ 3,00 (meia-entrada para estudantes com carteirinha). Menores de 10 anos e maiores de 60 são isentos de pagamento. 
Aos sábados, a entrada da Pina é gratuita para todos. A Pina Estação é gratuita todos os dias.
O museu estará funcionando normalmente durante o período, porém o estacionamento estará fechado. 

Pinacoteca retoma contação de história em Libras

A Pinacoteca de São Paulo,realizará no sábado, dia 24 de março, a partir das 15h00, a primeira edição da Contação de História em Libras (Língua Brasileira de Sinais) em 2018. A narrativa, liderada pela educadora surda Sabrina Denise Ribeiro e pela intérprete de Libras Elisabeth Figueira, será construída a partir da obra Praia de Biarritz, 1913, de Paul Michel Dupuy, em exposição na mostra “Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo”. A atividade gratuita tem duração média de uma hora e é aberta a surdos e ouvintes. Não é necessária inscrição prévia e o ponto de encontro será a sala 09 – segundo andar da Pina Luz.

Pinacoteca de São Paulo inaugura exposição da sueca Hilma af Klint

A Pinacoteca de São Paulo, abre dia 03 de março “Hilma af Klint: Mundos Possíveis”, mostra individual da pintora sueca Hilma af Klint (1862-1944), cujo trabalho vem sendo reconhecido como pioneiro no campo da arte abstrata e que passou despercebido durante grande parte do século XX.

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Ilú Obá De Min na Pina!

Pinacoteca de São Paulo realiza apresentação gratuita do bloco afro Ilú Obá De Min

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PINATRILHOS: Jogo interativo transforma a cidade em um grande tabuleiro

Pinacoteca em parceria com o Metrô, a CPTM e a ViaQuatro, lançam jogo sobre seus acervos artísticos (mais…)

Pinacoteca de São Paulo lança novos produtos para o Natal

Loja está de cara nova com itens inspirados em obras do seu acervo – opções para presentear neste Natal 

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