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Projeto Percursos traz artistas para rodas de conversa nas Fábricas de Cultura

Com intuito de dialogar com os grupos de cessão de espaço e com os aprendizes, as Fábricas de Cultura das zonas norte e sul realizam o Projeto Percursos, que traz Linn da Quebrada, Jup do Bairro e Zoioomc para um bate-papo sobre arte, cultura e as possibilidades de se profissionalizar na área. Os encontros serão nos dias 1, 4, 5, 6, 8 e 9 de dezembro nas unidades Brasilândia, Capão Redondo, Jaçanã, Jardim São Luís e Vila Nova Cachoeirinha.

A artista multimídia Linn da Quebrada transita nas linguagens artísticas sem precisar se prender em alguma. Encontrou na música uma poderosa arma na luta pela quebra de paradigmas sexuais, de gênero e corpo, e lançou seu primeiro álbum, Pajubá, em outubro de 2017, com o apoio de fãs em uma campanha de financiamento coletivo. As rodas de conversa com a artista acontecem em três dias: sábado (1), às 17h, no Jardim São Luís; terça-feira (4), às 15h, na Vila Nova Cachoeirinha e domingo (9), às 17h no Jaçanã.

Jup do Bairro encontrou na performance a possibilidade de externar seus sentimentos e criatividade. Já atuou como educadora, palestrante, styling, atriz e produtora de eventos. Atualmente participa dos shows e turnês ao lado de Linn da Quebrada. A artista participa do Projeto Percurso na quarta e quinta-feira (5 e 6) às 19h no Capão Redondo.

Com letras que passeiam pelo cotidiano e o imaginário, e músicas somadas a energia em palco, ZoiooMC foi indicado pelo rapper americano Snoop Dog em seu programa “Underground Heat”, sendo o único clipe brasileiro a entrar no top 10 de seu programa. O bate-papo com o artista será no sábado (8) às 15h, na Brasilândia.

Foto: Linn da Quebrada

O Projeto Percursos visa uma construção coletiva de equipes de funcionários do Programa Fábricas bem como de grupos, núcleos e artistas com ações de ensaio nos espaços de todas as unidades de Fábricas de Cultura. A proposta nasce de estudos e aprofundamentos nas linguagens artístico-culturais, formação em produção cultural, formatação de projetos, comunicação e divulgação, mercado cultural, legislação, ética e demais áreas.

Fábrica de Cultura Brasilândia recebe Nanette Blitz Konig, sobrevivente do holocausto

Como sobreviver a um campo de concentração? Estaria essa sobrevivência condicionada ao acaso do destino? Essas são algumas das perguntas que o livro “Eu sobrevivi ao holocausto”, da holandesa Nanette Blitz Konig, busca responder. A escritora participa de um bate-papo sobre a obra na Fábrica de Cultura Brasilândia no dia 4 de dezembro, terça-feira às 15h.

 

Editada pela Universo dos Livros, a obra conta a história de um período em que Nanette e milhões de judeus foram entregues à própria sorte com a mínima chance de sobrevivência. Colega de classe de Anne Frank no colégio, Nanette teve a juventude roubada e perdeu a crença na inocência humana quando esteve diante da morte diversas vezes – situações em que fora colocada em virtude da brutalidade incompreensível dos nazistas. Hoje, aos 89 anos, Nanette vive no Brasil e expõe suas lembranças mais traumáticas aos leitores. Com um depoimento ao mesmo tempo sensível e brutal, ela questiona a capacidade de compaixão do ser humano, alertando o mundo sobre a necessidade urgente da tolerância entre os homens.

 

 

Veja abaixo uma anetrevista com Nanette:

 

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Museu Afro Brasil debate racismo, violência e experiências de resistência

No ano em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa sete décadas, e a abolição da escravidão no Brasil 130 anos, o Museu Afro Brasil, com a intenção de promover uma reflexão crítica sobre os significados dessas efemérides, promove no próximo dia 01 de dezembro, às 10h, a Roda de Conversa “Sonhar o Mundo, Fazer o Mundo: racismo, violência e experiências de resistência”. Clique aqui para se inscrever!

O propósito do encontro é discutir as condições de vida e acesso aos direitos sociais da população negra no país, bem como suas formas de organização política, resistência e superação do racismo.

Participam da atividade a doutoranda em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da USP e coordenadora da linha Desigualdades e Identidades do InternetLab – Pesquisa em Direito e Tecnologia, Natália Neris; o psicólogo e mestre em Psicologia e Sociedade pela Unesp, Igo Ribeiro; a doutoranda pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e assistente social, Cláudia Adão; além do doutorando em Psicologia Social pela PUC-SP e coordenador do Programa de Extensão e Rede do Museu Afro Brasil, Márcio Farias.

Durante a atividade serão destacadas experiências de superação do racismo materializadas na atuação do movimento negro na Constituinte de 1988 e no papel desempenhado pelo Museu Afro Brasil.

A Roda de Conversa “Sonhar o Mundo, Fazer o Mundo: racismo, violência e experiências de resistência”, faz parte da Campanha #SonharoMundo, organizada pelo Sistema Estadual de Museus da Secretaria da Cultura do Estado, que mobiliza os museus paulistas a se unirem pelos Direitos Humanos.

 

Sinopses

 

Claudia Rosalina Adão: São Paulo e a Violência contra a Juventude

A população negra, principalmente a sua juventude, é a maior vítima de homicídios no Brasil, o fenômeno se repete na cidade de São Paulo. Existe uma articulação perversa entre vulnerabilidade à morte, pobreza e raça. Nas periferias da cidade de São Paulo, onde estão localizados os distritos mais vulneráveis socialmente, há uma concentração da população negra e de violência letal. O objetivo de seu trabalho é demonstrar que esta articulação perversa está atrelada ao processo de segregação urbana da cidade.

Claudia é assistente social do Centro Social Marista Ir. Justino, especialista em gestão de projetos sociais, mestra pelo do Programa de Mudança Social e Participação Política da EACH-USP e doutoranda pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Faz parte da rede  Quilombação de ativistas antirracistas.

Igo Ribeiro: Necropolítica e Juventude Negra no Brasil

A juventude negra brasileira há muito vem sendo alvo de intervenções do Estado em diferentes momentos históricos e contextos sociais. O desenvolvimento de práticas e discursos no campo político-jurídico nos convoca a refletir sobre os efeitos concretos e simbólicos na vida de jovens negros. Tratam-se de velhas práticas de controle e regulação dos corpos ou de novas tecnologias alicercadas em uma necropolítica?   

Igo Ribeiro é psicólogo e Mestre em Psicologia e Sociedade pela UNESP. Co-fundador do Projeto Ressignificando Vivências Raciais – REVIRA/UnB. Integrante da Articulação Nacional de Psicólogas(os) Negras(os) e Pequisadoras(es), ANPSINEP.  Desenvolve pesquisas  nas áreas de Sistema de Justiça Juvenil, Juventude Negra e Relações étnico-raciais.

Natália Neres: Movimento Negro na Constituinte

Apresentação dos resultados da obra “A voz e a palavra do Movimento Negro na Constituinte de 1988” que aborda a tematização do racismo e das questões raciais no momento que inaugura as possibilidades de interlocução entre sociedade civil e instituições formais do Estado Brasileiro: a Assembleia Nacional Constituinte (ANC) de 1987-1988. Através do estudo da atuação do movimento social na ANC e do balanço das inclusões e exclusões de dispositivos na Carta Constitucional são apontados os desafios do tratamento da temática pelo Estado brasileiro, tarefa relevante passados exatos 30 anos da promulgação da Constituição brasileira, 40 anos de fundação do Movimento Negro Unificado e 130 da abolição da escravatura no Brasil.

Natália é doutoranda em Direitos Humanos na USP, Mestra em Direito pela FGV, Bacharela em Gestão de Políticas Públicas pela USP. Pesquisadora do Núcleo de Direito e Democracia do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (NDD/CEBRAP) e do Grupo de Estudos e Pesquisas das Políticas Públicas para a Inclusão Social da USP (GEPPIS/USP). Atualmente é coordenadora da área Desigualdades e Identidades do InternetLab – Pesquisa em Direito e Tecnologia. É também colaboradora da página Preta e Acadêmica.

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Oficina Cultural Oswald de Andrade realiza semana de atividades com Théâtre du Soleil

Desenvolvida para artistas e interessados em teatro, a programação do evento é gratuita e conta com oficinas, exibições de filmes e debates

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Campeonatos de videogame e contações de histórias nas bibliotecas em julho!

Em julho, a Biblioteca de São Paulo e a Biblioteca do Parque Villa-Lobos, instituições da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, realizam várias atividades que remetem ao Campeonato Mundial de Futebol e trazem ainda encontro com escritor, contações de histórias e até brincadeiras baseadas no Dia do Rock.

No clima das disputas em campo na Rússia, vem aí o campeonato de videogame que promete premiação e muitos gols nas salas de videogames da BSP, no dia 5/7, e na da BVL, em 8/7. A atividade acontece das 10h às 17h e, para participar, é necessário fazer inscrição no balcão de atendimento da biblioteca (as vagas são limitadas). A programação temática vai além com os pontos de troca de figurinhas, jogos e brincadeiras durante todo o mês.

Para quem gosta de contação de histórias, a equipe da Biblioteca de São Paulo prepara apresentações todas as sextas-feiras, às 15h, e, aos sábados, a atividade fica por conta dos grupos convidados: Palhaço Adão e Palhaço Manjericão (dia 7, às 16h), Paula Dugaich (dia 14, às 16h), Mirela Estelles e Amarilis Reto (dia 21, às 16h), e Cia. Sá Totonha (dia 28, às 16h). Já na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, a contação de histórias também acontece nas sextas-feiras, às 15h, e aos domingos, às 16h, com grupos convidados: Mirela Estelles e Amarilis Reto (dia 1/7), Paula Dugaich e Manu Rodrigues (8/7), Cia. Sá Totonha (15/7), palhaços Adão e Gastão (22/7) e Cia. do Liquidificador (29/7).

No dia 8/7 é a vez do Domingo no Parque, realizado em área próxima da biblioteca no Parque da Juventude e composto por um dia inteiro de atividades: Lê no Ninho (das 11h30 às 12h15) e mais contação com Lilian Marchetti, Murilo Luz e Flora Marchetti (das 12h15 às 16h). No dia 29/7, é a vez do Parque Villa-Lobos receber contações na área próxima da BVL com a cia. Teatro Nóis na Mala, das 11h às 16h.

Lourenço Mutarelli é o escritor convidado do Segundas Intenções no dia 28/7, das 11h às 13h, no auditório da BSP, com mediação do jornalista Manuel da Costa Pinto. A trajetória de Mutarelli passa pelos quadrinhos, webséries e livros – entre eles, “O cheiro do ralo” (que deu origem a filme homônimo), “O natimorto” (também adaptado para as telas), “Miguel e os demônios” e “O grito de Abdera”. No cinema, também aparece em produções como “Cheiro do ralo” (no qual faz uma ponta como segurança), “A que horas ela volta?” (na programação do Pontos MIS de julho), “É proibido fumar”, entre outros. Já na BVL, o Segundas Intenções, bate-papo mediado pelo jornalista Manuel da Costa Pinto, recebe, em julho, o escritor Ricardo Lísias. O encontro está marcado para o dia 21/7, das 11h às 13h, na Oca, e o escritor falará sobre sua trajetória, seu processo criativo e suas obras.

Aproveitando o Dia do Rock, comemorado em 13 de julho, ambas as bibliotecas prepararam atividades relacionadas. Na BSP, o Brincando e Aprendendo traz o jogo We Will Rock You no dia 11/7, às 15h, e Pintando o Sete com criação em estêncil em homenagem ao gênero musical, no dia 12/7, às 15h. Já na BVL, o Pintando o 7 trabalha diferentes temas: criação de painel demonstrando a presença feminina no rock (dia 4/7), confecção de adesivos com o logo das bandas (dia 11/7), criação de encarte de CD sobre as origens do rock (dia 18/7) e produção de um caderno para escrever letras de música (dia 25/7). Todas as atividades na BVL acontecem às 10h30.

Com relação ao Dia do Escritor, comemorado em 25/7, as bibliotecas desafiam os frequentadores em um jogo de memória temático no Brincando e Aprendendo. A atividade acontece na biblioteca do Parque da Juventude no mesmo dia, às 15h, e na unidade do Parque Villa-Lobos no dia 20/7. Além disso, a atividade Pintando o 7 da BSP propõe a produção de tirinhas baseadas em poemas de Mário Quintana no dia 26/7.

E, ainda em julho, o Clube de Leitura, que seleciona todos os meses um livro e escritor para serem temas de debate, chega no dia 19/7, das 15h às 17h, ao auditório da Biblioteca de São Paulo com debate sobre a obra de Laura Esquivel e um de seus livros: “Como água para chocolate”. A mesma programação traz para o debate na BVL a obra “Mar de papoulas”, de Amitav Ghosh. A atividade acontece no dia 27/7, das 15h às 17h, no auditório. Não é necessário realizar inscrição para participar das atividades.

Mais informações nos sites da Biblioteca de São Paulo e no da Biblioteca Parque Villa-Lobos.

 

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Toquinho é o convidado do Notas Contemporâneas de junho no MIS

Em Junho, o programa Notas Contemporâneas do MIS, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, convida o cantor e compositor Toquinho – autor de grandes clássicos da música brasileira, como Aquarela, O Caderno e Tarde em Itapuã, para um bate-papo sobre sua carreira, mediado por Cleber Papa, curador do projeto, enquanto a Banda MIS interpreta seus sucessos no palco. O público presente poderá interagir e enviar perguntas a Toquinho durante o evento.

O Notas Contemporâneas acontece no dia 20/6, às 20h, no Auditório MIS (172 lugares). O ingresso, gratuito, deve ser retirado com 1h de antecedência na bilheteria do Museu.

Foto: Rafael Ferreira

Sobre o artista

Nascido em São Paulo no dia 6 de julho de 1946, com o nome de Antonio Pecci Filho, na primeira infância a mãe o chamava de “meu toquinho de gente”. E o apelido Toquinho permaneceu, identificando-o depois como um dos mais expressivos artistas da música popular brasileira. Começou cedo a se interessar pelo violão. Aos 14 anos já tinha aulas com seu principal mestre, Paulinho Nogueira, que o introduziu no caminho do violão, quando compreendeu a descoberta da passagem do acompanhamento para o solo. Então, com Edgard Gianullo, enriqueceu conhecimentos harmônicos, e aprimorou esses conhecimentos em função da amizade com Oscar Castro Neves.

Em meio a apresentações amadoristas em clubes e faculdades, levado por Paulinho Nogueira, Toquinho iniciou sua carreira durante os anos de 1964 e 1965. No que se refere a Toquinho, a atividade profissional passou a ser mais palpável e definida a partir de um show realizado em São José do Rio Preto, quando recebeu seu primeiro cachê. Naquela época, o radialista Walter Silva soube como reunir artistas como Elis Regina, Zimbo Trio, Marcos Valle, Bossa Jazz Trio, Taiguara, Ivete, Tuca, Geraldo Cunha, Chico Buarque, e aproveitar e expandir seus talentos em marcantes shows no palco do Teatro Paramount. Toquinho cultiva até hoje com Chico Buarque uma forte amizade iniciada aos 17 anos, época em que compuseram juntos a canção “Lua cheia”, a primeira melodia de Toquinho a receber uma letra, e que se constituiria, em 1967, na sua primeira canção gravada em disco, no LP da RGE, Chico Buarque de Holanda – Volume 2. Experimentaria a emoção de ter seu primeiro LP gravado pela Fermata, um LP instrumental: O Violão do Toquinho. Assina contrato com a Excelsior para o programa “Ensaio Geral”, comandado por Gilberto Gil, e depois participa dos grandes musicais da TV Record e de seus importantes Festivais da Canção Popular. Em 1970, compôs, com Jorge Ben, seu primeiro grande sucesso, Que Maravilha. Ainda nesse ano, Vinicius de Moraes o convidou para participar de espetáculos em Buenos Aires, formando uma sólida parceria que durou onze anos (e encerrou-se com a morte de Vinicius de Moraes), 120 canções, 25 discos e mais de mil espetáculos. Entre as composições da parceria destacam-se: O Bem-amado, Como dizia o poeta, Carta ao Tom 74, entre outras. Já em 1983, compôs seu grande sucesso: Aquarela

 

Onde

Debate sobre tecnologia e arbitragem no Museu do Futebol

O mundial de futebol de 2018 vai ser um marco para o uso de tecnologia no esporte. A edição disputada na Rússia será a primeira da história com uso do VAR (sigla em inglês para árbitro auxiliar de vídeo), aparato com 33 câmeras cujo propósito é tentar dirimir dúvidas sobre lances capitais do jogo. O advento do dispositivo é uma das premissas básicas do debate “Arbitragem: evolução, uso das tecnologias e o que esperar do campeonato mundial de futebol de 2018”, que o Museu do Futebol, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, vai realizar às 19h da próxima sexta-feira (8/6). O evento integra um ciclo de palestras sobre o mundial e tem entrada gratuita (a participação está condicionada à capacidade do auditório, que tem 174 lugares e quatro espaços para pessoas com deficiência).

O debate faz parte da programação de lançamento do livro “Grandes árbitros do futebol brasileiro – o desenvolvimento do futebol pelo olhar da arbitragem”, escrito por Daniel Destro. Além dele, a mesa será composta por Sálvio Spínola Fagundes Filho (ex-árbitro Fifa e atual comentarista dos canais “ESPN”), Ednilson Corona (ex-árbitro assistente Fifa – trabalhou na Copa do Mundo de 2006 – e atual chefe da comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol), Regildênia de Moura (árbitra da CBF e da Fifa) e Zé Elias (ex-jogador e atual comentarista dos canais “ESPN”). A mediação será feita pelo jornalista Celso Unzelte.

Destro iniciou trajetória como árbitro em 2004, quando um amigo o convenceu a fazer curso da Federação Paulista de Futebol (FPF). Integrou o quadro da entidade estadual entre 2005 e 2016.

“Pela necessidade de manter meu trabalho principal [com tecnologia], uma carreira sólida e de crescimento, além de querer progredir como árbitro, fazia jornada dupla. Precisava treinar duro, viajar sempre, muitas vezes faltando em alguns dias de trabalho para apitar jogos pelo Estado de São Paulo.”
Daniel Destro

Além da necessidade de organizar o calendário, a ideia de conciliar o trabalho como árbitro e a carreira em tecnologia acabou fazendo com que as duas coisas se misturassem na trajetória de Destro. Ele começou a desenvolver em 2007 um sistema de estatística para juízes e auxiliares e recentemente se tornou parceiro comercial de um aplicativo para relógios de árbitros.

Curiosamente, os projetos que misturam o futebol com tecnologia, com um olhar mais voltado para o futuro, também foram a porta de Destro para uma conexão com o passado. A partir do sistema de estatísticas, o ex-árbitro montou uma grande base de dados e começou a pensar em como criar algo que unisse os números e a paixão por história do futebol. Foi essa a gênese do livro.

“Aprendi sobre o passado do futebol e da arbitragem. Sempre quis achar um sentido filosófico na coisa, e daí surgiu a ideia de escrever. Não apenas falar do árbitro e das regras, mas mostrar como o futebol se desenvolveu por meio das regras e filosofia de jogo. É uma realização pessoal, mas mais do que isso eu quis homenagear, lembrar e eternizar nomes importantes da história do futebol”, completa o ex-árbitro.

 

Onde

Museu Felícia Leirner propõe reconexão com a natureza

Para celebrar a Semana Mundial do Meio Ambiente, o Museu Felícia Leirner realiza o I Festival da Terra: Reconexão e Sustentabilidade nos dias 31 /5, 01 e 02/6. A ação irá refletir sobre as possibilidades de criação de ambientes e rotinas de vida mais sustentáveis, pautadas no respeito aos seres vivos e ao planeta.

O evento será desenvolvido em parceria com artistas, produtores e terapeutas, e tem como intuito despertar reflexões sobre as possibilidades de ações mais sustentáveis a partir de diálogos, partilha de experiências, palestras, vivências ao ar livre e workshops. A programação vai levar o público a rever os estilos de vida com a maior amplitude de olhares possível, acolhendo ideias, incentivando propostas, promovendo debates e interações qualitativas.

"Melhorar a sociedade e cuidar do meio ambiente é o que nos motivou a reunir pessoas e ideias afins em um lugar tão especial. Repensar o consumismo e o desperdício nas suas mais variadas formas, compartilhar ideais, reconectar-se com valores essenciais e dividir experiências construtivas na criação de um mundo mais justo são as propostas que norteiam a composição do Festival."
Marina Falsetti
Gerente do Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro

Programação

Abertura da exposição fotográfica “Relaxa o Cérebro” com discotecagem do DJ Matt Sander

A exposição “Relaxa o Cérebro”, do fotógrafo e instrutor de yoga Marco Cidale, é composta por imagens que transportam a mente ao estado de relaxamento e convida a uma proposta de reconexão com a verdadeira beleza, que é simples e natural. A abertura contará com a apresentação do DJ Matt Sander, com um repertório composto pelos estilos Indy, New age, lounge e silent.

Abertura: 16h

Horário visitação: 09h às 18h

 

Visita Noturna ao Jardim de Esculturas

Partindo de uma experiência pouco comum, neste dia excepcionalmente, os educadores do Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro realizarão uma visita multissensorial noturna, com foco nos sons e luzes que habitam o Museu e que até então não foram explorados. Será uma oportunidade única de vivenciar um novo olhar sobre as obras de Felícia Leirner, em harmonia com o ambiente noturno. Os seis educadores possuem formações acadêmicas que correspondem às três vertentes do museu – artes plásticas, música e meio ambiente.

Horário: 18h

 

Apresentação Musical “Trio Pedra Branca”

O grupo Pedra Branca (São Paulo) toca instrumentos étnicos e timbres eletrônicos para criar música contemporânea brasileira. O conceito surge com a busca da world music na própria cultura brasileira miscigenada, bem como nas suas ligações com as músicas do mundo, afirmando suas raízes nacionais através da execução de ritmos brasileiros com instrumentos de outras nações. Produzido desde 2001 por Luciano Sallun, hoje a banda pode ser vista como um dos maiores nomes brasileiros do “world music” e, sem dúvida, o maior grupo de “chillout/lounge” brasileiro. Esta apresentação tem formato pocket instrumental com sitar (indiano), alaúde (árabe), saz (turco), didgeridoo (australiano), tabla (indiano), darbuka (árabe), djembe (africano), pandeiro, berimbal, cuíca e caxixi (brasileiro), junto a beats e programações eletrônicas.

Horário: 20h

Workshop Vivências Xamânicas e a Reconexão com a Vida

A vivência ministrada por Narayani Devi Dasi e por Jaya Deva Das convida o público a resgatar os bálsamos de cura das quatro direções apontadas pela filosofia Neo Xamã, estimulando assim expressões de variadas maneiras na forma simples e criativa da escrita, da dança, do canto e da meditação. Traz, de maneira natural, a importância de honrar o chão que pisamos e de respeitar os elementos que compõem a terra e o nosso corpo. Narayani Devi Dasi (Campos do Jordão) é terapeuta clínica xamânica e terapeuta holística, facilitadora de movimentos voltados ao empoderamento de mulheres. Jaya Deva Das (Bragança Paulista), residente há oito anos na cidade de Campos do Jordão, é terapeuta holístico, terapeuta clínico xamânico, instrutor de yoga e facilitador de dança terapêutica.

Horário: 09h

 

Família no Museu: Plantio de Mudas Nativas

O Museu Felícia Leirner está inserido em uma área de aproximadamente 35 mil m² de Mata Atlântica e, desde 2015, já foram plantadas mais de 500 mudas de árvores nativas no local. Em comemoração à Semana do Meio Ambiente convidamos a todos a fazerem parte desta iniciativa de cuidar e preservar a nossa natureza, conhecendo as árvores originárias da região e participando de mais um plantio de mudas cultivadas no viveiro da instituição.

Horário: 10h

 

Feira Raízes da Mantiqueira

O evento “Raízes da Mantiqueira”, de Santo Antonio do Pinhal, é inspirado na terra que acolhe quem busca viver com amor e respeito a ela. É uma reunião de artistas, artesãos e microprodutores com visão e produção alinhadas com a proposta. A feira, além da compra e venda de produtos extraordinários, é um território de diálogos, troca de conhecimentos, boa música e encontro da comunidade local.

Horário: 11h às 17h

  

Encontros com Arte: Oficina Tinta de Terra – Ivy Chiarelli

Ministrada por Ivy Camargo Chiarelli, a oficina convida para a produção da nossa própria tinta, de forma lúdica, criando autonomia para desenvolver a tinta com materiais locais e de baixo custo, sem produtos tóxicos e sem agredir ao meio ambiente. O objetivo é fomentar a criatividade, o respeito mútuo e a sensibilidade em relação à Terra, apresentando outras formas artísticas e de baixo impacto ambiental. Ainda, promove a interação entre a arte e a sustentabilidade por meio da aplicação dos conhecimentos adquiridos na prática, utilizando diversos tipos de materiais para pintura. Serão criados desenhos individuais ou coletivos e o material poderá ficar exposto no local ou ser levado para casa.

Horário: 11h

 

Vivência Diálogo e Presença

No atual contexto global que vivemos de intensa comunicação virtual e desafios sociais, políticos, econômicos e ambientais, por vezes nos esquecemos do valor inestimável das trocas presenciais, dos encontros humanos, de bons diálogos nos quais existe empatia, escuta e construção conjunta de ideias, pensamentos, reconhecimento e integração. A vivência visa relembrar e fortalecer, através de dinâmicas lúdicas, a qualidade de se relacionar com o outro e com o meio de forma plena, onde existam trocas positivas. São jogos e dinâmicas baseados e inspirados no teatro (clown), na comunicação não violenta, em meditação ativa e integração pelo ritmo para ampliar a percepção de si mesmo e do outro e exercitar a escuta empática e o diálogo construtivo. A ação será conduzida por Daniel Moray, clown, músico multi-instrumentista especializado em instrumentos étnicos, compositor e educador brincante.

Horário: 13h

 

Palestra “Alimentação e Sustentabilidade”, com Guilherme Carvalho

Ação em parceria com o Hotel Serra da Estrela e Restaurante Alquimia, patrocinador do Festival da Terra – Reconexão e Sustentabilidade. O palestrante é Guilherme Carvalho, biólogo formado pela UFPE e pós-graduado em Gestão Empresarial pela FIA-SP. Secretário-executivo da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e sócio-proprietário do restaurante vegano Pop Vegan Food. Ele também é coordenador nacional da ONG norte-americana The Pollination Project no Brasil.

Horário: 14h

 

Roda de Conversa “Sagrado Feminino e Ginecologia Natural”

O encontro propõe um resgate ancestral de um tempo em que as mulheres eram consideradas sagradas, vistas como Deusas, senhoras do seu próprio destino. Um tempo em que homens e mulheres se respeitavam e se reverenciavam. Resgata e conversa sobre o Sagrado Feminino que habita cada uma de nós, a reconexão com nossa própria essência, a consciência dos ciclos femininos, a harmonia com a natureza, a união de mulheres e seu poder na sociedade. É o despertar interior, o autoconhecimento que nos traz o poder de cura. Ação será conduzida por Ivy Camargo Chiarelli.

Horário: 15h

 

Palestra: “As borboletas ameaçadas de extinção da Serra da Mantiqueira”

A palestra apresenta o que são espécies ameaçadas, quais as borboletas ameaçadas da Serra da Mantiqueira e por que essas espécies estão em risco de extinção. Augusto Henrique Batista Rosa, condutor da ação, é biólogo pela Universidade de Taubaté (Unitau), mestre em Ecologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e aluno de Doutorado em Biologia Animal pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Horário: 16h

 

Cantos e Danças da Paz Universal

Por meio dos cantos e das danças, desenvolvemos o respeito, a compreensão e a admiração por cada cultura. Conduzidas por Cecília Valentim, as Danças da Paz Universal são compostas por cantos e danças sagradas e celebrativas de diversas tradições espirituais do Planeta. Criadas na década de 1960 – na América do Norte, por Samuel Lewis – para promover a paz por meio da arte, hoje são um movimento que se espalha ao redor do mundo. No coração de cada dança há uma frase sagrada de alguma tradição. Em três momentos – canto, dança e canto-dança -, são realizadas em círculo e fáceis de aprender.

Horário: 17h

Exposição fotográfica “Relaxa o Cérebro”

A exposição “Relaxa o Cérebro”, do fotógrafo e instrutor de Yoga Marco Cidale, é composta por imagens que transportam a mente ao estado de relaxamento e convida a uma proposta de reconexão com a verdadeira beleza, que é simples e natural.

Horário: 09h às 18h

 

Palestra “Alimentação e Sustentabilidade”, com Guilherme Carvalho

Ação em parceria com o Hotel Serra da Estrela e Restaurante Alquimia, patrocinador do Festival da Terra – Reconexão e Sustentabilidade. O palestrante é Guilherme Carvalho, biólogo formado pela UFPE e pós-graduado em Gestão Empresarial pela FIA-SP. Secretário-executivo da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e sócio-proprietário do restaurante vegano Pop Vegan Food. Ele também é coordenador nacional da ONG norte-americana The Pollination Project no Brasil.

Horário: 09h

 

Contação de História do Livro “A Semente da Verdade”, de Patrícia Engel Secco

Para escolher seu sucessor, o Imperador convoca todas as crianças do reino e lhes dá a missão de plantar e cuidar de uma semente, até que se torne uma linda planta. A criança que lhe trouxesse, depois de um ano, a mais bela planta, seria escolhida para viver no reino e torna-se o futuro imperador. Thai – um garoto muito dedicado à terra – se esforça bastante, mas a semente não vinga. O que dizer ao Imperador? Seguindo os conselhos do avô, um velho jardineiro, o menino decide falar a verdade e tem uma revelação surpreendente. História contada por Maria Rosa Sampaio da Cia. Pachamama de Circo e Artes.

Horário: 10h

 

Exibição do Vídeo “Criança, a Alma do Negócio” e roda de conversa

A publicidade infantil é associada a impactos negativos na infância, como a diminuição de brincadeiras livres e criativas, consumismo, obesidade infantil, formação de valores materialistas e distância da criança com a natureza. O programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, atua, desde 2006, para sensibilizar toda a sociedade sobre os temas do consumismo infantil e da publicidade direcionada a crianças, fomentando a reflexão sobre a força que a mídia e a comunicação mercadológica, dirigidas ao público infantil, possuem na vida, nos hábitos e nos valores dessas pessoas ainda em formação. A proposta é, após a apresentação do documentário, conversar com os participantes sobre a relação existente entre publicidade direcionada as crianças e a falta de sustentabilidade.

Horário: 11h

 

Vivência Música Circular

Vivência musical que traz prática e reflexão sobre a cooperação como possibilidade de convivência. Serão usadas as ferramentas disponíveis para cocriar música a partir de zero. Para explorar o potencial expressivo será buscada afinação do grupo com aquecimento musical e sintonização corporal. A ação será desenvolvida por Daniel Moray, que é clown, músico multi-instrumentista especializado em instrumentos étnicos, compositor e educador brincante formado pelo Instituto Brincante e pós-graduado em Educação Comunitária pela U.A.M., e Jean-Francois, que é um artista ambulante francês que oferece pelo mundo sua presença de ser humano lírico, empático e amoroso, oferecendo um espaço íntimo, leve e profundo para quem busca liberdade de expressão.

Horário: 13h

 

Prática de Yoga e Meditação

A proposta de Daniela Paulo é uma prática de Hatha Yoga completa, seguida de uma meditação curta. A atividade tem duração de uma hora e meia e inclui a prática de ásanas (posturas físicas), pranayamas (exercícios que envolvem a respiração), relaxamento e meditação. Independente de religião ou crença, o yoga é uma poderosa ferramenta que nos torna mais inteiros, uma vez que, entendendo e trabalhando nossa respiração e nosso corpo através dos pranayamas e ásanas, iniciamos uma jornada rumo ao autoconhecimento.

Horário: 14h

 

Recital “O Pulso da Terra”

Recital autoral de Daniel Moray, com canções de devoção à natureza e composições instrumentais arranjadas para diferentes instrumentos étnicos, permeados por reflexões poéticas sobre a vida na Terra e simbologias acerca dos elementos e reinos naturais. Inspirado na interdependência dos seres vivos, a apresentação poético-musical traz canções para o sol e a lua, as águas, as pedras, montanhas e os ciclos da natureza juntamente com paisagens instrumentais (realizadas com o suporte de um pedal de loop/overdub, que permite desenvolver diferentes camadas sonoras ao vivo) e poesias e textos inspirados na ecologia, filosofia e nas relações de diferentes culturas do mundo com a natureza.

Horário: 15h

 

Heart Chakra Meditation

Uma meditação ativa que pode ser praticada individualmente ou em grupo, preferencialmente em ambientes externos. É um exercício baseado na tradição Sufi, com centenas de anos, e sua prática é muito simples, utilizando recursos de respiração e movimento. É uma meditação guiada que utiliza a expansão das mãos e contribui para o alívio da tensão do dia a dia, permitindo que a energia do coração flua novamente de forma livre e ampliada. Ela é praticada em quatro estágios iniciais com o objetivo de renovar a energia através das ações em direção aos pontos cardeais e tocando o chakra do coração. Marcio Comenale é quem conduz a ação. Ele é jornalista e escritor, pós-graduado em jornalismo pela Fundação Cásper Líbero.

Horário: 17h

 

Apresentação Musical: Hindus Project

Nesta apresentação, a “Hindus Project” proporciona ao público uma experiência meditativa e reflexiva. A música idealizada conduz o espectador a uma jornada para dentro de si em busca da luz, do silêncio e de conexões ancestrais. É como uma narrativa sonora que atravessa instantes de serenidade, conforto, drama, caos e harmonia. Ela desenvolve-se a partir de temas pré-estabelecidos, porém executados de forma improvisada, provocando experiências de bem estar e uma reflexão sobre uma existência mais sustentável. Formação: André Boaretto (guitarra, voz e didgeridoo), Thiago Altafini (baixo e synthetizador), JR Rocha (percussão, efeitos e bowls tibetanos), Cláudia  Ognibene (flauta) e Fábio Kideshi (cítara).

Horário: 18h

 

Grand Jam Session

A Grand Jam Session é um espaço privilegiado para seres humanos livres. O público entra na grande vibração do som e do silêncio, intensificando a presença e experimentando a magia que surge na improvisação artística coletiva. Entregues, confiantes e alegres. Todos são convidados para participar e podem trazer qualquer instrumento, pequeno ou grande, rítmico ou melódico, bonito ou feio, novo ou velho. O facilitador da Soul Jam Session é Jean-Francois, artista ambulante francês que oferece pelo mundo sua presença de ser humano lírico, empático e amoroso, em um espaço íntimo, leve e profundo para quem busca liberdade de expressão. 

Horário: 19h

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Iguape recebe 6ª edição do Festival Literário

A 6ª edição do Festival Literário de Iguape (FLI) acontece entre os dias 24 e 26 de maio na cidade de Iguape, região sul do Estado de São Paulo. O festival, que é realizado pelas Oficinas Culturais, Programa da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis e em parceria com a Prefeitura Municipal de Iguape, tem uma programação dedicada a discussões sobre conceitos de territórios e identidade.

O FLI conta com show, sarau e conversas com a presença de artistas como Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro, Elisa Lucinda, Ellen Oléria, Larissa Luz, Sandra de Sá e Daniel Munduruku, que discutem sobre identidade, ancestralidade e pluralidade de narrativas. Os eventos são gratuitos e serão na Praça da Basílica e Biblioteca Pública Municipal, além da programação preparada para as escolas municipais, bem como oficinas e workshops em sete municípios do Vale.

Segundo Fernando Fado, coordenador de Programação das Oficinas Culturais, ao longo das últimas cinco edições, o Festival tem se consolidado na cidade de Iguape e passado por um processo de capilarização pelo Vale do Ribeira. “É a manutenção e abertura constante de diálogos com escritores, educadores, gestores, artistas e moradores da região. O trabalho se dá na busca pelo estreitamento das relações com a população, e o reflexo disso está na concepção dessa sexta edição do evento”, comenta.

Além disso, a riqueza do Vale do Ribeira, compreendida, dentre outros fatores, por seus patrimônios históricos, seus povos tradicionais, suas culturas populares, sua preciosidade ambiental, além do fato de possuir o maior número de comunidades remanescentes de quilombos do Estado de São Paulo, diz muito sobre Identidade, decorrente da história deste território secular.

“A abordagem dessa temática é consequência do percurso do Festival, criado em 2013, e que, aos poucos, foi se conectando com a geografia local. Quando falamos do reflexo na concepção dessa sexta edição, falamos de um filho que se reconhece em sua casa, na artesania do cotidiano caiçara, quilombola, indígena, caboclo, ribeirinha etc”, reforça Fado.

Durante os três dias de Festival, o público encontra no Ponto do Livro um espaço de troca de livros infantis, adultos e gibis. O que é lugar de fala e qual a importância de buscar outros olhares que rompam com a história única? Para falar sobre o assunto, Djamila Ribeiro participa do bate-papo sobre seu livro O que é lugar de fala? (2017), que acontece na quinta-feira (24) às 20h00. Sexta-feira (25) às 21h30, Conceição Evaristo fala sobre sua trajetória como escritora, refletindo sobre o papel da mulher negra na literatura brasileira. As conversas têm mediação da escritora Bianca Santana, autora do livro Quando me descobri negra.

Para trazer um panorama da literatura do Vale do Ribeira, explorando a poesia, meios de publicação e a relação com outras expressões e linguagens artísticas, Filoh Poeta, Julio Cesar da Costa, Marcos Mendes e Osvaldo Matsuda participam da conversa Literatura do Vale sexta-feira (25) às 20h00 com mediação de Lisângela Kati do Nascimento.

Em Território e identidade, o público reflete, a partir de perspectivas quilombolas, indígenas, caiçaras, caboclas e negras, sobre ancestralidade, relações sociais e valorização das culturas tradicionais. A conversa ocorre no sábado (26) às 14h00. Encerrando as conversas do Festival, Elisa Lucinda, Luiz Silva (Cuti) e Vagner Amaro participam do Vozes de desconstrução e falam sobre a desconstrução de narrativas colonizadas, subversão de pensamentos e construção de representações plurais na literatura. O bate-papo acontece às 21h00 do sábado.

“A partir da ideia de pertencimento e no aprofundamento da conexão com o Vale do Ribeira, sendo este, por si só, fonte de conteúdo do Festival, esta edição representa um importante momento de construção efetiva de pontes: da população com o FLI e do FLI com a população.”
Thiago Saraiva
Superintendente das Oficinas Culturais

Música e teatro

Na quinta-feira (24) às 14h00, o grupo Morabeza Nação apresenta o espetáculo 3Áfricas – As rainhas do tempo, que transforma a história dos Três Reis Magos – Melchior (rei da Pérsia), Gaspar (rei da Índia) e Baltazar (rei da Arábia) – em uma narrativa sobre três rainhas, cada uma de um país africano: Cabo Verde, Moçambique e Senegal. O trabalho une teatro e música com tambores e instrumentos de cordas que compõem a trilha sonora ao vivo. A partir das 22h00, Roberta Estrela D’Alva, slammer e apresentadora do programa “Manos e Minas”, comanda o FLISARAU, encontro poético com microfone aberto para todos que quiserem ler e recitar textos, autorais ou não.

Uma das principais escritoras da literatura brasileira é homenageada no espetáculo Canto de vida e obra: Conceição Evaristo, que transforma a história da escritora em uma narrativa literária e musical. O trabalho é apresentado ao público na sexta-feira (25) às 22h30.

Sons do Guarani reúne mais de 60 indígenas para um espetáculo de celebração da cultura guarani. O show rola às 11h00 e abre as atividades de sábado (26). Às 17h00, o Quilombo do Morro Seco, que recebeu do Ministério da Cultura em 2017 o Prêmio Culturas Populares – Edição Leandro Gomes de Barros, apresenta o tradicional Fandango.

A cantora Larissa Luz convida Sandra de Sá e Ellen Oléria para show no sábado (26) às 22h30. No repertório, canções de seu último trabalho Território Conquistado (2016), indicado como Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa no Grammy Latino 2016. Para encerrar o FLI 2018, às 23h40 a Comunidade Jongo Tiduca convida a todos para uma grande roda de jongo, dança de roda brasileira praticada ao som de tambores.

Programação 

14h00 | Espetáculo: 3Áfricas – As Rainhas do tempo

18h00 | Ponto do Livro

20h00 | Bate-papo: O que é lugar de fala? com Djamila Ribeiro

22h00 | FLISARAU com Roberta Estrela D’Alva

22h00 | Sessão de Autógrafo com Djamila Ribeiro (O que é lugar de fala?)

18h00 | Ponto do Livro

18h00 | Sessão de Autógrafo com Conceição Evaristo

20h00 | Bate-papo: Literatura do Vale com Filoh Poeta, Julio Cesar da Costa, Marcos Mendes e Osvaldo Matsuda

21h30 | Bate-papo: Escrevivência com Conceição Evaristo

22h30 | Espetáculo: Canto de vida e obra – Conceição Evaristo

11h00 | Ponto do Livro

11h00 | Espetáculo: Sons do Guarani com as aldeias Pindo Ty, Takuari Ty e Itapoã

14h00 | Bate-papo: Território e identidade com Antonio Diegues, Benedito da Silva, Claudionor Henrique Pedroso, Daniel Clayton Pedro Rodrigues, Daniel Munduruku, Hermes Modesto Pereira, Maíra Silva, Rodrigo Marinho, Tatiana Cardoso e Timóteo Verá Tupã Popyguá

17h00 | Espetáculo: Fandango do Morro Seco

17h00 | Sessão de Autógrafo com Timóteo Verá Tupã Popyguá (Yvyrupa – A terra uma só) e Lisângela Kati do Nascimento (O lugar do lugar no ensino da geografia)

20h00 | Sessão de Autógrafo com Fátima Cristina Pires (Ariú), Lydia da Silva Gonçalves (A flor que encanta) e Isabel Campos (Árvore para passarinhos).

21h00 | Bate-papo: Vozes de desconstrução com Elisa Lucinda, Luiz Silva (Cuti) e Vagner Amaro

22h30 | Show: Larissa Luz convida Sandra de Sá e Ellen Oléria

23h40 | Show: Roda de Jongo com Jongo Tiduca

Participe 

Museu Felícia Leirner convida o público a debater o “privilégio heterossexual”

Debater e refletir sobre pontos sensíveis da nossa cultura, que naturaliza dinâmicas negativas e privilegia pessoas heterossexuais na sociedade é o objetivo dos “Diálogos Impertinentes”, projeto que será realizado no dia 22/4, às 10h30, no Museu Felícia Leirner, em Campos do Jordão. A participação é gratuita e aberta para quem quiser acompanhar de perto.

Este primeiro encontro terá mediação do jornalista Gustavo Prudente, Coach de Lideranças e Consultor Organizacional pela Sustenta Mundo – Culturas & Relações Sustentáveis. Nesta edição, o projeto terá como convidados: Marta Vasu, formada em teologia e filosofia Védica, militante trans não binário e sócia-fundadora da Agroindústria Ananda Kiirtana Produtos Agroecológicos, Ricardo Artur Arroio, sócio-fundador da Sustenta Mundo e fundador do Circulo Virtual de Acolhimento LGBT+, e Graziela Lopes, bióloga, pedagoga e mestre em Epistemologia e Didática das Ciências e diretora de escola.

Quem não puder participar presencialmente, não precisa se preocupar. Todo o debate será gravado e disponibilizado online!

"Ao serem normalizadas, essas dinâmicas se tornam pressupostos invisíveis da cultura. Mesmo gerando sofrimento, são protegidas pelo silêncio social ou pela completa invisibilidade – ou seja, passamos a não mais enxergá-las ou percebê-las conscientemente. Entretanto, como toda doença, a 'normose' demonstra seus sintomas na marginalização de grupos e de comportamentos humanos, gerando insatisfação passiva (impotência) ou ativa (rebeldia). Uma maneira de combate é o diálogo."
Gustavo Prudente

Visite o museu