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Grupos de Cotia e Diadema recebem Prêmio Governador do Estado para a Cultura

A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo anunciou, em cerimônia realizada no Teatro Sérgio Cardoso no dia 26 de março, os vencedores do Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2018. Criada como uma forma de valorizar e incentivar a produção cultural paulista, a iniciativa do Governo do Estado premiou artistas, companhias e instituições em nove categorias: arte para crianças, artes visuais, cinema, circo, dança, música, teatro, territórios culturais e instituições culturais, além do “Destaque Cultural do Ano”, que homenageou o gestor cultural Eduardo Saron.

Circo Escola de Diadema (crédito: R Thiago Benedeti)

O Circo Escola de Diadema foi escolhido por votação popular, com 36,8% dos votos, na categoria Circo. Fundado em 2008, atualmente é o carro chefe da Associação Cultural e Educacional Circense Tápias Voadores e atende alunos dos três aos 80 anos.

O Grupo La Mínima, de Cotia, foi escolhido pelo júri especializado na categoria Circo. A companhia de circo e teatro completou 20 anos em 2017 e foi fundada por Domingos Montagner e Fernando Sampaio em 1997. Ao longo de sua trajetória já passou pelos mais renomados festivais nacionais e internacionais, como o Festival Paulista de Circo, o Festival Mundial de Circo de Demain, e o Festclown.

Na categoria Dança, a Companhia de Danças de Diadema foi a escolhida pelo júri especializado. Criada em 1995, a companhia hoje oferece acesso à dança e artes em geral, especialmente para a comunidade local, valorizando a inclusão cultural.  

Os vencedores escolhidos pelo júri especializado receberam, no total, R$ 580 mil em prêmios, o que faz da premiação uma das maiores do país no segmento cultural. Além da premiação em dinheiro, no valor individual de R$ 60 mil, os vencedores escolhidos tanto pelo júri quanto pelo voto popular receberam um troféu exclusivo confeccionado pela artista Edith Derdyk.

A votação popular foi realizada no site www.premiogovernador.sp.gov.br e contou com mais de 95,5 mil votos (a edição anterior contabilizou 71,3 mil).

VENCEDORES

Conheça os contemplados da edição 2018 do Prêmio Governador do Estado para a Cultura:

Escolhidos pelo júri especializado

Arte para Crianças: Lizette Negreiros

Artes Visuais: Tomoshige Kusuno

Cinema: Cinemateca Brasileira

Circo: Grupo La Mínima

Dança: Companhia de Danças de Diadema – “EU por detrás de MIM”

Música: Jonnata Doll & Os Garotos Solventes

Teatro: Lenise Pinheiro

Territórios Culturais: Coletivo Cultural Cenário Urbano

Escolhidos pelo voto popular

Arte para Crianças: Trupe Banana’s

Artes Visuais: Tomoshige Kusuno

Cinema: Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental

Circo: Circo Escola de Diadema

Dança: Cia. Discípulos do Ritmo

Música: Thereza Alves

Teatro: Grupo Caixa Preta de Teatro

Territórios Culturais: Hangar 110

Instituição Cultural (categoria eleita apenas por voto popular): Instituto Alfa de Cultura – Teatro Alfa

Saiba quem são os vencedores do Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2018!

Aconteceu na noite do dia 26/3 a cerimônia do Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2018! Os finalistas concorreram em nove categorias: arte para crianças, artes visuais, cinema, circo, dança, música, teatro, territórios culturais e instituições culturais. 

Os vencedores escolhidos pelo júri especializado receberam, no total, R$ 580 mil em prêmios, o que faz da premiação uma das maiores do país no segmento cultural. Além da premiação em dinheiro, no valor individual de R$ 60 mil, os vencedores escolhidos tanto pelo júri quanto pelo voto popular receberam um troféu exclusivo confeccionado pela artista Edith Derdyk.

A votação popular foi realizada no site www.premiogovernador.sp.gov.br e contou com mais de 95,5 mil votos, 25% a mais que na edição anterior, que contabilizou 71,3 mil.

Quer saber quem foram os grandes vencedores da noite? Acompanhe a matéria:

Destaque Cultural

A categoria homenageou o gestor cultural Eduardo Saron. Mestre em Administração e gestor cultural há 16 anos, Saron é diretor superintendente do Instituto Itaú Cultural e diretor da Associação Nacional de Entidades Culturais Não Lucrativas (ANEC). É também conselheiro do Museu de Arte de São Paulo (MASP), da São Paulo Companhia de Dança e membro do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) do Ministério da Cultura, além de vice-presidente executivo da Fundação Bienal de São Paulo. O prêmio foi um reconhecimento à sua trajetória profissional e por sua contribuição para a democratização do acesso, incentivo, difusão e valorização da arte e da cultura. O troféu foi entregue pelo secretário da Cultura do Estado, José Luiz Penna, que celebrou a escolha e destacou a importância do evento. “Estamos em um dia de festa, mas também de resistência. A cultura é fundamental para enfrentar, com uma onda de alegria e criatividade, a situação atual do país”, declarou Penna.

"A gente vem pontuando por muitos anos uma coisa que é importante e fundamental: a democratização do acesso à arte e cultura do Brasil."
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Eduardo Saron
Gestor do Instituto Itaú Cultural

Arte para Crianças

Lizette Negreiros

Lizette Negreiros

Escolhida pelo júri. É responsável pela programação de teatro do Centro Cultural São Paulo, onde desenvolve projetos para o teatro infantojuvenil, recebe e coordena temporadas de grupos e artistas há mais de trinta anos. Foi presidente da Associação Paulista de Teatro para a infância e juventude – APTIJ, jurada de vários festivais de teatro e do Prêmio Femsa. No cinema, participou, entre outros, dos filmes “Eles não usam black-tie”, “Vera” e “A Hora da Estrela”.

Trupe Banana's

Trupe Banana's

Escolhida por votação popular. O grupo foi fundado em 2010 na cidade de Atibaia, interior de São Paulo. Com foco no público infantil, o grupo busca levar diversão e reflexão não só para as crianças, mas também aos adultos que as acompanham. Os espetáculos da Trupe são interativos e dinâmicos, quebrando a barreira entre palco para levar cultura e risadas para todo o país e todas as classes sociais.

"Arte para crianças é o que a gente carrega, que transforma e que queremos que elas vivenciem."
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Lizette Negreiros
Destaque na categoria "Arte para Crianças"

Artes Visuais

Tomoshige Kusuno

Tomoshige Kusuno

Escolhido pelo júri e pelo voto popular. Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, foi parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960, onde trabalhou como orientador de atividades artísticas na Comunidade Yuba, além de participar ativamente de exposições que deram ao movimento artístico nacional e internacional condições de se desenvolverem. Já realizou 36 exposições individuais em diversos países e participou de diversas coletivas e salões.

Cinema

Cinemateca Brasileira

Cinemateca

Escolhida pelo júri. Criada em 1946, possui o maior acervo audiovisual da América do Sul e é responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira, além de documentação não fílmica da área, do acesso e da difusão deste acervo. Abriga 240 mil rolos de filme – cerca de 42 mil títulos – de obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares produzidos desde 1913. O acervo não fílmico começou a ser constituído também em 1946 e reúne mais de um milhão de documentos.

Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental

Mostra Ecofalante de

Cinema Ambiental

Escolhida pelo voto popular. A Mostra é conhecida por fomentar discussões sobre os assuntos mais urgentes da atualidade, e promove exibições gratuitas em salas de cinema, espaços públicos, além de instituições culturais e de ensino. Desde sua primeira edição, em 2012, a Mostra Ecofalante e as atividades educativas da ONG já atingiram diretamente mais de 190 mil pessoas. Foram exibidos 424 filmes, de todos os continentes, em 26 cidades paulistas.

"Essa é maior mostra gratuita de cinema de São Paulo que, há 7 anos, promove o debate com a sociedade. No ano passado conquistamos um público de 77 mil pessoas."
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Chico Guariba - representante da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental
Destaque na categoria "Cinema"

Circo

Grupo La Mínima

Grupo La Mínima

Escolhido pelo júri. A companhia de circo e teatro foi fundada por Domingos Montagner e Fernando Sampaio em 1997. O circo e a arte do palhaço de picadeiro conduzem o trabalho do grupo com um repertório de 14 espetáculos, sendo o último “Pagliacci”, de 2017, em comemoração aos seus 20 anos de história. Ao longo de sua trajetória já passou pelos mais renomados festivais nacionais e internacionais, como Festival Paulista de Circo, Festival de Curitiba, Festival Mundial de Circo de Demain, Teatralia e Festclown, e recebeu alguns dos mais importantes prêmios da categoria.

Circo Escola Diadema

Circo Escola de Diadema

Escolhido pelo voto popular. Fundado em 2008 por um grupo de artistas circenses, técnicos e arte educadores, atualmente é o carro chefe da Associação Cultural e Educacional Circense Tápias Voadores. O resultado do trabalho pode ser visto no atendimento a 1800 pessoas nas faixas etárias de três a 80 anos, garantindo a perpetuação da arte circense nas suas diversas modalidades, por meio das suas nuances e estética. O Circo Escola de Diadema é uma referência desde as suas estruturas, qualificação técnica e parcerias com o poder público, colaboradores e sociedade civil.

"O La Mínima tem o pé fincado na tradição - Stankovich e Circo dos Sonhos que estão aqui presentes - temos o maior respeito por todos. Estar aqui hoje só aumenta a nossa dívida com o Circo."
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Fernando Sampaio - representante do Grupo La Mínima
Destaque na categoria "Circo"

Dança

Companhia de Danças de Diadema

Companhia de Danças de Diadema

Escolhido pelo júri. Criada em 1995 por Ivonice Satie, realiza espetáculos, oficinas, mostras e projetos de dança por todo o país. Desenvolve um programa que proporciona o acesso à linguagem da dança e das artes em geral, valorizando a inclusão cultural, incentivando a produção artística e fomentando o interesse de novas plateias, sempre com o apoio da Prefeitura do Município de Diadema e outros colaboradores. Os profissionais da Companhia, além de bailarinos, são também artistas orientadores, ministrando oficinas de danças de diversos estilos para os integrantes da comunidade local.

CIa. Discípulos do Ritmo

Cia. Discípulos do Ritmo

Escolhido pelo voto popular. A companhia de danças urbanas foi criada em 1999 pelo diretor por Frank Ejara e é o primeiro grupo brasileiro a trabalhar danças urbanas nas artes cênicas de forma híbrida e profissional. A intenção da companhia desde o princípio não foram os festivais competitivos e as batalhas de dança, mas a defesa das danças urbanas em prol das artes cênicas. A Cia. Discípulos do Ritmo tem em seu repertório espetáculos como “Tá Limpo”, “Fresta”, "Urbanóides 2.0", “O Som do Movimento”, “Caixa Preta” e “Lemniscata”.

"Essa trajetória não seria traçada sem a equipe que acompanha a Companhia, criada por Ivonice Satie, saudosa bailarina que teve uma ideia a frente do seu tempo."
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Ana Bottosso - representante do Companhia de Danças de Diadema
Destaque na categoria "Dança"

Instituição Cultural

Instituto Alfa de Cultura

Instituto Alfa de Cultura

Única categoria eleita somente por voto popular. A instituição privada e sem fins lucrativos, que administra o Teatro Alfa, tem 20 anos de existência. O teatro foi pioneiro na oferta de espetáculos culturais diversificados e de alta qualidade. Além de produzir e receber espetáculos de dança, teatro infantil, música e teatro musical, o instituto desenvolve amplo trabalho com as escolas e ONGs do entorno. As crianças e jovens são convidados a assistir e participar de programas que visam aproximá-los das artes cênicas, tanto do ponto de vista técnico quanto artístico.

"Recebemos, ao longo desses anos, 3,5 milhões de pessoas em mais de 7,5 mil espetáculos. O prêmio é um incentivo para que continuemos desenvolvendo um trabalho de grande importância social para todos."
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Fernando Guimarães - representante do Instituto Alfa de Cultura
Destaque na categoria "Instituição Cultural"

Música

Jonnata Doll & Os Garotos Solventes

Jonnata Doll &

Os Garotos Solventes

Escolhido pelo júri. Surgida em 2009 em Fortaleza e residindo em São Paulo, a banda traz uma música baseada na subcultura punk e na biografia dos excluídos, mostrando rock em estado bruto. Seja nos palcos pelo Brasil – ou mesmo no teatro ou nas telas de cinema – a performance do quinteto é intensa e visceral, de quem desnuda a alma. Jonnata Doll andrógino, canta, dança, cai, arrasta-se no palco. Suas letras são ecos de literatura beat e de filmes de terror, amores perdidos, misturados a uma biografia de excessos.

Thereza Alves

Thereza Alves

Escolhido pelo voto popular. Cresceu no bairro da Vila Rezende em Piracicaba e aprendeu a cantar junto da mãe, ouvindo os programas de rádio da Mayrink Veiga, Tupi e da Rádio Nacional. Com 15 anos, iniciou sua carreira artística na Rádio Difusora de Piracicaba, cantando em programas de calouro. Cantou na Rádio e TV Record de São Paulo, nos programas de Geraldo Blota e Iani Junior. Gravou o LP “Roda de Violeiros” em 1961 e um 78 rotações pela gravadora RCA Camden como prêmio musical da Rádio Bandeirantes. Apresentou-se ao lado de grandes nomes da música popular no Brasil e no exterior.

"Quero dedicar esse prêmio à galera que dorme no chão, às mulheres, ao movimento negro, ao movimento LGBT e a todo o rock 'n' roll de São Paulo, que ainda tem muito a dizer sobre as diferenças."
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Jonnata - representante da banda Jonnata Doll & Os Garotos Solventes
Destaque na categoria "Música"

Teatro

Lenise Pinheiro

Lenise Pinheiro

Fotógrafa paulistana especializada em teatro, vem retratando, desde 1983, o que há de mais expressivo nos palcos brasileiros. Já trabalhou para José Celso Martinez Corrêa, Antunes Filho, Daniela Thomas, Antônio Araújo, Fauzi Arap, Enrique Díaz, Mário Bortolotto, Deborah Colker, Marco Antonio Rodrigues, José Possi Neto, Miguel Falabella, Marco Antonio Braz, Gabriel Villela, Marcelo Drummond, Gerald Thomas e muitos outros. Em suas exposições, manteve o foco no teatro, participando ao todo de 38 mostras, sendo oito coletivas e 30 individuais.

Grupo Caixa Preta de Teatro

Grupo Caixa Preta de Teatro

Fundado por Fernando Barbosa e Fabiano Muniz há 24 anos, o grupo produz atividades que potencializam e desenvolvem a educação e a cultura na Região do Vale do Ribeira, promovendo ações independentes de caráter sociocultural. O grupo já produziu cerca de 25 espetáculos e se apresentou por diversos estados do Brasil, tendo sido convidado em novembro de 2017 a produzir e dirigir o espetáculo “Romeu Ma Julieta – Uma Tragédia Crioula”, na cidade de Mindelo, Cabo Verde, para a abertura do 23º Mindelact – Festival Internacional de Teatro do Mindelo.

"Dei início aos meus trabalhos aqui, no Teatro Sérgio Cardoso. Receber um prêmio dessa magnitude faz com que nossos ânimos se renovem!"
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Lenise Pinheiro
Destaque na categoria "Teatro"

Territórios Culturais

Coletivo Cultural Cenário Urbano

Coletivo Cultural Cenário Urbano

O grupo atua há 17 anos, realizando grandes e pequenos eventos, além de manifestações culturais como Consciência Negra e Aniversário do Bairro. Desde 2014 vem focando na reeducação ambiental, tendo a cultura como valorização do espaço. A grande mídia, prefeituras e até uma empresa de lixo urbano deram apoio, tendo visto no projeto um grande potencial de reunir famílias para falar de arte, de consciência ambiental e de como o lixo pode nos prejudicar. Os eventos realizados pelo Coletivo Cultural Cenário Urbano contam sempre com a participação de todos os presentes.

Hangar 110

Hangar 110

Foi inaugurado em outubro de 1998, com o intuito de abrir espaço para o cenário artístico underground. Além de shows de música alternativa, o espaço sediou palestras, exposições de fotos e feiras de gravadoras independentes, entre outros eventos. O Hangar tornou-se uma referência do rock nacional e internacional – passaram por seu palco nomes como Ratos de Porão, Inocentes, Cólera, Titãs, Raimundos, CPM 22, NX Zero, Dead Fish, Marky Ramone, CJ Ramone e Ritchie Ramone, Shelter, Toy Dolls e New York Dolls. Foram mais de 9000 shows em 19 anos de atividades.

"Através do diálogo, o Cenário Urbano conseguiu fazer com que um ponto de lixo virasse espaço para a cultura, para a poesia, para o hip hop, para o graffitti, para a arte de rua."
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Coletivo Cultural Cenário Urbano
Destaque na categoria "Territórios Culturais"

Maratona Infantil de março no MIS

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o Museu preparou uma programação especial para a edição de março da Maratona Infantil, atividades com a temática do empoderamento feminino. Esta edição acontece no dia 25 de março, domingo, com entrada gratuita.

Outro destaque da programação são as diversas oficinas que ocorrem durante todo o dia: games, retratos, musicalização, livro de recordações e customização de caixinhas. 

 

Meninas e Mulheres

Foto: As Clês no espetáculo Contam Chiquinha Gonzaga

 

A programação especial focada no Mês da Mulher tem início às 11h00, no Auditório LABMIS, com As Clês Contam Chiquinha Gonzaga. Na contação de história, Dó e Mi, mais conhecidas por Clês, se transportam para o Brasil do século XIX e encontram Chiquinha, essa menina-mulher que revolucionou seu tempo. Mais tarde, às 14h00, as Clês estão de volta para falar sobre outra notável brasileira: a transgressora Pagu. No enredo, Abaporu e Ventania, pinturas de Tarsila do Amaral e Anita Malfatti, respectivamente, mais conhecidas como Clês, contam a história da feminista e integrante do movimento modernista nacional Patrícia Galvão, a Pagu.

Foto: As Clês contam Pagu

 

Ainda celebrando artistas brasileiras, a Intervenção Poesias ao Vento acontece às 13h00, na área externa. Nessa ação poético-musical, três artistas circulam entre o público em posse de muitos balões coloridos e instrumentos musicais. Dentro de cada balão de gás hélio há um poema, música ou conto de autoras brasileiras. Ao escolher um deles, as crianças são convidadas a estourar um balão e, por fim, recebem uma performance exclusiva.

Foto: Espetáculo Cabaré das Martas

 

O circo também dá as caras, sob a ótica feminina, com a Intervenção Vida de Picadeiro, na área externa às 12h00, e o Espetáculo Cabaré das Martas, às 16h00, no Auditório MIS. Em ambas as atividades, mulheres assumem o comando em diferentes números de malabarismo – para mostrar que podem, sim, ser a figura principal do show.

Oficinas

A edição de março da Maratona Infantil também está repleta de oficinas, que irão ensinar e estimular a criatividade dos pequenos em diversos horários do domingo. A Happy Code volta ao MIS com a Oficina de Games, que  apresenta os conceitos básicos da linguagem de programação JAVA, utilizada para criação de mods nos jogos mais procurados pelas crianças e adolescentes.

Quem gosta de atividades que mexem com nossa memória afetiva não pode perder a oficina Guardados na Infância, com Fabiana Alves, que estimulará pais e filhos a produzirem  juntos um Livro/Álbum de recordações, através de desenhos, recortes e trabalhos de escola.

 

Foto: Miniaturas em caixa de fósforo 

Já a oficina Recriando  Retratos, com Educativo MIS, estimula a criatividade dos pequenos artistas com a personalização de fotografias através do desenho. Ainda para quem gosta de atividades manuais, acontecem, em horários variados, as oficinas Miniatura em Caixinha de Fósforo e Customização Fora da Caixa.

Por fim, a Oficina de Musicalização estimula o contato com sons corporais e instrumentos de percussão, tendo em vista a música como ferramenta emancipadora de Chiquinha Gonzaga.

Ponto para doação de brinquedos

Bilheteria Maratona 10h00 às 16h00

 

Oficina de Games Happy Code

Foyer LABMIS – 12 crianças – 5+ – 1h

10h00, 11h15, 12h15, 13h00, 14h15 e às 15h00  

 

Oficina de Musicalização

Foyer de entrada 

20 crianças – Livre – 1 hora

10h00, 15h00 

 

Oficina “Recriando Retratos” com Educativo MIS 

Sala de Interfaces – 20 crianças – 6+ – 50 min

10h00, 11h00, 12h00, 14h00

 

Oficina de Miniatura em Caixinha de Fósforo 

Foyer Auditório MIS – 20 crianças – 4+ – 50min

10h00, 11h00, 12h00, 14h00 e às 15h00

 

Oficina de Customização Fora da Caixa 

Foyer Auditório MIS – 15 crianças – 5+ – 50 min

11h00, 12h00, 14h00 e às 15h00

 

As Clês contam Chiquinha Gonzaga 

Auditório LABMIS – 64 pessoas – Livre- 40min

11h00

 

Oficina Guardados de Infância 

Sala de Compras – 20 crianças – 50 min

11h00, 12h00, 14h00 e às 15h00

 

Intervenção Vida de Picadeiro 

Área Externa – Livre – Livre -40 min

12h00

 

Intervenção Poesias ao Vento

 Área Externa – Livre – 50 min

13h00

 

As Clês contam Pagu 

Auditório LABMIS – 64 pessoas – Livre – 40min

14h00

 

Intervenção Vida de Picadeiro 

Área Externa – Livre – Livre – 40 min

15h00


Espetáculo Cabaré das Martas

 Auditório MIS – 172 pessoas – Livre – 1 hora

16h00

Circuito Cultural Paulista chega a 102 cidades em setembro

Serão mais de 50 espetáculos gratuitos em cidades do interior, litoral e Grande São Paulo (mais…)

Festival Paulista de Circo – 10 anos

Na primeira semana de setembro, Piracicaba vai conviver de perto com trapezistas, palhaços, mágicos e outros. Naquele município, a Secretaria da Cultura do Estado realizará a décima edição do Festival Paulista de Circo, ação importante que sublinha a importância desta manifestação tão enraizada na cultura brasileira.

 

Nesses dez anos, centenas de artistas passaram pelo Festival, que registrou um público de mais de 200 mil espectadores. Participam desta edição algumas das principais companhias e trupes do circo tradicional e contemporâneo do Brasil. Destacam-se ainda três apresentações concebidas a partir de pesquisa realizada em parceria com a SP Escola de Teatro e também um festival de mágica.

Vejo esta primeira década do Festival como um momento especial para pensarmos nos caminhos do circo hoje, em meio à crise financeira pela qual passa o país. Essa conversa foi iniciada no mês de junho, quando recebi na sede da Secretaria a Aliança Pró-Circo, para discutirmos o apoio ao Festival. A Aliança é formada pelas principais entidades do setor: UBCI (União Brasileira de Circos), Abracirco (Associação Brasileira do Circo), Cooperativa Brasileira de Circo e Cooperativa Federal de Circo.

 

Temos hoje, no Brasil, cerca de 2.500 companhias circenses, entre grandes, médias e pequenas, administradas por empresas ou por famílias. Seu custo operacional vai muito além do pagamento do elenco, somando-se à estrutura, como lonas e equipamentos, além de publicidade. E não podemos nos esquecer de que a itinerância, o ir e vir de cidade em cidade, reflete outros custos, como os de aluguéis de terreno. E se a estabilidade econômica do país tem influência direta na cultura, o circo é uma dos setores mais prejudicados em uma situação de crise, visto que é uma opção de entretenimento familiar, o que multiplica o valor de cada entrada.

 

Como afirma a presidente da UBCI, Marlene Querubin, a comunidade circense escuta há décadas que o circo está acabando, mas ele está aí firme e forte. Novelas de TV e filmes (como o recente “O Palhaço”, de Selton Mello) reforçam  a presença do circo em nosso dia a dia.

 

Fica então o convite para que todos assistam, até o dia 7 de setembro e gratuitamente, o Festival Paulista de Circo, no Parque do Engenho Central. Vamos prestigiar nossos artistas do picadeiro e que este projeto contribua para que a beleza e a magia desta arte tão antiga – que se estabeleceu neste país a partir do século XIX –, permaneça extremamente ligada à nossa cultura popular.  E que a imagem clássica do circo chegando ou se despedindo de uma cidade seja sempre uma realidade brasileira, nas capitais ou nas pequenas cidades.

José Luiz Penna – Secretário da Cultura do Estado