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São Paulo Companhia de Dança retorna a Fortaleza para participar da XI Bienal de Dança do Ceará

Publicado em 16 de outubro de 2017

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD), companhia da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança sob direção de Inês Bogéa, retorna a Fortaleza para participar da XI Bienal Internacional de Dança do Ceará, que acontece entre os dias 19 e 29 de outubro em diversas cidades do Estado.
A SPCD se apresenta na noite de abertura da Bienal, no dia 20 de outubro (sexta-feira), às 21h, no Theatro José de Alencar (rua Liberato Barroso, 525 – Centro) com duas coreografias: Pássaro de Fogo (2010), de Marco Goecke, e 14’20’’ (2002), de Jirí Kylián, coreografia indicada ao prêmio APCA 2017 na categoria Interpretação.

É uma alegria retornar a Fortaleza para este festival, que é um marco na dança do país. Para esta ocasião, pensamos em um programa especial que contempla duas grandes estreias da nossa Temporada 2017”, fala Inês Bogéa.

XI BIENAL INTERNACIONAL DE FORTALEZA

Já são 20 anos de existência e 10 edições realizadas. Desde 1997, a Bienal Internacional de Dança do Ceará vem movimentando o universo da dança contemporânea no País durante a segunda metade do mês de outubro. Espetáculos, performances, cursos, oficinas e mesas-redondas figuram entre as diversas atividades que compõem a programação do festival, que busca na pluralidade, na experimentação e no intercâmbio artístico suas prioridades.

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MAIS SOBRE AS OBRAS

Pássaro de Fogo (2010)

Coreografia, palco e figurino: Marco Goecke
Música: The Firebird (Berceuse e Final), de Igor Stravinsky (1882-1971),

Desenho de luz: Udo Haberland | Implementação para a SPCD: Wagner Freire

Dramaturgia: Nadja Kadel
Remontagem: Giovanni Di Palma

Estreia mundial: 2010, em Maastrich, Holanda, pelo Scapino Ballet
Estreia pela SPCD: 2017, em São Paulo, Brasil, no Teatro Sérgio Cardoso 


Criado por Marco Goecke quando o balé Pássaro de Fogo de Michel Fokine completou 100 anos, durante o Holland Dance Festival (2010), o pas de deux para a música de Stravinsky remodela o conto de fadas russo sobre a luta de Ivan Tsarevich contra o mago Koschei para libertar Tsarevna e seus companheiros do cativeiro. “Seu dueto também pode ser interpretado como o encontro  entre o pássaro de fogo e o príncipe, duas criaturas de diferentes naturezas: um pássaro que dança e um humano que voa”, afirma o crítico alemão Volkmar Draeger .

Marco Goecke é coreógrafo residente do Stuttgart Ballet desde 2005. Já criou mais de 40 coreografias para diversas companhias ao redor do mundo como Hamburg Ballet, Norwegian National Ballet, Les Ballets de Monte Carlo e Leipzig Ballet, entre outras. Criou Peekaboo em 2013 para a São Paulo Companhia de Dança, que tem em seu repertório Supernova (2009), também de Goecke. Recebeu o Nijinsky Award em 2006, como um dos mais importantes coreógrafos de dança contemporânea dos últimos tempos.

14’20’’ (2002)

Coreografia e produção: Jirí Kylián
Assistente de coreografia: Nina Botkay
Música: Dirk Haubrich (nova composição baseada em dois temas de Gustav Mahler [1860- 1911])
Cenografia: Jirí Kylián
Figurino: Joke Visser
Iluminação: Kees Tjebbes
Supervisão de iluminação e cenário: Loes Schakenbos
Estreia mundial: 2002, em The Hague, Holanda, pelo Nederlands Dans Theater II
Estreia pela SPCD: 2017, em São Paulo, Brasil, no Teatro Sérgio Cardoso
*Recomendado para maiores de 12 anos 

14’20’’ é um extrato do balé 27’52’’ – cujo título refere-se à duração do espetáculo – de Jirí Kylián. Ao som da música eletrônica de Dirk Haubrich, entremeada por uma voz feminina em alemão e outra masculina em francês, vemos um duo que traz para a cena questões de tempo, amor, vida e morte, temas recorrentes nas obras deste coreógrafo. Esta é a quarta obra de Kylián a compor o repertório da São Paulo Companhia de Dança (Sechs Tänze, Indigo Rose e Petite Mort).
Jirí Kylián é um dos grandes nomes da dança mundial. Foi diretor artístico do Nederlans Dans Theater (NDT), em Haia, Holanda, por mais de 20 anos. Nesse período, criou mais de 70 obras. Atualmente, tem coreografias encenadas por diversas companhias do mundo.

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