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Projeto Guri retoma atividades presenciais

O Projeto Guri, maior programa sociocultural do país, mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, colocou toda a sua capacidade de adaptação à prova com a chegada da pandemia do novo Coronavírus e a necessidade de transferir o ambiente de estudos musicais para o mundo digital. Agora, depois de mais de trinta e nove mil atividades online entregues a trinta e cinco mil alunos, a iniciativa dá os primeiros passos para a retomada presencial das aulas com a abertura de seis polos no litoral e no interior do estado. São eles: Regional São Carlos, Bauru, Macatuba, Registro, Ibirarema e Santa Cruz do Rio Pardo.

A liberação para a volta do funcionamento respeita as medidas adotadas por cada município, além das orientações do Plano SP, do Governo do Estado, e da OMS (Organização Mundial da Saúde). A modalidade dos cursos oferecidos também foi critério para definir a forma mais segura de voltar aos encontros: as aulas de coral e sopro, por exemplo, são realizadas tendo como cuidado um distanciamento de três metros entre guris e os educadores; enquanto as outras modalidades só precisam de dois metros de afastamento entre as pessoas.

Mesmo com esse espaçamento de segurança entre alunos e funcionários do projeto, a retomada aproxima os jovens e as crianças participantes de uma rotina mais saudável e próxima do normal. “Muitas mães falaram que o retorno foi recebido com muita alegria, tanto pelas famílias quanto pelos alunos”, conta Raquel Nascimento, coordenadora do polo Regional São Carlos, sobre a reação de alunos e responsáveis. “Algumas crianças se sentem desmotivadas ou cansadas pelos meios digitais, porque tudo está online agora”, explica ressaltando a animação dos guris para voltar aos polos.

Deise Lopes, clarinetista de 17 anos do Grupo de Referência (GR) do polo de São Carlos, é uma das alunas que não via a hora de retornar às aulas presenciais. Por mais que as atividades remotas tenham sido bem aproveitadas pela estudante, os ensaios fizeram falta. “As atividades ajudaram muito, aproveitei pra melhorar algumas técnicas, treinar algumas coisas individuais, mas nada se compara ao ‘contato’ [em sala]”, afirma. Para ela, a iniciativa escolheu não somente a hora certa de voltar a abrir fisicamente, mas também a forma certa. “Em todo esse caos que o mundo vive, voltaram parcialmente e com todos os cuidados possíveis. Espero que tudo se normalize o mais rápido possível”, diz.

As adaptações feitas para receber as turmas com toda a segurança possível vão desde a disponibilização de álcool gel até uma importante redução no número de pessoas por sala. É o caso dos cursos de guitarra e bateria de São Carlos, que chegam a ter apenas dois alunos por classe. O rigor com as medidas foram ponto decisivo para Taís Marques, mãe da percussionista Érika, de 12 anos, aprovar o retorno da filha ao Projeto Guri. “Ela já estava cansada de ficar em casa e eu estou me sentindo bem segura com as medidas de prevenção. Tem poucas crianças, então tudo bem”, afirma.

Os alunos ainda mantêm a rotina com um ensino híbrido, já que atividades remotas quinzenais complementam o aprendizado. As outras regiões, ainda sem previsão de retorno, também seguem recebendo os exercícios. “Não é a mesma coisa de antes pelo distanciamento, mas já é meio caminho andado. Os profissionais do polo estão de parabéns [pela retomada e medidas de segurança]”, finaliza a clarinetista Deise Lopes.

Sobre o Projeto Guri
Mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, o Projeto Guri é o maior programa sociocultural brasileiro e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos (até 21 anos nos Grupos de Referência e na Fundação CASA). Cerca de 50 mil alunos são atendidos por ano, em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o estado de São Paulo. Os mais de 330 polos localizados no interior e litoral, incluindo os polos da Fundação CASA, são administrados pela Sustenidos, enquanto o controle dos polos da capital paulista e Grande São Paulo fica por conta de outra organização social. A gestão compartilhada do Projeto Guri atende a uma resolução da Secretaria que regulamenta parcerias entre o governo e pessoas jurídicas de direito privado para ações na área cultural. Desde seu início, em 1995, o Projeto já atendeu mais de 810 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.

Sobre a Sustenidos: Eleita a Melhor ONG de Cultura de 2018, a Sustenidos é a organização gestora do Festival Ethno Brazil, Som Na Estrada, Festival Imagine Brazil, MOVE (Musicians and Organizers Volunteer Exchange) e Projeto Guri. Desde 2004, é responsável pela gestão do programa de ensino musical no litoral e no interior do estado de São Paulo, incluindo os polos da Fundação CASA. Além do Governo de São Paulo, a Sustenidos conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas. Instituições interessadas em investir na Sustenidos, contribuindo para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, têm incentivo fiscal da Lei Rouanet e do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD). Pessoas físicas também podem ajudar. Saiba como contribuir: http://www.sustenidos.org.br/pessoa-fisica/

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