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Prêmio São Paulo de Literatura 2008

Cristovão Tezza e Tatiana Salem Levy

O curitibano Cristóvão Tezza vence a 1ª edição do Prêmio São Paulo de Literatura, com a obra O filho eterno, na categoria Melhor livro do ano. Na categoria Melhor Livro do Ano – Autor Estreante ganhou Tatiana Salem Levy com A chave de casa.

O anúncio feito na noite de 1º de dezembro no Museu da Língua Portuguesa, reuniu representantes do governo e nomes importantes do meio literário. Antes do anúncio, o Secretário de Estado da Cultura, João Sayad e o coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural, André Sturm, comentaram que a iniciativa tem o objetivo de estimular a prática da leitura e a produção literária no Brasil. Em trecho do discurso, Sayad exaltou a necessidade de falar dos livros, oportunidade gerada pelo Prêmio como forma de incentivo à cultura e à produção literária. “Eu quero um escândalo com a literatura”. Já Sturm adiantou os planos para 2009. “No ano que vem, estamos de volta com mais impacto e premiando livros de qualidade”, disse.

Ao receber o prêmio Tezza, o grande vencedor da noite disse que às vezes se sente como uma personagem de uma fábula de Eça de Queiroz ou de Machado de Assis. “O sentido de tudo eu ainda preciso decifrar”. Tatiana, muito emocionada, agradeceu e encerrou “Falar não é comigo”. Agora pelo jeito escrever é, já que a jovem escritora de 29 anos convenceu com sua obra.

Vencedor do Prêmio São Paulo de Melhor Livro do Ano:
O filho eterno, de Cristovão Tezza. Editora: Record

Texto desconcertante de um pai-narrador cujo filho nasceu com a Síndrome de Down. Romance provido de momentos verdadeiramente sóbrios, sinceros, sem comportar ilusões e sem esbarrar no exagero sentimental. Ao criar o narrador do livro e fazendo do pai personagem, o autor, ele mesmo progenitor de filho excepcional, conquista uma independência ímpar. “Talvez ele, como algumas mulheres no choque do parto, não queira o filho que tem, mas a idéia é apenas uma sombra”. O filho eterno é uma reflexão sobre a paternidade. Literatura arrebatadora. “Comecei a projetar mentalmente esse livro como ensaio, mas bastou escrever a primeira página para sentir que seria impossível. Tinha de ser uma ficção”, diz Cristovão Tezza.

Cristovão Tezza, 56 anos, escritor e professor, nasceu em Lages-PR. É autor de 13 livros, entre romances e contos. Recebeu, pelo livro O fotógrafo (Rocco, 2004), o Prêmio da Academia Brasileira de Letras, em 2005. O filho eterno (Record, 2007) venceu este ano os prêmios Jabuti (Melhor Romance), APCA, Portugal Telecom e Bravo!

Vencedor do Prêmio São Paulo de Melhor Livro - Autor Estreante:
A chave de casa, Tatiana Salem Levy. Editora: Record.

Competência narrativa, apelo sensorial, alto sentido de humanidade. A autora entretece todas essas qualidades para criar histórias que se complementam num tom de densa estranheza. “Escrevo com as mãos atadas. Na concretude imóvel do meu quarto, de onde não saio há longo tempo. Escrevo sem poder escrever e: por isso escrevo”. Assim começa este romance fortíssimo, belo e brutal cujas dores são exploradas nos extremos do lirismo e da crueldade. Nada aqui é incoerente ou indispensável. “Salem Levy concebeu um painel que sintetiza na voz da narradora e nas vozes que ela cria e torna suas, confundindo-se com ela: um recurso hábil, que lhe permite lidar de modo desenvolto com as diferentes personagens e camadas de espaço e tempo”, diz o poeta Moacir Amâncio.

Tatiana Salem Levy, 29 anos, escritora, nasceu em Lisboa, Portugal. A chave de casa (Record, 2007) inaugurou a Coleção Sabiá dos Livros Cotovia, editora Portuguesa, para divulgação de autores brasileiros da contemporaneidade. Em 2008 ficou entre os 10 finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa.

Sobre o Prêmio:
Criado em 2008 pela Secretaria de Estado da Cultura e organizado pela Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da SEC, o Prêmio São Paulo de Literatura chega ao final de sua primeira edição. Os dois vencedores foram agraciados com um prêmio no valor de R$ 200 mil cada.

Somente concorreram romances escritos originalmente em língua portuguesa e de autoria única. Na categoria Melhor Livro do Ano - Autor Estreante o inscrito não poderia ter nenhum outro livro de ficção romance publicado.

Para realizar o Prêmio São Paulo de Literatura foram formados um Conselho Curador, um Júri Inicial e um Júri Final. A Curadoria, formada por cinco pessoas, sendo quatro escolhidas pela Câmara Setorial de Literatura da Secretaria de Estado da Cultura e um representante da Secretaria de Estado indicado pelo Secretário da Cultura indicou os Júris, compostos por professores, críticos literários, escritores e livreiros. O Júri Inicial escolheu os livros finalistas e o Júri Final elegeu os vencedores em cada categoria.

O Júri Inicial e o Júri Final foram compostos exclusivamente por professores universitários, escritores, livreiros, críticos literários e profissionais atuantes da área literária, preferencialmente por uma pessoa de cada área. O Júri Inicial e o Final foram os responsáveis pela avaliação e votação dos livros concorrentes ao Prêmio em suas etapas sucessivas e de acordo com as regras definidas no Edital.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA SEC
Data: 30/11/2008
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