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Revista Ferrovia

A Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí (AEEFSJ), lançou nesta terça-feira (18) edição especial da Revista Ferrovia, que homenageia os 150 anos da São Paulo Railway. O evento foi realizado no Salão Nobre do Complexo Cultural Júlio Prestes e contou com a presença do Secretário da Cultura do Estado, José Luiz Penna, da Presidente da AEEFSJ, Maria Lina Benini e de Paulo Magalhães, Presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A cerimônia foi iniciada com uma fala de Maria Lina Benini a respeito do papel da São Paulo Railway no desenvolvimento do país e a importância da CPTM atualmente, responsável pelo transporte de mais de 3 milhões de passageiros por dia. “É importante discutir a questão das ferrovias no Brasil, uma vez que o desenvolvimento do país foi impulsionado por esse tipo de transporte.  O interior do estado é prova deste crescimento: as cidades se formaram em torno das estações de trem”, afirmou a engenheira.

O Secretário da Cultura do Estado, José Luiz Penna, ressaltou a importância da preservação do transporte sobre trilhos: “Muitos municípios cresceram a partir das suas ferrovias, e hoje os centros das cidades estão marcados por estações que estão sendo transformadas em centros culturais”, afirmou o Secretário. Em seu mandato como deputado federal, juntamente com outros deputados, entre eles Cunha Bueno, Penna apoiou uma associação de operários da cidade de Bauru que buscava um espaço para restaurar os vagões e locomotivas. “É necessário um transporte seguro, econômico e viável em um país que já teve uma das maiores malhas ferroviárias do mundo. Isso representa a recuperação da história”, concluiu Penna.

Na ocasião, foram distribuídos exemplares da edição comemorativa da publicação, que traz detalhes técnicos, históricos e fotográficos sobre a São Paulo Railway (SPR), primeira estrada de ferro paulista criada por ingleses, que ligava Santos a Jundiaí. A versão digital está disponível no site  www.aeefsj.org.br.

Condephaat e a preservação de ferrovias
Atualmente há 41 bens ferroviários tombados pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), que simbolizam vários processos da formação do estado de São Paulo, suas distintas regiões e seus diferentes grupos sociais. As ferrovias serviram não apenas à produção cafeeira, como à algodoeira e canavieira, dentre outras culturas agrícolas. Também permitiram a articulação e colonização de diversas regiões por imigrantes e a formação de importantes núcleos urbanos por todo o território, cuja relevância até hoje se mantém. Entre os bens mais representativos desses processos, tombados ou não pelo órgão patrimonial, estão a Vila e o Sistema Funicular de Paranapiacaba, os Complexos Ferroviários de Bauru, Sorocaba, Botucatu e Cruzeiro, as Estações da Luz e Júlio Prestes na Capital, as de Santos e Mairinque, e as Oficinas da Lapa. Já em estudo de tombamento, encontram-se 23 bens, entre eles os Conjuntos Ferroviários do Pátio do Pari, no Brás, e da Guanabara, em Campinas.

"A ferrovia constituiu um dos principais fatores da configuração atual do território do estado de São Paulo, contribuindo fortemente para a formação de culturas locais e regionais. Por isso, desde 2009 a Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH) desenvolve estudos sistemáticos e aprofundados das companhias férreas que operaram no estado, que somam mais de 1.400 estações e/ou conjuntos ferroviários. O trabalho técnico visa identificar e valorar culturalmente determinados bens, móveis e imóveis, cujos atributos sejam representativos de processos históricos mais amplos para a formação de São Paulo", explica José Antônio Chinelato Zagato, arquiteto da UPPH.
O Condephaat tem como critérios centrais para identificação, valoração e seleção do patrimônio ferroviário paulista: a expressividade histórica de um bem ferroviário para a formação social e econômica do estado; sua localização em entroncamentos, pontos iniciais ou terminais de linhas; a existência de soluções técnicas e estéticas próprias em sua construção; a presença de elementos que permitam a compreensão de conjunto ferroviário; além de fatores como inserção na paisagem, estado de conservação e presença em município considerado "estância-turística".


Data: 19/04/2017
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