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Nos dias 21, 23, 25, 27, 29 e 30 de setembro o Theatro São Pedro – equipamento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura – realiza a primeira apresentação no Brasil da ópera O Barbeiro de Sevilha (Il barbiere di Siviglia, ovvero La precauzione inutile), de Giovanni Paisiello (1740-1816). Escrita 34 anos antes da ópera homônima de Rossini, O Barbeiro de Sevilha de Paisiello é baseada na peça teatral Le barbier de Séville, de Beaumarchais, e foi estreada em 26 de setembro de 1782 em São Petersburgo.
Paisiello viveu o suficiente para acompanhar a montagem do compatriota Gioachimo Rossini, sobre o mesmo libretto e que faz várias referências à obra de Paisiello. “Para o público é uma oportunidade inédita para assistir a história que eles tanto conhecem com uma música que eles nunca ouviram”, comenta o maestro Emiliano Patarra, regente titular da Orquestra do Theatro São Pedro.
Para dirigir a estreia brasileira foram convidados dois italianos consagrados nos palcos de todo o mundo. Enzo Dara, que após uma brilhante carreira como cantor desenvolveu um celebrado trabalho como diretor de cena; e o maestro também italiano Sergio Monterisi, que assina a direção musical e regência.
No elenco dos dias 21, 23, 25, 27 e 29 de setembro estão o barítono brasileiro Manuel Alvarez (Fígaro), a soprano albanesa Artemisa Repa (Rosina), o tenor brasileiro Luciano Botelho (Conde Almaviva), o baixo-barítono italiano Alessio Potestio (Bartolo) e o baixo brasileiro Carlos Eduardo Marcos (Basilio).
No dia 30, o Theatro São Pedro abre espaço para os jovens cantores doppioni, que realizam uma récita a preços populares. Os doppioni são os cantores que ensaiam e estão prontos para substituir o primeiro elenco em uma eventualidade. Com esta iniciativa, o Theatro São Pedro propicia a estes jovens cantores a oportunidade de se apresentar para o grande público proporcionando uma experiência fundamental para suas carreiras.
Autor de mais de 80 óperas, Paisiello nasceu em Tarento, na Itália, em 1740, e aos 36 anos foi para a Rússia a convite da czarina Catherine II para ser mestre de capella em São Petersburgo – onde em 1782 estreou O Barbeiro de Sevilha, mais tarde revisto e levado para a Itália. Paisiello passou ainda por Paris, a convite de Napoleão, por Viena e retornou à Itália, para trabalhar em Nápoles. Ele foi muito popular em seu tempo, sendo considerado um dos mais famosos compositores de ópera do período clássico.
Elenco dias 21, 23, 25, 27 e 29 de setembro
Manuel Alvarez, barítono (Brasil) – Fígaro
Artemisa Repa, soprano (Albania) – Rosina
Luciano Botelho, tenor (Brasil) – Conde Almaviva
Alessio Potestio, baixo-barítono (Itália) – Bartolo
Carlos Eduardo Marcos, baixo (Brasil) – Basilio
Elenco dia 30 – Récita popular com elenco de jovens cantores
Theatro São Pedro
Orquestra do Theatro São Pedro
Sergio Monterisi (Itália), direção musical e regência
Enzo Dara (Itália), direção cênica
GIOVANNI PAISIELLO
Il Barbiere di Siviglia (1ª representação no Brasil)
Libreto de Giuseppe Petrosellini
Nova Produção do Theatro São Pedro
Enzo Dara, direção cênica
Um dos mais talentosos baixos-bufo do nosso tempo, em mais de cinquenta anos de carreira - 44 como cantor e 22 como diretor de cena -, Enzo Dara realizou interpretações que trouxeram nobreza aos personagens do repertório italiano. Já cantou nos teatros mais importantes do mundo: La Scala em Millão, Staatsoper de Viena, Opera de Paris, Covent Garden de Londres, Metropolitan de Nova York, Colón de Buenos Aires, além de Moscou, Tóquio, Barcelona, Madri, Berlim, Hamburgo, Houston, Bruxelas, Zurique, Praga... Na Itália, além de ter pisado os palcos de todas as casas de ópera, participou de espetáculos no Festival de Ópera de Rossini, em Pesaro, e no Festival Donizetti de Bergamo, onde em 1991 foi agraciado com o Prêmio Donizetti. Cantou 24 anos sob a regência de Claudio Abbado, em seus 14 anos no La Scala, e com maestros como Gavazzeni, Levine, Ozawa, Muti, Schippers, Bertini e Chailly, com diretores como Giorgio Strehler, Zeffirelli Ponnelle, Ronconi, Chéreau, Pizzi, Kemp Walmann, Salvatores, Gregory e Musbach.
Como diretor cênico, comandou óperas no Teatro Regio de Turim, Filarmonico de Verona, Bellini de Catania, Comunale de Bolonha e ainda em Tel Aviv, Atenas, Monte-Carlo e São Paulo, sempre com óperas do seu repertório.
Sendo formado em jornalismo, Dara já trabalhou com revistas na Itália e no exterior, publicou dois livros: Anche Il buffo nel suo Piccolo, em 1994 com reedições em 1996 e 2001, e Personaggi in chiave, com reimpressão em 2004. Agora está terminando o terceiro livro, Momenti di carriera: i personaggi perduti.
Em Mantua, sua cidade natal, fundou com sede no Teatro Bibiena o Laboratório de Teatro Musical de 1700, com o objetivo de ajudar jovens cantores, músicos e profissionais de palco e técnica, apresentando obras de Galuppi, Paisiello, Mozart, Pergolesi e Salieri.
Atualmente está na Academia de Canto do Teatro La Scala, onde ensina arte cênica.
Sergio Monterisi, direção musical e regência
Sergio Monterisi estudou no Conservatório Niccolò Piccinni, em sua cidade natal, Bari, na Itália. Ele também é formado em Letras, com ênfase na história da música e com tese sobre música e filosofia no Renascimento florentino.
Monterisi se apresentou em mais de 150 concertos como solista de piano, em vários grupos de câmara e como acompanhante em recitais vocais.
Ele foi assistente do compositor italiano Nicola Scardicchio, assistente do maestro Marco Guidarini no Festival KlangBogen em Viena.
Fez sua estreia como maestro de ópera em 2000 em Falstaff, de Verdi, no Teatro Mancinelli em Orvieto. Em 2002 ingressou no New England Conservatory como regente titular da NEC Sinfonietta e regente assistente de Dante Anzolini e no ano seguinte foi nomeado maestro residente e diretor da NEC Sinfonietta.
Em 2004 ele fundou o Festival de Ópera de Bitonto e, desde 2005, a convite do maestro Marco Guidarini, é regente assistente na Ópera de Nice, na França, onde regeu cerca de 120 concertos com a Orquestra Filarmônica de Nice e o Ensemble Apostrophe.
Também é convidado de diversas orquestras internacionais, como a Sinfônica Acadêmica de S. Petersburgo, Orchestra del Teatro Carlo Felice di Genova, Orchestre Symphonique de l'Opéra de Toulon, Orquesta di Vallès, Karkhov Symphony Orchestra, Sofia National Radio Orchestra, Orchestra Sinfonica della Provincia di Bari, Orchestra del Teatro Vittorio Emanuele di Messina, dentre outras, em temporadas sinfônicas e festivais.
Manuel Alvarez, barítono (Fígaro)
O barítono Manuel Alvarez iniciou a carreira musical em 1999 no Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Naquele ano, foi solista na ópera Lo Schiavo, de Carlos Gomes, interpretando Iberê, em turnê brasileira. No mesmo teatro foi Gonzáles em Il Guarany, Paolo em Simon Boccanegra, Germon em La Traviata, Sharpless em Madama Butterfly, Orador em A flauta mágica, Belcore em O Elixir do Amor e o papel título de Macbeth. Interpretou ainda Ford em Falstaff, Baron em Olga e Emílio no Chapéu de Palha, no Teatro Municipal de São Paulo, além de Gianni Schicchi e Werther no Teatro Amazonas.
No Palácio das Artes, em Belo Horizonte, fez Amonasro em Aida, Zurga em O Pescador de Pérolas. Na Argentina, participou da ópera Jerusalem de Verdi como Roger, no Teatro Roma, e de Carmen como Escamillo, no Estádio Luna Park, em Buenos Aires. Em 2010, integrou a Cia Brasileira de Ópera, dirigida pelo maestro John Neschling, interpretando o personagem Bartolo na ópera O Barbeiro de Sevilha. Em 2011 participou da ópera Aida no Teatro Municipal de Santiago do Chile.
Artemisa Repa, soprano (Rosina)
Formada na Accademia delle Arti de Tirana, na Albânia, Artemisa Repa fez especialização no Conservatório de Música Santa Cecilia de Roma, classificando-se em primeiro lugar entre mais de cem cantores de diversas nacionalidades. Aperfeiçoou-se com Mirella Freni, Raina Kabaivanska e Kátia Ricciarelli.
Venceu concursos como o Concurso Internacional G. Rossini de Bad Wildbad (Alemanha, 2003), Concurso Lírico Enrico Caruso, de Milão (2004), Concurso Internacional Martinelli-Pertile, de Montagnana (Itália, 2004), Concurso Internacional Zandonai, de Riva del Garda (Itália, 2004), Concurso Internacional Marja Kraja, de Tirana (Albânia, 2004).
Tem se apresentado como solista em vários países, interpretando papéis protagonistas em óperas, como Serpina em La Serva Padrona de Pergolesi (2001), Carolina em Il Matrimonio Segreto de Cimarosa (2001), Lucy em O Telefone de Menotti (2003), Giulia em La Scala di Seta de Rossini (2003), Giulietta em I Capuleti e I Montecchi de Bellini (2008) e Gilda em Rigoletto de Verdi (2010).
Luciano Botelho, tenor (Conde Almaviva)
Radicado em Londres, o tenor carioca desenvolve extensa carreira internacional desde 2005, quando interpretou Il Principe em La Bella Dormente nel Bosco de Respighi em Portugal. Cantou ainda Ramiro em La Cenerentola no Teatro Nacional de Belrgrado, na Sérvia, e Fenton em Falstaff e Rinuccio em Gianni Schicchi em Londres.
Em 2007 foi o único representante brasileiro no concurso BBC Cardiff Singer of the World e em 2002 participou do VI Festival de Ópera de Manaus, em Don Giovanni de Mozart.
Bacharel em Música Sacra pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, foi premiado como Melhor Intérprete da Música de Oscar Lorenzo Fernandes no Concurso Francisco Mignone (2000), e 3º lugar e Melhor Intérprete de Música Brasileira no Concurso Amália Conde (2001).
Alessio Potestio, baixo-barítono (Bartolo)
Italiano de Roma, Alessio Potestio iniciou os estudos com o maestro Paolo Silveri, e formou-se em canto no Conservatorio di Musica di S. Cecilia di Roma. Atualmente prossegue os estudos de canto com o barítono Roberto Frontali.
Em 2003 estreou em O Avarento de F. Gasparini, no papel de Pancrazio, com a Orquestra Romabarocca Ensemble sob regência do maestro Ugo Gregoretti no Festival Internazionale di Sarre.
Em 2004 venceu o Primeiro Prêmio no concurso nacional da Città di Bacoli. Em seguida foi finalista no concurso As.Li.Co. de Como, cantando nos teatros do circuito lírico da Lombardia, interpretando o Marquês d’Obigny na Traviata de Verdi e Johan em Werther de Massenet.
No mesmo ano, foi Silvio em I Pagliacci de Leoncavallo no Concurso Internacional Anselmo Colzani, reapresentada no Teatro Consorziale di Budrio, com regência deGigliola Frazzoni.
Recebeu ainda o terceiro prêmio no Concurso Internacional para cantores líricos Premio città di Nettuno e o segundo prêmio no Concurso Internacional para Cantores Líricos de Orvieto.
Carlos Eduardo Marcos, baixo (Basilio)
Pianista, cantor e advogado, Carlos Eduardo nasceu em São Paulo e se graduou em Música e Direito, sendo ainda Mestre em Teologia. Estudou canto lírico com Mitzi Frölich, Caio Ferraz e Benito Maresca, tendo também participado de master classes com os baixos Yevgeny Nesterenko e Robert Holl.
Carlos Eduardo tem interpretado os principais papéis para sua tessitura vocal, em cerca de 40 títulos, sob a regência de maestros como Abel Rocha, Alex Klein, Aylton Escobar, Celso Antunes, Eleazar de Carvalho, Francesco La Vecchia, Gianluca Martinenghi, Ira Levin, Isaac Karabtchevsky, Jamil Maluf, José Maria Florêncio, John Neschling, Kristian Commichau, László Marosi, Luís Fernando Malheiro, Lutero Rodrigues, Mara Campos, Mário Zaccaro, Naomi Munakata, Nicolau de Figueiredo, Oswaldo Ferreira, Sir Richard Armstrong, Roberto Minczuk, Roberto Tibiriçá, Rodrigo de Carvalho, Samuel Kerr, Tiago Pinheiro, Túlio Colaccioppo, Víctor Hugo Toro, Walter Lourenção, entre outros.
O Barbeiro de Sevilha (Il barbiere di Siviglia, ovvero La precauzione inutile)
Dias: 21, 25, 27 e 29 de setembro às 20h; 23 e 30 de setembro às 17h
Theatro São Pedro
Direção Geral: Paulo Esper
Rua Rua Barra Funda, esquina com Rua Albuquerque Lins - São Paulo
Tel.: (11) 3667.0499 - Metrô Marechal Deodoro (636 lugares)
www.theatrosaopedro.org.br
Ingressos:
Dias 21, 23, 25, 27 e 29 de setembro: R$ 40,00, R$ 30,00 e R$ 20,00 (desconto de 50% para professores, estudantes e pessoas com mais de 60 anos).
Dia 30 - Récita popular com elenco de jovens cantores: R$ 10,00 (desconto de 50% para professores, estudantes e pessoas com mais de 60 anos).
Bilheteria: terça a domingo das 10 às 18 horas. Em dia de evento noturno, até o início do espetáculo.
Ingresso rápido: Tel.: (11) 4003.1212 | www.ingressorapido.com.br