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Memorial da Resistência

O Memorial da Resistência, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, administrada pela Associação Pinacoteca Arte e Cultura – APAC, prorroga exibição da exposição Carta Aberta – correspondências na prisão, até 18 de setembro de 2017.  Composta de aproximadamente 70 cartas, de dentro e fora da prisão, trocadas entre presos políticos e seus familiares e amigos entre os anos de 1969 a 1974, a mostra também traz fotografias, cartões comemorativos e de solidariedade, artesanatos produzidos na prisão e uma obra “Carta a Sérgio Ferro” (1973), do artista e ex-preso político Alípio Freire. Além de um testemunho da ex-presa política Maria Aparecida Costa Cantal sobre a importância das correspondências naquele contexto. Outros testemunhos estão sendo coletados durante o período da exposição, que tem curadoria de Kátia Felipini e Luiza Giandalia e comunicação visual da Zol Design.

“A realização dessa exposição só foi possível graças à colaboração e a confiança de ex-presos políticos e familiares convidados que, ao entregarem suas cartas, permitiram que fossem abertas, lidas e expostas ao público. Mas aqueles, que por ventura, ainda possam preservar suas cartas, o museu as receberá para compor a mostra”, explica Luiza Giandalia, curadora da exposição.

Sobre Carta Aberta – correspondências na prisão
A exposição foi realizada com o intuito de contar um pouco sobre um momento crucial na vida de pessoas que lutaram pelos ideais de liberdade e democracia, usurpados pela Ditadura Civil-Militar entre os anos de 1964 e 1985 no Brasil. São cartas que foram mantidas sob os cuidados dos próprios ex-presos e familiares por mais de quatro décadas, e que agora voltam a ganhar vida ao serem abertas. Seus conteúdos articulam elementos fundamentais da vida humana sob a drástica condição imposta pelo confinamento. Além de apresentar uma antologia dessas cartas, selecionadas a partir da definição de temas marcantes, como o da chegada na prisão; os cuidados para informar sem causar demasiada preocupação; as inúmeras descobertas e superações individuais e coletivas; a angústia constantemente sentida durante as transferências, e os processos de julgamento, que precedem a tão almejada liberdade.

As cartas testemunham as vivências de ambos os lados – o de dentro e o de fora. Revelam experiências íntimas e profundas, bem como a necessidade de informar e ser informado e os mútuos esforços na incansável tentativa de promover um pouco de conforto para aquele que estava distante.

Toda a estrutura da exposição foi pensada a partir da proposta de um roteiro, que pode ser seguido pela numeração dos painéis, ou por meio de visita independente, permitindo outros trajetos de leitura, uma vez que os assuntos tratados perpassam todas as cartas.  

Serviço:
Exposição: Carta Aberta – correspondências na prisão

Memorial da Resistência de São Paulo
Sala 2 – 3º andar
Largo General Osório, 66 – Luz
Encerramento: 18 de setembro  de 2017
Funcionamento de quarta a segunda-feira, das 10h00 às 18h00
Entrada gratuita
Classificação livre
memorialdaresistenciasp.org.br








 

Fonte: Assessoria de imprensa - SEC
Data: 28/06/2017
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