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São Paulo Companhia de Dança estreia temporada no Teatro Sérgio Cardoso

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD), mantida pelo Governo do Estado de São Paulo, sob direção de Inês Bogéa, inicia as apresentações da sua temporada de espetáculos 2017 em junho, no Teatro Sérgio Cardoso. Depois de uma bem-sucedida turnê internacional em países como França, Israel, Bélgica e Alemanha, a Companhia volta ao Brasil para apresentar obras de seu repertório e quatro estreias: Pássaro de Fogo (2010), de Marco Goecke, remontada por Giovanni Di Palma; 14’20’’ (2007), de Jirí Kylián, remontada por Nina Botkay; Suíte de Raymonda (1898), de Guivalde de Almeida a partir da coreografia original de 1898 de Marius Petipa (1818-1910) e Primavera Fria (2017), segunda criação de Clébio Oliveira para a SPCD.

Suíte para Dois Pianos (1987), de Uwe Scholz, Indigo Rose (1998), de Kylián, e La Shylphide (2014), de Mario Galizzi, a partir do original de 1836 de August Bournonville (1805-1879), completam o repertório.

“A temporada 2017 tem como tema Pássaro de Fogo, símbolo de luz. Uma ave lendária, mítica e imortal, capaz de se regenerar, de encontrar potência para sua existência pelo encorajamento e superação. Este tema vem ao encontro das observações, reflexões e transformações do Brasil dos dias atuais”, fala Inês Bogéa, diretora artística da SPCD.

Serão quatro semanas de espetáculos divididas em diferentes três programas:

PROGRAMA 1
Nos dias 1, 2, 3 e 4 de junho, o programa é composto por: estreias de Suíte de Raymonda (2017), a partir do original de 1898 de Marius Petipa, remontada por Guivalde de Almeida e Primavera Fria (2017), de Clébio Oliveira, além de Pivô (2016), de Fabiano Lima e Ngali... (2016), de Jomar Mesquita, com colaboração de Rodrigo de Castro.

Primavera Fria (2017), de Clébio Oliveira para a SPCD, “examina a anatomia de uma ruptura inesperada. É uma jornada do corpo pela perda do objeto amoroso enquanto experiência psíquica e neurológica. Desejo, narcisismo, inadequação corporal, vulnerabilidade estão presentes na obra”, explica o coreógrafo.

Já Suíte de Raymonda (2017), de Guivalde de Almeida a partir do original de 1898 de Marius Petipa (1818-1910), integra o terceiro ato do balé e mostra um divertissement da dança clássica em que vemos a beleza dos desenhos dos corpos na cena e a potência do balé. Guivalde assina esta remontagem ampliando o espaço de criação para artista da dança do Brasil.

Duas obras exclusivas para a São Paulo Companhia de Dança e premiadas em enquete promovida pelo Guia da Folha em 2016 completam a primeira semana de espetáculos: Pivô (2016), de Fabiano Lima, premiada com o terceiro lugar como Melhor Espetáculo de Dança na escolha do júri, que se vale das referências do basquete, do hip-hop e da dança contemporânea. E Ngali... (2016), de Jomar Mesquita, com colaboração de Rodrigo de Castro, escolhida pelo público como Melhor Espetáculo de Dança de 2016, inspirada no filme La Ronde, adaptado para o cinema por Max Ophüls inspirado na peça de mesmo nome de 1897, de Arthur Schnitzler (1862-1931).

PROGRAMA 2
Nos dias 8, 9, 10 e 11 de junho, o programa é composto pelas estreias Pássaro de Fogo (2010), de Marco Goecke, remontada por Giovanni Di Palma e 14’20’’ (2007), de Jirí Kylián remontada por Nina Botkay, além de Suíte para Dois Pianos (1987), de Uwe Scholz, e Indigo Rose (1998), também de Kylián.

Pássaro de Fogo (2010), de Marco Goecke ganha remontagem de Giovanni Di Palma. “Marco Goecke criou este pas de deux para a música de Stravinsky – composta para o balé de Michel Fokine (1880-1942), The Firebird, estreado em 1910 – na ocasião dos 100 anos da obra, durante o Holland Dance Festival (2010). Goecke remodela o que na época estava totalmente de acordo com o caráter dos contos de fada russos originais – a luta de Ivan Tsarevich contra o mágico Koschei para libertar Tsarevna e seus companheiros do cativeiro – desembocando em um encontro entre duas criaturas tímidas. Utiliza dois trechos da música de Stravinsky: o acalanto no qual o mítico pássaro faz todos adormecerem com sua mágica e o trecho final da obra. Seu dueto pode ser interpretado, inclusive, como um encontro entre o pássaro de fogo e o príncipe, duas criaturas de diferentes naturezas: um pássaro que dança e um humano que voa”, fala Nadja Kadel, produtora de Goecke.

14’20’’ (2007), de Jirí Kylián remontado por Nina Botkay é a centésima obra de Kylián e foi criada para comemorar o 50º aniversário do Nederlands Dans Theatre 2. É um extrato de seu balé 27’52’’, no qual o título da coreografia tem como referência o tempo de duração da obra. Com música especialmente composta por Dirk Haubrich, o dueto extremamente físico exige uma entrega total dos intérpretes. “O tempo é o tema base nessa obra. As vozes dos bailarinos originais, que escolheram seus próprios textos para gravar, são executadas para frente e ao revés, assim como os passos da coreografia, causando a sensação de voltar no tempo”, conta Nina Kotkay.

A programação da segunda semana se completa com Suíte para Dois Pianos (1987), de Uwe Scholz, inspirada nas reflexões do artista plástico Wassily Kandinsky (1866-1944), e na música de Sergei Rachmaninoff (1873-1943), e Indigo Rose (1998), de Jirí Kylián, onde o coreógrafo explora a vivacidade de seus intérpretes para criar uma peça sobre a transição da juventude e as relações humanas.

PROGRAMA 3
Na terceira e quarta semanas, dias 16 a 18 e 22 a 25 de junho, La Sylphide (2014), de Mario Galizzi a partir do original de 1836 de August Bournonville (1805-1879), volta ao palco do Teatro Sérgio Cardoso.  A obra, um conto de fadas para todas as idades, é um marco do balé romântico no qual a dupla aparição feminina – sensual e etérea – simboliza a dualidade do corpo e do espírito. A obra é dividida em dois atos: no primeiro vemos a cena dos preparativos para a festa de casamento de James e Effie, e os encontros e desencontros do amor. No segundo, encontramos um mundo imaginário, permeado de personagens fantásticos como sylphides – seres alados da floresta – e bruxas.

POR DENTRO DO ESPETÁCULO
Durante toda a temporada da SPCD, Inês Bogéa comanda o Por Dentro do Espetáculo. Neste encontro a diretora da Companhia, acompanhada por dois bailarinos, conta detalhes e curiosidades sobre os bastidores do programa que o público assistirá na sequência. A conversa acontece no balcão do Teatro Sérgio Cardoso, 45 minutos antes do início das apresentações e a entrada é gratuita.

PROGRAMA EDUCATIVO E DE FORMAÇÃO DE PLATEIA
Além das apresentações noturnas, a SPCD apresenta Espetáculos Gratuitos para Estudantes e Terceira Idade nos dias 2, 21 e 20 de junho, às 15h00, também no Teatro Sérgio Cardoso. Na ação, o público estabelece um contato geral com o universo da dança: assiste a coreografia, trechos de obras do repertório da Companhia e recebe um material didático com ilustrações assinadas por cartunistas brasileiros. Durante a atividade, Inês Bogéa sobe ao palco para mediar brincadeiras com os alunos, trazendo a dança para uma linguagem lúdica e divertida. As vagas estão esgotadas.

ACESSIBILIDADE
Desde 2013 a São Paulo Companhia de Dança utiliza o recurso de audiodescrição – modo que transmite ao público cego e surdo, por meio de fones de ouvido, informações sobre cenário, figurino e, principalmente, os movimentos dos bailarinos – em suas apresentações por espaços públicos do interior e da capital de São Paulo. E desde 2014, com o objetivo de viabilizar a implantação de mais recursos de acessibilidade comunicacional, a SPCD, ampliou o programa por meio da tecnologia avançada do aplicativo gratuito Whatscine transmite para smartphones e tablets os recursos de audiodescrição, interpretação em LIBRAS e subtitulação, permitindo às pessoas com deficiência entrar em contato com a experiência da dança. A SPCD possui fones de ouvido e tablets para as pessoas que não tem o aplicativo em seus celulares.

OCUPAÇÃO SPCD
O Teatro Sérgio Cardoso torna-se a segunda casa da SPCD. Durante a temporada, o espaço é transformado, estabelecendo uma identidade visual entre o público e o universo da dança e da Companhia: as portas de vidro e as janelas do Teatro são adesivadas com imagens das coreografias que serão apresentadas. A plateia também pode conhecer e tirar fotos com os bailarinos no Lambe-Lambe, optando por vestir parte dos acessórios e figurinos utilizados nas apresentações. As fotos são disponibilizadas posteriormente na Fanpage da SPCD no Facebook.

SAIBA MAIS SOBRE AS OBRAS

PROGRAMA DE 1 A 4 DE JUNHO

ESTREIA | PRIMAVERA FRIA (2017)
Coreografia e figurino: Clébio Oliveira
Músicas: Matresanch
Iluminação: Mirella Brandi

A perda do objeto amoroso é um tema que há séculos inquieta e inspira poetas, pensadores e artistas. Mas, longe de constituir uma experiência metafísica, essa perda é vivenciada no corpo por meio de um intrincado encadeamento bioquímico sofrido e produzido pelo cérebro humano. Percepção, cognição e resposta. Estudiosos da psique, e seus dispositivos neurológicos também se renderam a este tema, trazendo para o campo da ciência o que já florescia na filosofia e na arte. Primavera Fria examina a anatomia de uma ruptura inesperada. É uma jornada do corpo pela perda do objeto amoroso enquanto experiência psíquica e neurológica. A obra propõe um mapeamento afetivo-sensorial do corpo em nosso cérebro.

Clébio Oliveira é bailarino, coreógrafo e professor de dança contemporânea. Como bailarino dançou na Cia. de Dança Deborah Colker (Rio de Janeiro) e na Toula Limnaios (Alemanha). Como coreógrafo independente cria projetos solos e trabalhos para diversas companhias no Brasil e no exterior. Em 2012, recebeu o prêmio Hoffnungträger (Coreógrafo Mais Promissor), concedido pela revista alemã TanzMagazine, e em 2011, venceu a competição National Choreographic Competion of Chicago (EUA). Desde 2008 reside em Berlim, onde atua como artista independente.

ESTREIA | SUÍTE DE RAYMONDA (2017)
Coreografia: Marius Petipa (1818-1910)
Remontagem para a SPCD: Guivalde de Almeida
Música: Alexandre Glazunov (1865-1936)
Figurino: Tânia Agra

Essa obra integra o terceiro ato do balé e mostra um diverssement da dança clássica em que vemos a beleza dos desenhos dos corpos na cena e a potência do balé. Guivalde de Almeida assina esta remontagem, ampliando o espaço de criação para o artista da dança do Brasil.

Guivalde de Almeida é diretor artístico da Cia. Brasileira de Danças Clássicas e da Especial Academia de Ballet. Representa o Estado de São Paulo como delegado do Conselho Brasileiro de Dança. Durante 10 anos foi o responsável pelo balé do projeto Aprendiz de Maestro. É mestre de balé convidado em importantes escolas do país tendo sido premiado nos mais importantes festivais de dança do Brasil e exterior. Foi professor ensaiador da SPCD entre 2013 e 2014.

PIVÔ (2016)
Coreografia: Fabiano Lima
Músicas: Quem sabe? (1859) cantada por Adriana de Almeida e executada ao piano por Olinda Alessandrini e Bailado dos índios da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes (1836-1896), executadas pela Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo sob regência de Armando Bellardi
Figurino: Cássio Brasil
Luz: Guilherme Paterno
Duração: 16 minutos

Criada para o Ateliê de Coreógrafos 2016, a obra se vale de referências do basquete, do hip-hop e da dança contemporânea. Com música da ópera O Guarani, de Carlos Gomes, a coreografia traz para a cena o ambiente brasileiro com sonoridades conhecidas. O figurino de Cássio Brasil dialoga com a luz de Guilherme Paterno e evidencia as diferentes camadas de cor da obra. “É uma coreografia de troca e percepção para entendermos como essa dança passa de um corpo para o outro. Gosto de trabalhar com elementos cênicos, dá identidade aos meus trabalhos”, diz Fabiano. A obra foi premiada com o terceiro lugar na escolha do júri como Melhor Espetáculo de Dança de 2016 em enquete promovida pelo Guia da Folha.

NGALI... (2016)
Coreografia: Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro
Figurino: Fernanda Yamamoto
Músicas: Por Toda a Minha Vida, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes cantada por Cibelle; Melancolia e Uma Canção pra Você (Jaqueta Amarela), de Assucena Assucena executada por As Bahias e a Cozinha Mineira; Segunda Chance, composta e executada por Johnny Hooker; Volta, de Lupicínio Rodrigues cantada por Adriana Calcanhoto; O Desejo Do Desejo Do Desejo, de Celso Sim e Pepe Mata Machado; Vai Saber, de Adriana Calcanhoto cantada por Marisa Monte.
Iluminação: Joyce Drummond

Segunda criação de Jomar Mesquita para a SPCD, a obra tem como referência a peça teatral La Ronde, de Arthur Schnitzler - escrita em 1897, a obra retrata diferentes relações amorosas que incluem um terceiro – e traz elementos da dança dois a dois para retratar as diferentes formas de amar. Ngali é uma palavra de origem aborígine da Austrália Ocidental, cujo significado, sem correspondente em outro idioma, é: "nós dois, incluindo você". Em oposição a outro pronome da mesma língua - Ngaliju - que quer dizer: "nós dois, excluindo você". Ngali... recebeu prêmio de Melhor Espetáculo de Dança em 2016 pela escolha do público em enquete promovida pelo Guia da Folha.

PROGRAMA DE 8 A 11 JUNHO

ESTREIA | PÁSSARO DE FOGO (2010)
Coreografia: Marco Goecke
Remontagem para a SPCD: Giovanni Di Palma
Música: Igor Stravinsky (1882-1971), The Firebird (Bercuse e final)
Figurino: Marco Goecke e Michaela Springer
Iluminação: Udo Haberland

“Marco Goecke criou este pas de deux para a música de Stravinsky – composta para o balé de Michel Fokine (1880-1942), The Firebird, estreado em 1910 – na ocasião dos 100 anos da obra, durante o Holland Dance Festival (2010). Goecke remodela o que na época estava totalmente de acordo com o caráter dos contos de fada russos originais – a luta de Ivan Tsarevich contra o mágico Koschei para libertar Tsarevna e seus companheiros do cativeiro – desembocando em um encontro entre duas criaturas tímidas. Utiliza dois trechos da música de Stravinsky: o acalanto, no qual o mítico pássaro faz todos adormecerem com sua mágica e o trecho final da obra. Seu dueto pode ser interpretado, inclusive, como um encontro entre o pássaro de fogo e o príncipe, duas criaturas de diferentes naturezas: um pássaro que dança e um humano que voa”, fala Nadja Kadel, produtora de Goecke.

Marco Goecke nasceu em Wuppertal (Alemanha) e começou seus estudos sem dança em 1998. Dançou no Deutsche Staatsoper Berlin e no Theater Hagen Ballet, onde criou sua primeira peça, Loch. Coreografou para diversas companhas como Stuttgart Ballet, onde foi coreógrafo residente, Hamburg Ballet, Norwegian National Ballet, Les Ballets de Monte Carlo, Leipzig Ballet, entre outras. Recebeu o Nijinsky Award em 2006 como um dos mais importantes coreógrafos de dança contemporânea dos últimos tempos. Em 2013, criou Peekaboo para a São Paulo Companhia de Dança, que tem em seu repertório Supernova (2009), também de Goecke.

ESTREIA | 14’20’’ (2007)
Coreografia: Jirí Kylián (trecho da obra 27’52’’)
Remontagem para a SPCD: Nina Kotkay
Música: Dirk Haubrich (inspirada em dois temas da Sinfonia nº 10 de Gustav Mahler)
Figurino: Joke Visser
Iluminação: Kees Tjebbes e Loes Schakenboos

Esta é a centésima obra de Kylián e foi criada para comemorar o 50º aniversário do Nederlands Dans Theatre 2. É um extrato de seu balé 27’52’’, no qual o título da coreografia tem referência ao tempo de duração da obra. Com música especialmente composta por Dirk Haubrich, o dueto extremamente físico exige uma entrega total dos intérpretes. “O tempo é o tema base nessa obra. As vozes dos bailarinos originais, que escolheram seus próprios textos para gravar, são executadas para frente e ao revés, assim como os passos da coreografia, causando a sensação de voltar no tempo”, conta Nina Kotkay.

Jirí Kylián é um dos grandes nomes da dança mundial. Seu estilo é marcado pelo rigor e tem como fundamento a técnica clássica revisitada de maneira contemporânea. Foi diretor artístico do Nederlans Dans Theater (NDT), em Haia, Holanda, por mais de 20 anos. Nesse período criou mais de 70 obras. Atualmente tem coreografias encenadas por diversas companhias do mundo. A SPCD tem em seu repertório outras três obras de Jirí Kylián: Indigo Rose (1998), Petite Mort (1991) e Sechs Tänze (1986).

INDIGO ROSE (1998)
Coreografia e cenografia: Jirí Kylián
Assistente de Coreografia: Amos Ben-Tal
Músicas: Robert Ashley (1930-2014), François Couperin (1668-1733), John Cage (1912-1992) e J. S. Bach (1685-1750)
Figurinos: Joke Visser
Iluminação original: Michael Simon
Desenho de Luz (novo): Kees Tjebbes

Em Indigo Rose, o coreógrafo explora a vivacidade de seus intérpretes para criar uma peça sobre a transição da juventude e as relações humanas. A movimentação rápida, virtuosa, articulada e ao mesmo tempo lírica, faz alusão à busca pela perfeição, intangível segundo Kylián. Na cena, uma cortina de seda branca cria jogos de luz e sombra, que somados a projeções dos bailarinos, alteram a percepção de quem vê.

SUÍTE PARA DOIS PIANOS (1987)
Coreografia, cenário e figurino: Uwe Scholz (1958-2004)
Música: Suíte para Dois Pianos Opus 17 de Sergei Rachmaninoff (1873-1943)
Remontagem para a SPCD: Giovanni Di Palma
Confecção de figurinos: KM 36 Confecções – Cris Driscoll

Em Suíte para Dois Pianos, o coreógrafo alemão Uwe Scholz (1958-2004) criou movimentos inspirados nas reflexões do artista plástico Wassily Kandinsky (1866-1944) e na música do russo Sergei Rachmaninoff (1873-1943). Quatro obras de Kandinsky são projetadas ao fundo da cena ampliando a relação entre as diferentes artes. Uwe foi um coreógrafo que espelhou na dança a estrutura, as dinâmicas e as intensões da música.

PROGRAMA DE 16 A 18 E DE 22 A 25 DE JUNHO

LA SYLPHIDE (2014)
Coreografia: Mario Galizzi a partir do original de 1836 de August Bournonville (1805-1879)
Música: La Sylphide, de Herman Severin Lovenskjold (1815-1870)
Cenário: Marco Lima
Figurinos: Beth Filipecki (personagens), Marilda Fontes (sylphides)
Iluminação: José Luis Fiorruccio

A obra é um conto de fadas para todas as idades, é um marco do balé romântico no qual a dupla aparição feminina – sensual e etérea – simboliza a dualidade do corpo e do espírito. A obra é dividida em dois atos: no primeiro vemos a cena dos preparativos para a festa de casamento de James e Effie, e os encontros e desencontros do amor. No segundo, encontramos um mundo imaginário, permeado de personagens fantásticos como sylphides – seres alados da floresta – e bruxas.

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA
direção artística |  Inês Bogéa

Criada em janeiro de 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) - gerida pela Associação Pró-Dança - é dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, bailarina, documentarista e escritora. A São Paulo é uma Companhia de repertório, ou seja, realiza montagens de excelência artística, que incluem trabalhos dos séculos XIX, XX e XXI de grandes peças clássicas e modernas a obras contemporâneas especialmente criadas por coreógrafos nacionais e internacionais. A difusão da dança, produção e circulação de espetáculos é o núcleo principal de seu trabalho. A SPCD apresenta espetáculos de dança no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior e é hoje considerada uma das mais importantes companhias de dança da América Latina pela crítica especializada. Desde sua criação já foi assistida por um público superior a 520 mil pessoas em 15 diferentes países, passando por mais 110 cidades, em mais de 580 apresentações.

Os Programas Educativos e de Formação de Plateia para a Dança, outra vertente de ação da SPCD, vem no movimento da Companhia a cada cidade por onde nos apresentamos encontramos pessoas que apreciam e praticam a arte da dança. Na Palestra Para os Educadores temos a oportunidade de diálogo sobre os bastidores dessa arte; nas Oficinas de Dança, um encontro para vivenciar o cotidiano dos bailarinos da SPCD e os Espetáculos Gratuitos Para Estudantes e Terceira Idade a proposta é de ver, ouvir e perceber o mundo da dança e por meio do Dança em Rede, uma enciclopédia de dança online e colaborativa disponível no site da Companhia, mapeamos a dança de cada cidade por onde a SPCD passa. A Companhia também promove espaços onde interessados na arte da dança possam compartilhar experiências. Assim criou o Seminário Internacional de Dança, que visa abordar a prática da dança em diferentes perspectivas e o Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança, evento que proporciona um ambiente de arte, permitindo um estudo teórico-prático de técnicas de dança.

A dança tem muitas histórias, e para revelar um pouco delas a Companhia criou a série de documentários Figuras da Dança, que traz para você essa arte contada por quem a viveu e pode ser vista nos canais Arte 1 e Canal Curta!. A série conta hoje com 33 episódios: Ismael Guiser (1927-2008), Ivonice Satie (1950- 2008), Ady Addor, Marilena Ansaldi, Penha de Souza, Ruth Rachou, Luis Arrieta, Hulda Bittencourt, Tatiana Leskova, Angel Vianna, Antonio Carlos Cardoso, Carlos Moraes, Décio Otero, Márcia Haydé, Sônia Mota, Ana Botafogo, Célia Gouvêa, Lia Robatto, Marilene Martins, Ismael Ivo, Edson Claro (1949-2013), Hugo Travers, J.C Violla, Cecília Kerche, Eva Schul, Janice Vieira, Eliana Caminada, Mara Borba, Jair Moraes, Paulo Pederneiras, Maria Pia Finnóchio, Nora Esteves e José Possi Neto. Em 2017, a série ganha um novo episódio dedicado a Aracy Evans. A SPCD também publicou seis livros de ensaios, além de documentários para professores e outros que registram os bastidores da sua ação.  
A Companhia é um lugar de encontro dos mais diversos artistas para que se possa pensar em um projeto brasileiro de dança.

INÊS BOGÉA -  Direção Artística | Inês Bogéa é doutora em Artes (Unicamp, 2007), bailarina, documentarista, escritora e professora no curso de especialização Arte na Educação: Teoria e Prática da Universidade de São Paulo (USP). De 1989 a 2001, foi bailarina do Grupo Corpo (Belo Horizonte). Foi crítica de dança da Folha de S. Paulo de 2001 a 2007. É autora de diversos livros infantis e organizadora de vários livros. Na área de arte-educação foi consultora da Escola de Teatro e Dança Fafi (2003-2004) e consultora do Programa Fábricas de Cultura da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (2007-2008). É autora de mais de quarenta documentários sobre dança.

SERVIÇO
SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA | TEMPORADA 2017 | TEATRO SÉRGIO CARDOSO

ESTREIA PRIMAVERA FRIA, DE CLÉBIO OLIVEIRA (2017) | ESTREIA SUÍTE DE RAYMONDA (2017), DA SPCD A PARTIR DO ORIGINAL DE 1898 MARIUS PETIPA | PIVÔ (2016), DE FABIANO LIMA | NGALI... (2016), DE JOMAR MESQUITA COM COLABORAÇÃO DE RODRIGO DE CASTRO
Dias 1 e 3 de junho | quinta-feira e sábado, às 21h
Dia 2 de junho | sexta-feira, às 21h30
Dia 4 de junho | domingo, às 18h
Indicação classificativa: Livre.

ESTREIA PÁSSARO DE FOGO (2010), DE MARCO GOECKE | ESTREIA 14’20’’ (2007), DE JIRÍ KYLIÁN | SUÍTE PARA DOIS PIANOS (1987), DE UWE SCHOLZ | INDIGO ROSE (1998), DE JIRÍ KYLIÁN
Dias 8 e 10 de junho | quinta-feira e sábado, às 21h
Dia 9 de junho | sexta-feira, às 21h30
Dia 11 de junho | domingo, às 18h
Indicação classificativa: Livre.

LA SYLPHIDE (2014), DE MARIO GALIZZI
Dias 16 e 23 de junho | sextas-feiras, às 21h30
Dia 17, 22 e 24 de junho | quinta-feira e sábados, às 21h
Dia 18 e 25 de junho | domingos, às 18h
Indicação classificativa: Livre.

ESPETÁCULO GRATUITO PARA ESTUDANTES E TERCEIRA IDADE
Dias 2, 20, e 21 de junho | sexta, terça e quarta-feira, às 15h
Inscrições encerradas. Para informações sobre o Espetáculo Gratuito para Estudantes e Terceira Idade escreva para o e-mail educativo@spcd.com.br

Local: Teatro Sérgio Cardoso
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo/SP
Capacidade: 835 lugares

Valor do ingresso/dia: R$ 40 (plateia central), R$ 20 (meia-entrada plateia central), R$ 30 (plateia lateral), R$ 15 (meia-entrada plateia lateral), R$ 20 (Balcão), R$ 10 (meia-entrada balcão) disponíveis no site www.ingressorapido.com.br pelo telefone 11 4003-1212 ou na bilheteria do Teatro Sérgio Cardoso, de quarta-feira a domingo, das 14h às 19h – telefone 11 3288-0136

Fonte: São Paulo Companhia de Dança
Data: 01/06/2017
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