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EXPOSIÇÃO

Mostra “A sala das nossas mulheres” destaca mulheres esquecidas da história

Publicado em 13 de dezembro de 2018

A trajetória de seis mulheres que deixaram marcas na história de Cruzeiro (SP), mesmo sem terem recebido grande reconhecimento, é contada na exposição “A sala das nossas mulheres”, por meio de documentos, fotografias e outras peças pertencentes ao acervo do Museu Major Novaes. A mostra inaugurou dia 6 de dezembro e fica aberta à visitação até 17 de fevereiro de 2019.

Resultado de parceria entre o Museu Major Novaes, ACAM Portinari e Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), a mostra narra as vidas de Dona Aurora, Irmã Alvin, Dona Celestina, Dona Fortunata, Dona Idealina e Ritta. Os dramas, lutas e conquistas dessas mulheres desafiaram regras sociais e ajudaram a traçar a identidade do município, um dos mais importantes do Vale do Paraíba.

“A sala das nossas mulheres’ teve como objetivo entender a relação entre memória e história femininas e sua relação com o museu e a cidade”
Célia Barros
Autora do projeto de formação

A exposição teve como ponto de partida o estudo do acervo do museu, de maneira que fosse possível tecer relações entre alguns objetos e a contemporaneidade. Durante a pesquisa, a curadoria de Cláudia Ribeiro, diretora do Museu Major Novaes (sob orientação de Célia Barros, autora do projeto de formação) evidenciou a presença dessas mulheres fundamentais para a história do município – cujos nomes e rostos, no entanto, não receberam o destaque merecido.

Dar voz e imagem a essas moradoras foram alguns dos desafios expositivos a serem resolvidos. Para isso, as instalações sonoras, com direção artística de Ewerton Federico, buscam realçar a invisibilidade das mulheres na escrita da história.

O diálogo com os alunos da Escola Municipal Professora Dalila Filgueiras Pinto buscou, por meio do desenho, o rosto de Dona Fortunata, conhecida como a “Matriarca de Cruzeiro”, cuja fisionomia não possui registro. Esses “retratos imaginativos” também fazem parte da mostra.

Os próprios visitantes, aliás, estão convidados a participar desse processo de reelaboração da história. A exposição conta com um pequeno ateliê de desenho e escrita à disposição do público interessado em usar a imaginação para preencher as lacunas do tempo.

 

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