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Iguape recebe 6ª edição do Festival Literário

A 6ª edição do Festival Literário de Iguape (FLI) acontece entre os dias 24 e 26 de maio na cidade de Iguape, região sul do Estado de São Paulo. O festival, que é realizado pelas Oficinas Culturais, Programa da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis e em parceria com a Prefeitura Municipal de Iguape, tem uma programação dedicada a discussões sobre conceitos de territórios e identidade.

O FLI conta com show, sarau e conversas com a presença de artistas como Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro, Elisa Lucinda, Ellen Oléria, Larissa Luz, Sandra de Sá e Daniel Munduruku, que discutem sobre identidade, ancestralidade e pluralidade de narrativas. Os eventos são gratuitos e serão na Praça da Basílica e Biblioteca Pública Municipal, além da programação preparada para as escolas municipais, bem como oficinas e workshops em sete municípios do Vale.

Segundo Fernando Fado, coordenador de Programação das Oficinas Culturais, ao longo das últimas cinco edições, o Festival tem se consolidado na cidade de Iguape e passado por um processo de capilarização pelo Vale do Ribeira. “É a manutenção e abertura constante de diálogos com escritores, educadores, gestores, artistas e moradores da região. O trabalho se dá na busca pelo estreitamento das relações com a população, e o reflexo disso está na concepção dessa sexta edição do evento”, comenta.

Além disso, a riqueza do Vale do Ribeira, compreendida, dentre outros fatores, por seus patrimônios históricos, seus povos tradicionais, suas culturas populares, sua preciosidade ambiental, além do fato de possuir o maior número de comunidades remanescentes de quilombos do Estado de São Paulo, diz muito sobre Identidade, decorrente da história deste território secular.

“A abordagem dessa temática é consequência do percurso do Festival, criado em 2013, e que, aos poucos, foi se conectando com a geografia local. Quando falamos do reflexo na concepção dessa sexta edição, falamos de um filho que se reconhece em sua casa, na artesania do cotidiano caiçara, quilombola, indígena, caboclo, ribeirinha etc”, reforça Fado.

Durante os três dias de Festival, o público encontra no Ponto do Livro um espaço de troca de livros infantis, adultos e gibis. O que é lugar de fala e qual a importância de buscar outros olhares que rompam com a história única? Para falar sobre o assunto, Djamila Ribeiro participa do bate-papo sobre seu livro O que é lugar de fala? (2017), que acontece na quinta-feira (24) às 20h00. Sexta-feira (25) às 21h30, Conceição Evaristo fala sobre sua trajetória como escritora, refletindo sobre o papel da mulher negra na literatura brasileira. As conversas têm mediação da escritora Bianca Santana, autora do livro Quando me descobri negra.

Para trazer um panorama da literatura do Vale do Ribeira, explorando a poesia, meios de publicação e a relação com outras expressões e linguagens artísticas, Filoh Poeta, Julio Cesar da Costa, Marcos Mendes e Osvaldo Matsuda participam da conversa Literatura do Vale sexta-feira (25) às 20h00 com mediação de Lisângela Kati do Nascimento.

Em Território e identidade, o público reflete, a partir de perspectivas quilombolas, indígenas, caiçaras, caboclas e negras, sobre ancestralidade, relações sociais e valorização das culturas tradicionais. A conversa ocorre no sábado (26) às 14h00. Encerrando as conversas do Festival, Elisa Lucinda, Luiz Silva (Cuti) e Vagner Amaro participam do Vozes de desconstrução e falam sobre a desconstrução de narrativas colonizadas, subversão de pensamentos e construção de representações plurais na literatura. O bate-papo acontece às 21h00 do sábado.

“A partir da ideia de pertencimento e no aprofundamento da conexão com o Vale do Ribeira, sendo este, por si só, fonte de conteúdo do Festival, esta edição representa um importante momento de construção efetiva de pontes: da população com o FLI e do FLI com a população.”
Thiago Saraiva
Superintendente das Oficinas Culturais

Música e teatro

Na quinta-feira (24) às 14h00, o grupo Morabeza Nação apresenta o espetáculo 3Áfricas – As rainhas do tempo, que transforma a história dos Três Reis Magos – Melchior (rei da Pérsia), Gaspar (rei da Índia) e Baltazar (rei da Arábia) – em uma narrativa sobre três rainhas, cada uma de um país africano: Cabo Verde, Moçambique e Senegal. O trabalho une teatro e música com tambores e instrumentos de cordas que compõem a trilha sonora ao vivo. A partir das 22h00, Roberta Estrela D’Alva, slammer e apresentadora do programa “Manos e Minas”, comanda o FLISARAU, encontro poético com microfone aberto para todos que quiserem ler e recitar textos, autorais ou não.

Uma das principais escritoras da literatura brasileira é homenageada no espetáculo Canto de vida e obra: Conceição Evaristo, que transforma a história da escritora em uma narrativa literária e musical. O trabalho é apresentado ao público na sexta-feira (25) às 22h30.

Sons do Guarani reúne mais de 60 indígenas para um espetáculo de celebração da cultura guarani. O show rola às 11h00 e abre as atividades de sábado (26). Às 17h00, o Quilombo do Morro Seco, que recebeu do Ministério da Cultura em 2017 o Prêmio Culturas Populares – Edição Leandro Gomes de Barros, apresenta o tradicional Fandango.

A cantora Larissa Luz convida Sandra de Sá e Ellen Oléria para show no sábado (26) às 22h30. No repertório, canções de seu último trabalho Território Conquistado (2016), indicado como Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa no Grammy Latino 2016. Para encerrar o FLI 2018, às 23h40 a Comunidade Jongo Tiduca convida a todos para uma grande roda de jongo, dança de roda brasileira praticada ao som de tambores.

Programação 

14h00 | Espetáculo: 3Áfricas – As Rainhas do tempo

18h00 | Ponto do Livro

20h00 | Bate-papo: O que é lugar de fala? com Djamila Ribeiro

22h00 | FLISARAU com Roberta Estrela D’Alva

22h00 | Sessão de Autógrafo com Djamila Ribeiro (O que é lugar de fala?)

18h00 | Ponto do Livro

18h00 | Sessão de Autógrafo com Conceição Evaristo

20h00 | Bate-papo: Literatura do Vale com Filoh Poeta, Julio Cesar da Costa, Marcos Mendes e Osvaldo Matsuda

21h30 | Bate-papo: Escrevivência com Conceição Evaristo

22h30 | Espetáculo: Canto de vida e obra – Conceição Evaristo

11h00 | Ponto do Livro

11h00 | Espetáculo: Sons do Guarani com as aldeias Pindo Ty, Takuari Ty e Itapoã

14h00 | Bate-papo: Território e identidade com Antonio Diegues, Benedito da Silva, Claudionor Henrique Pedroso, Daniel Clayton Pedro Rodrigues, Daniel Munduruku, Hermes Modesto Pereira, Maíra Silva, Rodrigo Marinho, Tatiana Cardoso e Timóteo Verá Tupã Popyguá

17h00 | Espetáculo: Fandango do Morro Seco

17h00 | Sessão de Autógrafo com Timóteo Verá Tupã Popyguá (Yvyrupa – A terra uma só) e Lisângela Kati do Nascimento (O lugar do lugar no ensino da geografia)

20h00 | Sessão de Autógrafo com Fátima Cristina Pires (Ariú), Lydia da Silva Gonçalves (A flor que encanta) e Isabel Campos (Árvore para passarinhos).

21h00 | Bate-papo: Vozes de desconstrução com Elisa Lucinda, Luiz Silva (Cuti) e Vagner Amaro

22h30 | Show: Larissa Luz convida Sandra de Sá e Ellen Oléria

23h40 | Show: Roda de Jongo com Jongo Tiduca

Participe 

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