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Dia da Saudade: relembre atrações da Secretaria da Cultura do Estado que marcaram época

No dia 30 de janeiro, é comemorado o Dia da Saudade

Palavra da língua portuguesa que já foi considerada intraduzível, a saudade expressa o sentimento de sentir falta de alguém ou algo, aliada com o desejo de tornar a ver e ou possuir algo que agora faz parte do passado.

Fonte de inspiração para de diversos escritores e artistas, esse sentimento de nostalgia fica mais forte a cada início de ano. Reveja as atrações dos programas e instituições da Secretaria da Cultura do Estado que são lembradas com carinho pelo público.

DANÇA


São Paulo Companhia de Dança

Foto: Willian Aguiar

A primeira turnê europeia da São Paulo Companhia de Dança aconteceu em 2011, quando a companhia se apresentou no Teatro Festspielhaus Baden-Baden, na Alemanha. A companhia levou ao país as coreografias Polígono Revisitado (2009), de Alessio Silvestrin; Os Duplos (2010), de Maurício de Oliveira; Sechs Tänze (1986), de Jirí Kylián e Serenade (1935), de George Balanchine. Ao todo, a SPCD, que comemora 10 anos de existência em 2018, já realizou quinze turnês internacionais, com espetáculos em países como França, Bélgica, Israel, Suíça, Canadá e Estados Unidos.

MÚSICA

Jazz Sinfônica

Foto: Gerardo Lazzari

A Orquestra Jazz Sinfônica realizou, em 2014, um concerto especial para os amantes da sétima arte, com trilhas compostas por John Williams para o cinema na Sala São Paulo. No programa, o público  prestigiou interpretações dos temas de “Jurassic Park”, “A Lista de Schindler”, “Indiana Jones”, “Guerra nas Estrelas” e “O Extraterrestre – E.T.” e “Super-Homem”. O concerto foi gratuito e regido pelo maestro italiano Francesco La Vecchia, evocando a memória afetiva do público e matando as saudades de filmes inesquecíveis, que deixaram uma marca na cultura mundial.

OSESP

Foto: Fabio Furtado

Em novembro de 2017, um programa inédito reuniu a Osesp e a São Paulo Companhia de Dança em um espetáculo inesquecível: músicos e bailarinos apresentaram o II ato do balé O Lago dos Cisnes – o balé mais famoso de todos os tempos. Os espaços do palco e do coro da Sala São Paulo foram adaptados para que músicos e bailarinos formassem um conjunto único, com coreografia de Mario Galizzi e regência do maestro Roberto Tibiriçá. Foram quatro apresentações, mais um ensaio aberto ao público, e os ingressos rapidamente se esgotaram.

Theatro São Pedro

Foto: Heloisa Bortz

“Dom Quixote” foi um marco na história do Theatro São Pedro e abriu a temporada de óperas do local em 2016. Baseada no libreto de Henri Caïn, com regência de Luiz Fernando Malheiro, a ópera trouxe ao palco a história de um fidalgo castelhano que, ao mergulhar profundamente nos romances de cavalaria, passou a viver no universo das personagens retratadas nos livros. A peça também homenageou os 400 anos de falecimento de Miguel de Cervantes, escritor espanhol que criou uma das mais conhecidas personagens da literatura mundial. “Dom Quixote” foi premiada pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) como melhor espetáculo de ópera de 2016.

MUSEUS

Museu Afro Brasil

Foto: André Velozo

“Africa Africans”, de 2015, levou 60 mil pessoas ao Museu Afro Brasil para conferir a maior mostra de arte contemporânea africana já realizada no país, com cerca de 100 obras, de mais de 20 artistas, em diversos suportes e linguagens. A exposição teve como foco a criação de artistas africanos, nascidos e residentes no continente ou fora dele, assim como artistas de origem africana que, mesmo tendo nascido fora da África, dialogam com a pluralidade de experiências estéticas e sociais presente nas diversas regiões do continente. Uma das etapas da mostra foi parte do calendário da 39ª edição do São Paulo Fashion Week (SPFW), onde o museu teve a honra de receber a mostra Africa Africans Moda, com trabalhos de cinco estilistas africanos.

Museu do Café

Foto: André Monteiro

Documentos, vestuários de época, instrumentos de trabalho, fotos raras e um trecho do diário de Ryu Mizuno, considerado o pai da imigração japonesa, fizeram parte do acervo da exposição temporária “O Café e a Imigração Japonesa no Brasil”, inaugurada em 2007 no Museu do Café. Iniciando as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, a mostra aproximou o público da história dos 781 imigrantes, que viajaram 52 dias no navio Kasato Maru até chegarem ao Porto de Santos, seguirem para a Casa da Imigração em São Paulo e, posteriormente, para as fazendas de café no interior paulista. A cerimônia de inauguração contou com a presença de Ruizaburo e Shinichi Mizuno, filhos de Ryu Mizuno, que, em 1906, esteve no Brasil para visitar centros agrícolas e observar as condições da lavoura, tendo em vista o estabelecimento da corrente migratória.

Casa Mário de Andrade

Foto: André Hoff

A Casa Mário de Andrade foi reaberta em 2015, após passar por um processo de conservação, com melhorias nas partes interna e externa da casa. A reinauguração foi marcada pela exposição permanente “Morada do coração perdido”, que conta com um acervo de objetos pessoais do escritor que dá nome ao espaço. Os visitantes podem conferir no local cartas inéditas e curiosidades como o óculos de Mário, a pasta de couro, o suporte de mata-borrão e a espátula – ambos de casca de tartaruga e que ficavam em sua escrivaninha.

Museu da Diversidade Sexual

Foto: Camila Fontenele de Miranda

Primeiro espaço museológico dedicado à causa da diversidade sexual do hemisfério sul e terceiro do mundo – atrás apenas de Berlim, na Alemanha, e de São Francisco, nos Estados Unidos – o Museu da Diversidade Sexual sempre deu atenção especial à interatividade em suas instalações. Um exemplo disso foi a exposição “Todos Podem ser Frida”, inaugurada em novembro de 2014, que abordava as conexões existentes entre arte, identidade de gênero e comportamento social com o auxílio de intervenções fotográficas, que permitiam que o público se vestisse de Frida e, depois, tivesse o retrato incluso na exposição. O sucesso da exposição foi reproduzido em municípios como Botucatu, Porto Ferreira, Salto, Araras e Sorocaba, por meio do programa de itinerâncias do Museu, e chegou até a Itália, na cidade de Caserta, para uma temporada na Unusual Art Gallery.

Museu do Futebol

Foto: Mônica Saraiva

Em 2014, a exposição “Brasil 20 Copas” teve como princípio contar a história das 20 Copas do Mundo da FIFA como o público gostaria que elas tivessem terminado: com o Brasil campeão de todas. Logo no começo da exposição, o visitante já se deparava com duas perguntas-chave: por que ganhamos e por que perdemos? O visitante percorreu 20 traves e encontrou as respostas – uma história não-oficial e muito bem humorada – para o nosso desempenho em todos os campeonatos. Durante o ano da copa, o público do Museu bateu recordes e alcançou mais de 420 mil visitantes.

MIS-SP

Foto: Letícia Godoy

O MIS-SP sempre chamou a atenção por suas exposições interativas e que dialogam com marcos da cultura pop nacional e internacional. Um exemplo foi “Castelo Rá-Tim-Bum – A Exposição”, que levou um público de 410 mil pessoas, de todas as idades, a relembrar o amado programa infantil, que completou 20 anos em 2014. A mostra foi dividida em duas partes. Em uma delas, os visitantes puderam conferir peças do acervo, muitas delas recuperadas e restauradas pelo museu, como objetos de cena, fotografias, figurinos dos personagens e trechos do programa. Na segunda, os visitantes podiam literalmente entrar no Castelo, que foi recriado em mais de dez ambientes.

Museu da Imigração

Foto: Patricia Carvalho

De saudade o Museu da Imigração entende. Ele foi instalado onde era localizada a Hospedaria dos Imigrantes, que recebeu 2,5 milhões de pessoas, de mais de 70 nacionalidades, entre 1887 a 1978. As diferentes histórias desses migrantes e a mudança de vida de cada um seguem presentes no local, onde o visitante pode conhecer a trajetória de seus antepassados. Por meio da exposição de longa duração “Migrar: Experiências, Memórias e Identidades”, o público de várias partes do Brasil e do mundo pode compreender como o processo migratório é um fenômeno permanente na história da humanidade.

Museu da Língua Portuguesa

Mostrar a língua portuguesa como o grande elo da identidade cultural do povo brasileiro. Esse é o maior objetivo do Museu da Língua Portuguesa. Inaugurado em 2006, o espaço, localizado na Estação da Luz, levou aos visitantes diversas exposições memoráveis. A mostra “Clarice Lispector – A Hora da Estrela”, de 2007, convidou o público a conhecer a fundo a vida e obra da escritora, fugindo do lugar comum e apostando na interatividade. Uma das salas do museu foi transformada em um grande gaveteiro, com mais de 2.000 gavetas, na qual os visitantes podiam explorar os segredos de Clarice por meio de cartas, manuscritos e cadernos de notas. Outra exposição que fez sucesso no Museu foi “Cazuza – Mostra Sua Cara”, que apresentou ao público os sentimentos e paixões da trajetória do cantor e recebeu quase 200 mil visitantes.

Foto: Dirceu Rodrigues

No final de 2015, o Museu da Língua Portuguesa sofreu um incêndio de grandes proporções e agora passa por reconstrução. Em dezembro de 2017, foram concluídas as obras nas fachadas e esquadrias do Museu, com reativação do relógio da torre da Estação da Luz. A reabertura do espaço está prevista para 2019.

Pinacoteca

Foto: Fila Ron Mueck na Pinacoteca –  Créditos: Renata Beltrão

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, em mais de um século de funcionamento, tem muita história para contar. Recorde de público, com mais de 400 mil visitantes, a exposição do australiano Ron Mueck (2015) formou filas no museu e deixou saudade. A mostra levou ao espaço nove obras hiper-realistas, que reproduziam seres humanos em cenas do cotidiano com detalhes impressionantes, em esculturas feitas de resina, fibra de vidro, silicone e acrílico. A Pinacoteca também possui obras em seu acervo permanente que remetem ao tema saudade, tais como “Longe do Lar” (Benedito Calixto, 1884), “Canção Sentimental” (Berthe Worms, 1904) e “Criação da Vovó” (Oscar Pereira da Silva, 1895).

FORMAÇÃO

Fábricas de Cultura

A história das Fábricas de Cultura começou em 2011, com a inauguração da primeira das dez unidades na Vila Curuçá. A abertura da unidade contou com muita festa e forte presença de crianças e jovens da região, que se inscreveram para cursos no local antes mesmo da Fábrica abrir e garantiram sucesso de público: mais de 80 mil atendimentos já no primeiro ano. Desde então, foram inauguradas mais nove unidades nas zonas leste, norte e sul da capital: Cidade Tiradentes, Parque Belém, Itaim Paulista, Sapopemba, Vila Nova Cachoeirinha, Brasilândia, Jaçanã, Jardim São Luis e Capão Redondo. As Fábricas oferecem cursos e oficinas gratuitos para crianças e jovens nas linguagens de dança, música, teatro, multimeios, artes visuais, circo, xadrez, literatura e artes visuais, além de espetáculos e shows abertos à comunidade.

Projeto Guri

Foto: Gal Oppido / Divulgação

Maior programa sociocultural do país, o Projeto Guri comemorou 21 anos em 2016 com uma parceria com Zeca Baleiro. O artista compôs a música “Amor e Ijexá” especialmente para a ocasião, e contou com o Grupo de Referência de Bauru – Banda de Música e o coro de Piracicaba em sua gravação. Zeca Baleiro também cantou com os guris e participou do videoclipe, que teve a codireção de cinco alunos da instituição. As crianças, que têm entre 11 e 13 anos, elaboraram a história, roteirizaram, atuaram, dirigiram e supervisionaram a edição, além de finalizar o clipe. O resultado pode ser conferido pelo link: http://bit.ly/amoreijexá.

FESTIVAIS

Encontro Paulista de Hip Hop

Foto: Divulgação

O primeiro Encontro Paulista de Hip Hop aconteceu em 2007 e já começou em grande estilo, com uma homenagem ao rapper Sabotage e um show de Negra Li. Nos anos seguintes, o evento continuou a ser realizado anualmente, no Memorial da América Latina, sempre como parte das atividades ligadas ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. Além de apresentações musicais, o Encontro se destaca por oferecer bate-papos, oficinas de breaking, exposições de cultura low rider, espaço para grafiteiros e batalhas de MCs, abordando a pluralidade do movimento Hip Hop.  Na edição de 2015, que teve como tema “As Ruas em Rede”, o evento alcançou um público de 15 mil pessoas, com show de Emicida.

Revelando São Paulo

Foto: Revelando São Paulo 2017  Crédito: Joca Duarte

Entre comidas típicas, artesanato de diversas regiões e apresentações de grupos tradicionais, o Revelando São Paulo é feito de boas histórias. Realizado desde 1997, cidades como Atibaia, São José dos Campos, Iguape e São Paulo já receberam o festival, que celebra a cultura tradicional paulista de todos os cantos do estado e mantém vivos costumes que são passados de geração em geração. Em 2017, o evento voltou à capital, ao Parque do Trote, após dois anos sem ser realizado em São Paulo. A edição contou com cem ambientes/estandes de artesanato, 160 grupos de cultura popular tradicional, doze Ranchos Tropeiros e participação de representantes de 170 cidades, reunindo um público de 120 mil pessoas.

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