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Amigos do Guri promove inclusão

Publicado em 11 de dezembro de 2018

O desenvolvimento humano de gerações em formação é um dos principias objetivos da Amigos do Guri. A instituição cumpre 100% da cota determinada pelo Ministério do Trabalho para contratação de profissionais com deficiência, o que representa 5% do quadro funcional, ou seja, 76 de colaboradores.

Eleita a Melhor ONG de Cultura de 2018, a organização social administra o Projeto Guri – maior programa sociocultural brasileiro, mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – em polos localizados no interior, litoral e Fundação CASA.

A eficácia da inclusão, porém, não se limita aos números e reflete a preocupação da organização com cada indivíduo por meio de ações em grupo – assim como ocorre nas aulas coletivas nos mais de 330 polos de ensino musical.

A inclusão refere-se a um processo mais amplo que a cota. “É importante verificar os aspectos qualitativos, como respeito e dignidade ao trabalhador”, reforça em constantes palestras o médico e auditor fiscal, José Carlos do Carmo, também conhecido como Dr. Kal, coordenador do projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo (SRTE/SP). “A empresa deve aproveitar as qualidades e o potencial desse profissional”, complementa.

Camila Gasques, funcionária do Guri com baixa visão, ressalta que o Guri se preocupa com a adaptação e valoriza as habilidades. “Já tive outras experiências profissionais e aqui é completamente diferente. Temos a possibilidade de trabalho efetivo e o preparo dos colegas para deixar o preconceito de lado”, disse a assistente de recursos humanos da Amigos do Guri que é cobrada em sua função como os demais colegas da equipe. “Eu não só trabalho em uma organização social, eu faço parte desse grande projeto junto com meus colegas”, acrescenta.

Outro caso de sucesso é o de Gabriela Mariana Casatti Burssonaro, auxiliar do Polo Itápolis. A jovem nasceu surda e trabalha, desde agosto, no Polo Itápolis – SP. “Ela é organizada e desempenha as funções com competência. Ela sabe exatamente o que deve ser feito. Gabriela aprendeu rápido e é muito querida pelos Guris”, disse Rose Hernandes, coordenadora do polo.



Hora do lanche: Gabriela avisa que tem pão com carne

A inclusão de Gabriela começou antes mesmo de a profissional iniciar o trabalho. “Fizemos uma atividade socioeducativa com os alunos explicando a deficiência e como lidar com a situação”, disse Rose que recebeu a orientação de Maria Cristina Ellero Zuliani, fonoaudiólogo, para tratar do tema. Com curso de Libras, Mariele Correa, educadora de canto coral, também teve uma função essencial no processo de integração da Gabriele juntamente com os Guris.

O respeito à diversidade foi um dos principais benefícios adquiridos com a chegada de Gabriela que, inclusive, criou um sinal para expressar Projeto Guri na linguagem de sinais. Hoje, mesmo sem conseguir falar e ouvir, a jovem consegue estabelecer uma boa comunicação com os alunos e a equipe local.

“O índice de evasão de profissionais no Guri é muito baixo comparado ao mercado de trabalho. Trata-se de uma constatação que pode ser analisada como indicador de que a inclusão ocorre de forma eficaz”, comentou Camila Harada, gerente de Desenvolvimento de Pessoas da Amigos do Guri. “E esse trabalho não teria sucesso se não fosse a atuação das lideranças no processo de inclusão, principalmente dos Gerentes e das equipes Regionais”.

Profissionais com deficiência na Amigos do Guri por Regional Administrativa:

Araçatuba 4
Itapeva 6
Jundiaí 5
Marília 11
Presidente Prudente 10
Ribeirão Preto 5
São Carlos 5
São Paulo 4
Sede 4
São José dos Campos 4
São José do Rio Preto 10
Sorocaba 8
Total 76

QUADRO DE % POR REGIONAL



Projeto Guri www.projetoguri.org.br

Patrocinadores e apoiadores do Projeto Guri – Amigos do Guri: Instituto CCR por meio da CCR AutoBAn e CCR SPVias; CTG Brasil; VISA; VALGROUP; Supermercados Tauste; AES Tietê; Microsoft; WestRock; Novelis; Usina Colorado; Banco Votorantim; Capuani do Brasil; Caterpillar; Grupo Maringá; Pinheiro Neto; EMS; Sky; Magazine Luiza; Mercedes-Benz; ASTA; Catho; CODESP; Raízen; Arteris; Supermercados Rondon; Castelo Alimentos; Hasbro.

Sobre o Projeto Guri

Mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, o Projeto Guri é considerado o maior programa sociocultural brasileiro e oferece, nos períodos de contraturno escolar, cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos (até 21 anos nos Grupos de Referência e na Fundação CASA). Cerca de 50 mil alunos são atendidos por ano, em quase 400 polos de ensino, distribuídos por todo o estado de São Paulo. Os mais de 330 polos localizados no interior e litoral, incluindo os polos da Fundação CASA, são administrados pela Amigos do Guri, enquanto o controle dos polos da capital paulista e Grande São Paulo fica por conta de outra organização social. A gestão compartilhada do Projeto Guri atende a uma resolução da Secretaria de Cultura que regulamenta parcerias entre o governo e pessoas jurídicas de direito privado para ações na área cultural. Desde seu início, em 1995, o Projeto já atendeu mais de 710 mil jovens na Grande São Paulo, interior e litoral.

Sobre a Amigos do Guri

A Amigos do Guri é uma organização social de cultura que administra o Projeto Guri. Desde 2004, é responsável pela gestão do programa no litoral e no interior do estado de São Paulo, incluindo os polos da Fundação CASA. Além do Governo de São Paulo – idealizador do projeto –, a Amigos do Guri conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas. Instituições interessadas em investir na Amigos do Guri, contribuindo para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, têm incentivo fiscal da Lei Rouanet e do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD). Pessoas físicas também podem ajudar. Saiba como contribuir: www.projetoguri.org.br/faca-sua-doacao.

Informações para imprensa:

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