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O espetáculo discute a relação entre o paraíso desejado e a realidade oferecida, concluindo que melhor mesmo é tirar proveito da vida como ela é. Assim, os oito bailarinos da companhia goiana trazem para o palco uma série de antíteses próprias da existência humana, criando paralelos entre o céu (como lugar ideal, mas inatingível) e a boca (metáfora para a realidade palpável). Humor e drama, movimento e não-movimento, música eletrônica contemporânea e o instrumental dos anos 50 são outros paradoxos presentes na obra. |
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