Portal do Governo do Estado de São Paulo

O Prêmio Governador é atualmente a maior premiação paga por um governo estadual brasileiro em reconhecimento à produção cultural local.

Em escolha da Comissão Julgadora e do voto popular, aponta o que de melhor foi realizado no ano de 2013 nas categorias: Artes Visuais, Cinema, Circo, Dança, Música, Teatro, Inclusão Cultural, Instituição Cultural e Fomento.

As categorias Instituição Cultural e Fomento não possui Júri específico, são votados por todas as Comissões.

Clique aqui e conheça o Destaque Cultural selecionado no ano de 2013.

Cada categoria possui cinco finalistas que são indicados pelos integrantes das respectivas Comissões Julgadoras. Destes cinco serão definidos dois vencedores, um pela Comissão Julgadora onde receberão uma premiação de R$ 60 mil e outro escolhido através voto popular, todos os premiados receberão um troféu exclusivo, concebido pelo artista plástico Artur Lescher.

Artes Visuais

Alexandre Wollner

ALEXANDRE WOLLNER

“Constelações” | Museu de Arte Aplicada de Frankfurt e Dan Galeria

Em 60 anos de carreira, o paulistano Alexandre Wollner, 85, não cansou de defender a ideia de que design é projeto, não ilustração. As coisas devem ser úteis, inteligentes e ter função. Wollner foi bem-sucedido em sua busca e se tornou pioneiro no que se entende por design visual no Brasil. Entre outras coisas, criou o símbolo do banco Itaú, as famosas embalagens das sardinhas coqueiro e o antigo símbolo da Ultragaz. Na celebração dos 60 anos de carreira, o designer ganhou exposição na Dan Galeria em São Paulo e no Museu de Arte Aplicada de Frankfurt (Alemanha), que realizou a maior mostra sobre sua trajetória.

ANA TAVARES

ANA TAVARES

Instalação “Tautorama |” Paço das Artes

“Tautorama” é uma palavra inventada, fusão de tautologia (repetição de um mesmo pensamento, expresso de diferentes maneiras) e hórama (palavra grega que significa “vista” ou “espetáculo”). O conceito norteou o trabalho da artista no Paço das Artes, que teve os painéis de seu espaço expositivo removidos nesta obra, que revelou a exuberante natureza que circunda o prédio, de forma a que o verde das plantas e a distribuição espontânea dos galhos, folhas e árvores criassem um diálogo direto, quase um reflexo, com a série de fotografias “Airshaft”.

CARLITO CARVALHOSA

CARLITO CARVALHOSA

Instalação “Sala de Espera” | MAC/USP

A instalação composta por quase cem antigos postes de rua de madeira explorou os elementos arquitetônicos da obra original, do arquiteto Oscar Niemeyer, de maneira mais física (e literal). Às colunas brancas que sustentam o prédio do MAC/USP, Carlito Carvalhosa acrescentou os velhos postes, dispostos de forma aparentemente caótica pelo enorme espaço do Anexo Original. "Essas colunas brancas podem simbolizar a civilização, enquanto as outras que eu inseri são aquelas que já fizeram parte da natureza e agora não mais", define o artista.

GERMAN LORCA

GERMAN LORCA

“German Lorca” – Livro de fotografia | Editora Cosac Naify

O livro “German Lorca” preenche uma lacuna importante na bibliografia nacional. Trata-se de uma pesquisa primorosa da obra do fotógrafo, que foi figura central no movimento modernista da fotografia, nas décadas de 1940 e 1950, estando em contínua atividade há mais de 60 anos. O volume explora seu lado conceitual e suas experimentações fotográficas. Traz, ainda, uma rica cronologia, feita pela pesquisadora Daniela Maura Ribeiro e depoimento do fotógrafo. O livro teve a coordenação do curador Eder Chiodetto.

JOSÉ RESENDE

JOSÉ RESENDE

Instalação “A Cabana do Vento” | SESC Belenzinho

A instalação “A Cabana do Vento” é um volume etéreo: um prisma esvoaçante de voil de nylon branco translúcido em que duas linhas negras suavemente se movimentam. Com esta obra, José Resende foi o terceiro artista convidado a participar do projeto “Vão”, de ocupação do átrio do Sesc Belenzinho. Com cerca de 15 metros de comprimento, a escultura ficou suspensa sobre o espaço de abril a agosto de 2013. O tecido da obra refletia a iluminação local, se movendo por meio de ventilação natural e artificial.

Cinema

ANNA MUYLAERT

ANNA MUYLAERT

“Chamada a cobrar”

“Chamada a cobrar” é um road movie de baixo orçamento sobre uma senhora de São Paulo (interpretada por Bete Dorgam) que cai num golpe de falso sequestro e vai dirigindo até o Rio de Janeiro, hipnotizada pela voz do bandido, Pierre Santos. Como roteirista, Anna Muylaert colaborou em “Desmundo” (2003), “O ano em que meus pais saíram de férias” (2006) e “Xingu” (2012), entre outros. Como diretora, realizou os longas “Durval Discos” (2002) e “É proibido fumar”, este último vencedor de diversos prêmios, inclusive o de direção no Latino Film Festival de Los Angeles em 2009.

CRISTIANO BURLAN

CRISTIANO BURLAN

“Mataram meu irmão”

Reconstituindo os detalhes da morte de seu irmão, Rafael Burlan da Silva, ocorrida há 12 anos, o cineasta Cristiano Burlan lança-se a uma jornada pessoal que conduz ao coração de um círculo de violência em torno dos bairros da periferia paulistana. Diretor de cinema e teatro, Cristiano Burlan dirigiu em Barcelona o Grupo de Cinema Experimental Super-8 e o Grupo de Teatro A Fúria. Entre os seus trabalhos estão vários curtas-metragens e o documentário “Construção”. Seu primeiro longa-metragem “Corações Desertos” esteve na Seleção Oficial da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

LINA CHAMIE

LINA CHAMIE

“São Silvestre”

O documentário sobre a corrida mais famosa do Brasil constrói de maneira sensorial a experiência de correr uma prova de rua: respiração, ritmo, concreto, céu, som, memória, sonho – o "corpo-a-corpo" entre o homem e a cidade. Mestre em música e filosofia pela Universidade de Nova York, Lina Chamie estreou como diretora de longa-metragem com “Tônica Dominante” (2000), que lhe rendeu, entre outros prêmios, o Kodak Vision Award/WIF e o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte, de Melhor Fotografia.

LUIZ BOLOGNESI

LUIZ BOLOGNESI

“Uma história de amor e fúria”

A animação retrata o amor entre um herói imortal e Janaína, a mulher por quem é apaixonado há 600 anos. Como pano de fundo do romance, o longa ressalta quatro fases da história do Brasil: a colonização, a escravidão, o Regime Militar e o futuro, em 2096, quando haverá guerra pela água. O filme foi um dos pré-selecionados para o Oscar de animação 2014. Luiz Bolognesi é roteirista premiado, tendo escrito os roteiros de “Bicho de sete cabeças” (2001), “Chega de saudade” (2007), “Terra vermelha” (2009) e “As melhores coisas do mundo” (2010).

LUIZ BOLOGNESI

TATA AMARAL

“Hoje”

O longa com roteiro de Felipe Scholl, Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald, acompanha o dia da mudança de Vera (Denise Fraga) para o seu apartamento próprio, comprado com a indenização recebida pelo desaparecimento de seu marido durante a ditadura militar. Uma visita inesperada durante a mudança faz Vera revisitar um passado doloroso. Tata Amaral, que assina a direção, realizou diversos curtas metragens entre as décadas de 1980 e 1990 até a estréia de seu primeiro longa “Um céu de estrelas”, em 1997. Acumula diversos prêmios nacionais e internacionais de cinema.

Circo

ANTONIO STANKOWICH

ANTONIO STANKOWICH

Circo Stankowich

Antonio Stankowich faz parte da quarta geração da família Stankowich, de origem romena, que chegou ao Brasil ainda no século XIX . Foi acrobata, malabarista, trapezista, equilibrista e palhaço, com o nome de Lamparina, herdado de tios e avós. Junto com a esposa Miriam e os filhos Adriana, Márcio e Marlom, Antonio Stankowich construiu a grande companhia circense considerada uma das maiores da América Latina. O Circo Stankowich é também o mais antigo em atividade no Brasil, já tendo chegado aos 170 anos.

BEL TOLEDO

BEL TOLEDO

Cooperativa Brasileira de Circo

Bel Toledo criou a Cooperativa Paulista de Circo, posteriormente transformada em Cooperativa Brasileira de Circo. E, sabendo da necessidade de firmar o mercado de trabalho de seus associados, criou e implantou, junto às secretarias de cultura do Município e do Estado de São Paulo, eventos como a Palhaçaria e o Festival Paulista de Circo, que contribuíram significativamente para o desenvolvimento das artes circenses no território paulista. Mantém forte militância pelo circo junto aos poderes públicos e privados.

GUARACIABA MALHONE

GUARACIABA MALHONE

Circo Teatro Guaraciaba

Guaraciaba Malhone é herdeira e guardiã da tradição de circo-teatro de sua família e também homenageada, já que o circo fundado pelo seu pai Antonio Malhone, o famoso palhaço Pirolito, e seu tio, Adalberto Fernandes, leva o seu nome: Circo Teatro Guaraciaba. A companhia de Sorocaba ficou famosa por seu repertório de peças adaptadas ao circo-teatro. Foi fundada em 1946 e fez grande sucesso nas décadas de seguintes até o encerramento das atividades, em 1984. Atualmente, a família Malhone atua em projetos apoiados pelo poder público local.

JOSÉ WILSON LEITE

JOSÉ WILSON LEITE

Picadeiro Circo Escola

José Wilson Leite, que nasceu no circo e foi criado por uma família de trapezistas, fundou em 1984 o Picadeiro Circo Escola, que veio preencher uma lacuna aberta pelo fechamento da Academia Piolin de Artes Circenses , em 1983. Durante 23 anos, a Escola Picadeiro funcionou num terreno situado próximo à Ponte Cidade Jardim, em São Paulo, depois se mudou para a cidade de Osasco, onde funciona até hoje, realizando trabalho social com os jovens da cidade.

MARIO FERNANDO BOLOGNESI

MARIO FERNANDO BOLOGNESI

Pesquisador e historiador

Mário Fernando Bolognesi é professor, doutor, especialista na história do circo e do palhaço brasileiro. Professor da Pós-Gradução da Universidade Estadual Paulista (UNESP), tem sido orientador de diversas teses de mestrado e doutorado que têm o circo e o palhaço como tema. Junto com o Instituto de Artes da Universidade, instalou um circo de lona na unidade Júlio de Mesquita Filho, Campus de São Paulo (SP), onde desenvolve trabalhos práticos com seus alunos.

Dança

ANTONIO NÓBREGA

ANTONIO NÓBREGA

Trajetória, criação da Companhia Antônio Nóbrega de Dança e espetáculo “Humus”

Nascido no Recife no 1952, filho de família de classe média, estudou violino na infância. Aos 18 anos, quando fazia parte da Orquestra Sinfônica do Recife, foi convidado pelo escritor Ariano Suassuna a integrar o Quinteto Armorial, braço musical do movimento que buscava criar uma arte erudita brasileira com raízes populares. O espetáculo “Humus” marcou a estréia da Companhia Antonio Nóbrega de Dança, sediada em São Paulo. Na coreografia, 13 bailarinos evidenciam a fusão da tradição europeia com a cultura popular brasileira, presente em movimentos de frevo, capoeira, congada.

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO – 45 ANOS

Trajetória e remontagem de obras do repertório

Criada em 1968 como uma companhia de balé clássico e um dos corpos artísticos do Theatro Municipal de São Paulo, o Balé da Cidade de São Paulo virou uma companhia contemporânea em 1974, mantendo-se assim até hoje. Com 39 bailarinos, mais a equipe técnica, a companhia acumula em seu currículo 10 turnês internacionais e 57 prêmios. Possui em seu repertório obras de coreógrafos conceituados, sucessos de crítica e público. Uma trajetória respeitada, que em 2013 completou 45 anos.

JANICE VIEIRA

JANICE VIEIRA

Trajetória e espetáculo “Vis-à-Vis”

Bailarina, coreógrafa, professora de dança e acordeonista com 60 anos de carreira trilhados com passos de balé, Janice Vieira foi pioneira na incorporação do conceito de dança-teatro no Brasil. Nascida em Lutécia (SP), criou sua própria escola de dança aos 18 anos. Ainda na década de 1960, incluiu a dança moderna em sua metodologia. No espetáculo “Vis-à-Vis”, Janice e sua filha, também bailarina, emergentes de contextos políticos e culturais distintos, conflitam suas memórias e perspectivas de arte.

JORGE GARCIA

JORGE GARCIA

J.Gar.Cia Dança Contemporânea

A inquietação corporal de Jorge Garcia surgiu muito antes da dança. O futebol de várzea dos cantos de Pernambuco e o surfe, combinados com seus estudos em danças populares brasileiras, dança contemporânea e balé clássico, se misturaram em seu inconsciente corporal levando-o a
buscar um estilo singular ainda como bailarino de companhias como Cisne Negro Cia de Dança e depois como coreógrafo no Balé da Cidade de São Paulo. Com a J.Gar.Cia de Dança Contemporânea, vem aprofundando sua pesquisa de linguagem em dança e outras possibilidades artísticas.

SANDRO BORELLI

SANDRO BORELLI

Trajetória e espetáculo “Colônia Penal”

Inspirado na obra do escritor Franz Kafka, o espetáculo criado por Sandro Borelli propõe que o insólito e o absurdo possam ser percebidos em várias situações: numa detalhada descrição de métodos de tortura dos regimes antidemocráticos abrigando e encobertando assassinos; na cruel e irônica omissão de um observador estrangeiro; na estranha relação entre o poder oficial e o condenado. Com “Colônia Penal”, o coreógrafo e seu grupo ampliam a pesquisa em direção as torturas cometidas pela ditadura militar no Brasil nas décadas de 1960, 70 e 80.

Música

AMILTON GODOY

AMILTON GODOY

“Villa-Lobos Popular”

A música brasileira - que hoje é admirada e reconhecida mundialmente por sua riqueza, beleza e forte identidade - tem em Heitor Villa-Lobos um de seus maiores pesquisadores, criadores e representantes. No trabalho “Villa-Lobos Popular”, Amilton Godoy (piano) e Gabriel Grossi (harmônica) apresentam um show essencialmente de MPB, que mostra ao público a releitura de algumas peças do maestro, tendo como pensamento basilar a vontade de contribuir para a democratização da cultura.

ARISMAR DO ESPÍRITO SANTO

ARISMAR DO ESPÍRITO SANTO

“40 anos de carreira”

Gravado em uma fazenda em Itapetininga, no interior de São Paulo, o disco reúne melodias que marcaram a trajetória de Arismar. Dezesseis temas inéditos vão do samba ao xote, passando por valsa, choro-canção e afoxé. Em companhia de Lea Freire (flautas e flautão) e Fábio Peron (bandolim 10 cordas e bandolão), e participações dos filhos Bia Goes e Thiago Espírito Santo, Arismar comanda uma verdadeira “orquestra imaginária”. Nesse disco, a função rítmica é cumprida por instrumentos variados, embora às vezes a bateria pareça presente.

EMICIDA

EMICIDA

“O glorioso retorno de quem nunca esteve aqui”

Depois de várias batalhas de MCs, duas mixtapes e dois EPs, alguns clipes, shows por todo Brasil e pelo mundo, 2013 marcou o lançamento do primeiro álbum do rapper Emicida. “O glorioso retorno de quem nunca esteve aqui foi considerado por muitos o melhor disco nacional do ano; um trabalho intenso que explora o funk, o samba, o rock e o pop, tendo como convidados os artistas Tulipa Ruiz, Pitty, MC Guimé, Wilson da Neves e Elisa Lucinda, além de Dona Jacira mãe de Emicida.

KIKO DINUCCI

KIKO DINUCCI, ROMULO FRÓES, RODRIGO CAMPOS E MARCELO CABRAL

“Passo Elétrico"

Segundo trabalho da carreira, Passo Elétrico (2013, YB), a banda parece cada vez mais distante de firmar um limite para a própria obra. Pelo contrário, rivalizando com as direções acertadas há dois anos, cada instante do presente registro se afasta com vontade daquilo que lentamente parecia encarado como fórmula ao final do primeiro álbum. Uma aproximação maior com as individualidades de cada membro.

NÁ OZZETTI

NÁ OZZETTI

“Embalar”

Maria Cristina Ozzetti, conhecida como Ná Ozzetti, iniciou a carreira no final da década de 1970 com o grupo Rumo. Em setembro de 2013 lançou seu décimo disco em carreira solo, o álbum “Embalar”, realizado com apoio do ProAC. O disco tem participação de Dante Ozzetti, Mário Manga, Sérgio Reze e Zé Alexandre Carvalho e os convidados especiais Mônica Salmaso, Juçara Marçal, Kiko Dinucci, Ivan Vilela, Marcelo Pretto, Mariana Furquim e Uirá Ozzetti.

Teatro

GRUPO MACUNAÍMA

GRUPO MACUNAÍMA

“Nossa Cidade”

Com direção de Antunes Filho, O Grupo Macunaíma remontou a peça escrita por Thornton Wilder em 1938. Ambientada na cidade americana fictícia de Grover’s Corners, no início do século XX, o texto está centralizado em acontecimentos absolutamente corriqueiros das famílias Gibbs e Webb. O que poderia ser interpretado como uma apologia ao american way of life virou, nas mãos da companhia, uma crítica à alienação. A montagem manteve a proposta original de não utilizar cenário e apenas poucos objetos cênicos, destacando, assim, o trabalho dos atores.

MUNDANA COMPANHIA

MUNDANA COMPANHIA

“O Duelo”

Inspirado em novela do escritor russo Anton Tchekhov, consagrado contista, dramaturgo e novelista, o espetáculo “O Duelo” acontece sob o calor quase alucinógeno do litoral do lendário Mar Negro e aborda o duelo entre dois homens com visões de mundo antagônicas. De um lado, a caricatura do herói romântico russo sem caráter, do outro, a típica caracterização de um darwinista social de plantão. O projeto foi idealizado pelo ator Aury Porto e tem direção de Georgette Fadel. No elenco, além de Porto, estão Camila Pitanga, Carol Badra, Fredy Allan, Guilherme Calzavara, Otávio Ortega, Pascoal da Conceição, Sergio Siviero e Vanderlei Bernardino.

NÚCLEO BARTOLOMEU DE DEPOIMENTO

NÚCLEO BARTOLOMEU DE DEPOIMENTO

“Antígona Recortada - Contos que Cantam Sobre Pousopássaros”

A tragédia de Sófocles ganhou do Núcleo Bartolomeu de Depoimento a linguagem do "spoken word" (poesia falada, que traz elementos semelhantes ao hip-hop). A trama é transposta para uma periferia, na qual um grupo de jovens luta para enterrar seus irmãos, envolvidos com o tráfico de drogas. Com texto e direção de Claudia Schapira, o grupo investe na oralidade ritmada e na póetica musical, expondo as urgências, dificuldades e contradições da vida nas metrópoles, sempre com tom de denúncia social.

CIA DO LATÃO

CIA DO LATÃO

“Patrão Cordial”

Roteiro escrito com base em improvisações dos atores, e a partir de duas fontes literárias: o estudo teórico “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda e a peça “O Senhor Puntila e seu Criado Matti”, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. As personagens centrais e a estrutura narrativa se inspiram no Puntila de Brecht. O personagem Cornélio é proprietário rural que oscila de caráter para aprofundar sua condição de classe: sentimental e fraterno quando bêbado, impiedoso e distante quando sóbrio; um patrão que exerce a “ética de fundo emotivo” descrita por Buarque de Holanda.

IA TIJOLO

CIA TIJOLO

“Cantata para um bastidor de Utopias”

O espetáculo traça a simbólica história de uma mulher que borda há quase 200 anos um manto nos bastidores de um velho teatro, enquanto um grupo de atores reunidos no palco discute sobre as possíveis razões que a fazem persistir em sua tarefa. A montagem toma como ponto de partida a vida de Mariana de Pineda Muñoz – originalmente adaptada para os palcos por Federico Garcia Lorca –, uma heroína espanhola ser executada em 1831 sob a acusação de ter bordado uma bandeira para os liberais. A montagem da Cia do Tijolo tem direção de Rogério Tarifa e Rodrigo Mercadante.

Inclusão Cultural

RADIO HELIOPOLIS

RADIO HELIOPOLIS

Revolução Rap

A Rádio Heliópolis foi criada em 1992 pela UNAS (União de Núcleos, Associações e Sociedades de Moradores de Heliópolis), tendo iniciado suas transmissões com apenas dois alto-falantes instalados no bairro. Atualmente na frequência 87,5 FM, a emissora continua fiel à proposta de promover a cidadania, melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento integral da comunidade por meio da comunicação. Criado há 12 anos, o programa Revolução Rap difunde informações sobre o movimento Hip Hop e promove o trabalho de artistas locais.

ESPAÇO CLARIÔ

ESPAÇO CLARIÔ

Sarau do Binho/Quintasoito/Mostra Teatro do Gueto

Desde 2005, o Espaço Clariô é a sede do Grupo Clariô de Teatro em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Hoje, funciona como um pólo cultural de referência na região. Os eventos lá buscam estabelecer um caminho de estética própria de arte produzida pela periferia, na periferia e para a periferia. O Sarau do Binho, o Quintasoito e a Mostra Teatro do Gueto são exemplos de eventos periódicos que articulam outros grupos de periferia para o compartilhamento e reflexão coletiva sobre sua produção.

REVISTA OCAS

REVISTA OCAS

Organização civil de ação social

A Revista OCAS é uma publicação da Organização Civil de Ação Social (OCAS), uma entidade sem fins lucrativos que trabalha com pessoas em situação de rua e a população de risco social, com objetivo de reinseri-las socialmente. O periódico é o mais importante projeto da Organização, criado em 2002. Tem o intuito de proporcionar uma fonte de renda às pessoas em situação de rua, que atuam como vendedores da revista, criando meios para que consigam prover o próprio sustento e caminhar para uma vida mais digna.

ILU OBÁ DE MIN

ILU OBÁ DE MIN

Bloco carnavalesco

O Ilu Obá de Min promove intervenções culturais, baseadas na preservação de patrimônio imaterial, trazendo para a região urbana a beleza de antigas tradições. O trabalho é coordenado pela arte-educadora e musicista Beth Beli, que desenvolve pesquisa sobre matrizes africanas e afro-brasileiras há mais de 20 anos. Formado só por mulheres, o bloco desfila no Centro, a partir do Viaduto Major Quedinho, na República. No resto do ano, participa de eventos culturais diversos, difundindo a diversidade cultural e rítmica da música brasileira.

ICA

ICA

Construção do novo espaço e ações integradas

O ICA – Instituto Cultural Aruanda – é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que atua em várias frentes para criar uma rede de ações sociais na cidade de Bauru, interior paulista. Na base de seu trabalho está a Umbanda e o enfrentamento à segregação social e religiosa, além da divulgação e valorização da cultura afro-brasileira. Oferece oficinas e palestras sobre temas diversos, mantém um cineclube e uma plataforma online de educação à distância sobre a cultura da Umbanda. É Ponto de Cultura.

Instituição Cultural

DOUTORES DA ALEGRIA

DOUTORES DA ALEGRIA

Lançamento do Espaço Cultural

Doutores da Alegria é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que, desde 1991, atua junto a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde. A essência do trabalho do grupo é a utilização da paródia do palhaço que brinca de ser médico no hospital, tendo como referência a alegria e o lado saudável das crianças e colaborando para a transformação do ambiente em que se inserem.

ESCOLA LIVRE DE SANTO ANDRÉ

ESCOLA LIVRE DE SANTO ANDRÉ

Mais conhecida como ELT, foi criada em 1990. Hoje a ELT é uma referência na formação teatral, internacionalmente reconhecida pelo seu método inovador e pioneiro. O trabalho é embasado na pedagogia da autonomia, na gestão coletiva e no processo de criação colaborativo, questões que influenciaram diretamente o modo de atuação dos grupos de teatro paulista. A ELT serve de exemplo para várias outras escolas livres criadas no país a partir da sua experiência.

GALERIA CHOQUE CULTURA

GALERIA CHOQUE CULTURAL

A Galeria Choque Cultural foi fundada pelos arquitetos Mariana Martins e Baixo Ribeiro e pelo historiador Eduardo Saretta, abrindo as portas para o público em novembro de 2004. Em poucos anos de atuação no mercado, tornou-se referência na investigação de novas linguagens e hibridações no campo da arte contemporânea, apresentando jovens artistas ao lado de nomes já consagrados e internacionais. A Galeria investe em intercâmbios, residências, exposições, colaborações, imersões, projetos institucionais e de arte pública.

ITAÚ CULTURAL

ITAÚ CULTURAL

Projeto Rumos

Instituto voltado para a pesquisa e a produção de conteúdo e para o mapeamento, o incentivo e a difusão de manifestações artístico-intelectuais. Dessa maneira, contribui para a valorização da cultura de uma sociedade tão complexa e heterogênea como a brasileira.

JAMAC - JARDIM MIRIAM ARTE CLUBE

JAMAC - JARDIM MIRIAM ARTE CLUBE

Associação sem fins lucrativos formada por artistas e moradores do bairro Jardim Miriam, Zona Sul da cidade de São Paulo (subprefeitura da Cidade Ademar). É uma OSCIP desde 2005. Fundada em 2004, o JAMAC surgiu a partir do projeto “Paredes Pinturas”, desenvolvido pela artista plástica Mônica Nador.

Fomento

BANCO ITAÚ UNIBANCO

BANCO ITAÚ UNIBANCO

Além de manter o Instituto Itaú Cultural, principal ação do grupo no segmento, o Itaú Unibanco atua como patrocinador de projetos culturais diversos. O compromisso do banco com a democratização da cultura também está refletido no Espaço Itaú de Cinema, presente em seis cidades brasileiras.

CPFL

CPFL Energia

A CPFL Energia mantém desde 2003 a CPFL Cultura, amplo programa cultural que tem como missão ser um lócus de organização da informação e produção de conhecimento sobre o mundo contemporâneo. Promove o debate por meio da transmissão dos programas Café Filosófico CPFL e Invenção do Contemporâneo na TV Cultura e também on line via internet. Além de promover e a apoiar a realização de eventos culturais, concertos de música contemporânea e exposições de artes visuais.

GERDAU

GERDAU

A Gerdau investe e apoia programas culturais que promovem a inclusão social de crianças e jovens utilizando atividades vinculadas à música, ao teatro ou às artes plásticas como instrumentos. A empresa é patrocinadora regular de projetos culturais, em diversos segmentos e regiões do País, por meio de leis de incentivo.

PETROBRAS

PETROBRAS

Por meio do programa Petrobras Cultural, a estatal oferece patrocínios a projetos culturais em diversas expressões artísticas, escolhidas por meio de seleção pública. O apoio abrange desde a fase de produção às de difusão e circulação, abrangendo, ainda, preservação do patrimônio brasileiro e projetos de formação cultural.

PORTO SEGURO

PORTO SEGURO

A Corporação Porto Seguro patrocina diversos tipos de projetos sociais e culturais no intuito de descobrir e valorizar o potencial de novos talentos e promover a descentralização e a democratização da arte com qualidade. Os patrocínios via Lei Rouanet podem ser pleiteados por proponentes de todo o Brasil e são contemplados independente de potencial de repercussão ou da presença de artistas consagrados.

Artes Visuais
Cinema
Circo
Dança
Música
Teatro
Inclusão Cultural
Instituição Cultural
Fomento