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A votação para o Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2011 foi encerrada. Obrigada por sua participação. Em breve serão informados os vencedores!


Conheça melhor os finalistas desta edição do Prêmio abaixo.


ARTES VISUAIS


Annateresa Fabris – No Ateliê de Portinari

Portinari em sua busca por uma linguagem própria e sua constante tensão com outros artistas. Este foi o fio condutor da exposição No Ateliê de Portinari, organizada pela curadora Annateresa Fabris no Museu de Arte Moderna (MAM). Dividida em cinco blocos temáticos e mesclando obras famosas a outras pouco conhecidas, a mostra abordou o período de formação do pintor (1920-45). Annateresa, historiadora e crítica da arte, tem vários livros publicados como autora e como organizadora.

Claudia Andujar – Marcados para

Inaugurada em março de 2011 no Centro de Cultura Judaica, a exposição Marcados para reuniu 90 imagens do povo Yanomami captadas pela fotógrafa Claudia Andujar nos anos 1970. De origem judaica, Claudia viveu entre os “marcados para morrer” no final da Segunda Guerra. Décadas depois, desse contato com os Yanomami atendidos durante uma expedição de socorro na área da saúde – “marcados para viver”, portanto – ela consolidou uma obra que questiona a rotulação de seres humanos.

Fernando Lemos – Lá & Cá

Com cerca de 200 obras, entre pinturas, desenhos, fotografias, objetos e gravuras, realizadas desde 1947 até os dias de hoje, Lá & Cá foi a primeira grande retrospectiva da obra de Fernando Lemos, nascido em Portugal e naturalizado brasileiro em 1960. Realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo, a mostra reuniu exemplares das diversas técnicas utilizadas por Fernando Lemos ao longo dos seus mais de 50 anos de carreira no Brasil.

Nelson Leirner – 2011-1961=50 anos

A brilhante e controvertida trajetória do artista plástico Nelson Leirner ganhou uma retrospectiva na Galeria de Arte do SESI-SP entre setembro e novembro de 2011. Considerada uma das mais provocativas da arte brasileira, sua obra foi revisitada fase a fase nesta exposição – desde o início, com o uso de suportes convencionais como pintura e desenho, até o período atual, iniciado em meados dos anos 1990, em que passou a utilizar objetos industriais em instalações, colagens, e intervenções gráficas.

Paulo Herkenhoff – Contra-pensamento Selvagem

Partindo de Lévi-Strauss para articular uma produção e do anti-cubo branco para montar a exposição, Paulo Herkenhoff, em Contra-pensamento Selvagem, explora regiões, artistas e linguagens que, de algum modo, não estão no centro do sistema de poder sobre a arte. Realizado no Itaú Cultural, o trabalho integra Causa e Efeito, projeto mais amplo que propôs a cinco curadores discutir livremente temas da arte contemporânea pertinentes à nossa década.


CINEMA


Jeferson De - Bróder

Bróder é o longa-metragem de estréia do diretor Jeferson De. Filmado no Capão Redondo, o filme foi um dos raros momentos de integração entre cinema e a comunidade. A história relata o reencontro de três amigos de infância que seguiram caminhos diferentes e a tensão gerada a partir de eventos mal resolvidos do passado. Exibido em diversos lugares do planeta, Bróder estreou no 60º Festival de Cinema de Berlim e foi contemplado em diferentes festivais.

Marco Dutra e Juliana Rojas - Trabalhar Cansa

Trabalhar Cansa narra a história de Helena, mãe de família que resolve abandonar o posto de dona-de-casa para abrir seu próprio negócio. Com toques macabros, a dupla de diretores narra como o emprego – ou a falta dele – pode afetar as relações familiares e pessoais. O primeiro longa de Juliana Rojas e Marco Dutra tem significativa carreira nacional e internacional, tendo, inclusive, feito parte da seleção oficial do Festival de Cannes, na prestigiada mostra Un Certain Regard.

Moacyr Franco - O Palhaço

Cantor, compositor, ator, showman, apresentador de TV. É difícil definir o meio século da trajetória artística de Moacyr Franco em poucas linhas, dadas suas inúmeras vertentes. Ele foi indicado ao Prêmio Governador do Estado 2011 por sua atuação no longa O Palhaço, de Selton Mello, como o delegado Justo. São poucos minutos na tela que fazem um dos momentos mais marcantes do filme e do cinema brasileiro recente. 

Rogério Corrêa - No Olho da Rua

Primeiro longa do diretor Rogério Corrêa, No Olho da Rua conta a história de Oton, metalúrgico, casado com dois filhos, em uma jornada de declínio que começa quando perde o emprego, após 20 anos trabalhando na mesma fábrica. O filme retrata um pesadelo comum a todos os trabalhadores e flerta com a metalinguagem, ao inserir na história um estudante de Letras que encontra em Oton o personagem ideal para o seu videodocumentário sobre o desemprego.

Toni Venturi - Estamos Juntos

Estamos Juntos é um drama delicado e humano, construído em camadas por duas narrativas que flutuam pelo cotidiano de jovens que estão começando a construir suas carreiras profissionais e batalham seu espaço na grande cidade. O filme apresenta um olhar subjetivo e carinhoso sobre os habitantes da metrópole paulista formada no caldeirão de migrantes e imigrantes. Terceiro longa de ficção do diretor, a história traz ainda o centro velho de São Paulo como personagem.


CIRCO


Hugo Possolo - DNA

Assistido por mais de 85 mil pessoas em 12 cidades brasileiras, o espetáculo DNA – Somos todos muito iguais aborda grandes questões da humanidade, como os mistérios da nossa origem e nosso destino, em linguagem contemporânea, que alia números circenses inovadores à tecnologia de ponta. DNA teve direção artística de Hugo Possolo – ator, cenógrafo, figurinista, aderecista e diretor que prefere se autodefinir como palhaço. 

José Amilton França Pereira Júnior - Palhaço Tubinho

Criado em 1959 por um tio de José Amilton, o Palhaço Tubinho tem seu foco no público adulto e já soma cerca de 90 comédias diferentes e um elenco de 30 atores para realizar suas trapalhadas. Só em 2011, o Circo do Teatro Tubinho foi assistido por cerca de 100 mil pessoas em 300 espetáculos realizados por todo o Estado de São Paulo. Nascido em Curitiba, José Amilton dá continuidade à tradição circense de sua família.

Lu Lopes - Palhaça Rubra

A artista Lu Lopes mistura música, circo e improviso nas apresentações da personagem Palhaça Rubra, com a qual desenvolve vários projetos artísticos, sociais e de arte-educação. Como integrante dos Doutores da Alegria, por exemplo, a Doutora Rubra visita hospitais infantis na condição de especialista em Medicina Escalafobética, com especialização em Besteirologia e Cardioritmologia. Lu também tem livros infantis e CDs de música publicados.

Marlene Querubim - Circo Spacial

Fundadora, diretora e proprietária do Circo Spacial, Marlene Querubim partiu de um sonho do filho para realizar o próprio sonho de ser empresária. Com mais de 25 anos de existência, hoje, o que Marlene chama de família Spacial apresenta números impressionantes e excursionais pelas principais capitais e cidades brasileiras. Em 2011, foi eleita nacionalmente para ser representante do Circo na Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura.

Roger Avanzi - Palhaço Picolino

O circo faz parte da vida de Roger Avanzi desde seu nascimento: segunda geração circense por parte de pai e sexta, por parte de mãe, participou de uma comédia pastelão quando ainda era bebê de colo. Hoje, com quase 90 anos, continua na ativa. Em 2011, o Palhaço Picolino II (o primeiro foi seu pai, o italiano Nerino Avanzi) participou de duas Rodas Artísticas dos Doutores da Alegria e do Encontro de Gerações promovido pelo Centro Cultural dos Doutores da Alegria.


DANÇA


Ballet Stagium - Ballet Stagium - 40 anos

A história do Ballet Stagium começou em 1971, quando Marika Gidali e Décio Otero se uniram para uma série de programas didáticos sobre as diversas vertentes da dança na TV Cultura de São Paulo. No ano em que o grupo completa quatro décadas, destaque para o espetáculo Adoniran, em que 15 bailarinos vivem e dançam as histórias contadas nas canções do compositor Adoniran Barbosa.  

Companhia de Danças de Diadema - Paranóia

Criado por iniciativa da Prefeitura do Município de Diadema e pela bailarina e coreógrafa Ivonice Satie, a Companhia de Danças de Diadema completa, em 2012, 17 anos. O espetáculo Paranóia, criado e dirigido por Ana Bottosso, foi idealizado a partir de ideias provocativas e imagéticas do livro homônimo, de autoria do escritor beat Roberto Piva, buscando o desafio de transpor a poesia às imagens

Companhia Sociedade Masculina - Tão

A Cia. Sociedade Masculina, cuja a direção artística e assinada por Anselmo Zolla e Vera Lafer, é formada por nove bailarinos com origens que remontam às várias regiões do país. O espetáculo Tão, do estreante em dança contemporânea Jomar Mesquita, explora a visceralidade, o romantismo e a sensualidade dos corpos masculinos ao som de Cole Porter, Chopin e Rachmaninoff.

Cristian Duarte - The Hot One Hundred Choreographers

O solo The Hot One Hundred Choreographers, criado por Cristian Duarte, foi inspirado inicialmente pela tela The Hot One Hundred, do artista britânico Peter Davies, e pelo livro A Vertigem das Listas, do escritor italiano Umberto Eco. A partir disso, o solo navega por um turbilhão de referências fragmentadas, extraídas de 100 outras obras ou coreógrafos.

Maurício de Oliveira & Siameses - Objeto Gritante

Criada em 2005, a Cia. Maurício de Oliveira & Siameses usa a reflexão como parte fundamental dos processos criativos. O tema de Objeto Gritante é a relação do artista com o corpo e a utilização das máscaras sociais. A cenografia, criada por Duda Paiva, apresenta trabalho escultural em espuma, com objetos que funcionam como extensões corporais, mutações que criam uma ilusão de esculturas vivas de formatos imprevisíveis.


INCLUSÃO CULTURAL


Humberto Sinibaldi – Festival de Teatro de Ibirá e Festival Internacional de São José do Rio Preto

Militante da área cultural desde 1955, Humberto Sinibaldi criou, em 1969, o Festival Nacional de Teatro de SJRP, do qual foi presidente até 2000, quando o evento foi internacionalizado. Considerado um dos mais importantes festivais do país, foi o principal responsável pela inclusão cultural da sociedade rio-pretense no circuito artístico. Em 2011, preocupado em resgatar o verdadeiro espírito de um festival nacional de teatro, Humberto criou o Festival de Teatro de Ibirá- Festib, que, na sua primeira edição, recebeu cerca de sete mil espectadores.

Laís Bodanzky – Cine Tela Brasil

Diretora de cinema e teatro, Laís Bondanzki realiza, ao lado do diretor e roteirista Luiz Bolognesi, desde 1996, os projetos Tela Brasil – Cine Tela Brasil, Oficinas Tela Brasil e Portal Tela Brasil. A iniciativa, que nasceu do projeto Cine Mambembe, leva a educação audiovisual para jovens de baixa renda de todo o Brasil e ultrapassou a marca dos 900 mil espectadores. Com índice de ocupação da sala de 88%, o Cine Tela Brasil permanece três dias em cada cidade e realiza quatro sessões diárias.

Luciano Rocco – Revista Ocas

Indignado, combativo e persistente, Luciano Rocco fundou e desenvolveu a OCAS – Organização Civil de Ação Social – há mais de 11 anos e atualmente exerce o cargo de vice-presidente. A revista Ocas é uma publicação bimestral com mais de nove anos de existência e 80 edições que surgiu com o objetivo de criar mecanismos para que o indivíduo se torne seu próprio agente de transformação, gerando renda para vendedores em situação de vulnerabilidade social.

Mônica Nador – JAMAC – Jardim Miriam Arte Clube

Formada em Artes Plásticas, Mônica Nador iniciou em 1996 o trabalho “Paredes Pintadas”, a que se dedica até os dias atuais. Após ações desenvolvidas em diferentes partes do Brasil e no exterior, atualmente a artista tem seu trabalho centrado no JAMAC, na zona sul de São Paulo. Materializado com a tenacidade de Mônica, a proposta do projeto é oferecer um espaço de experimentação cultural e artística para a comunidade de jovens de um dos bairros mais violentos da cidade.

Sérgio Vaz – Cooperifa – Cooperativa Cultural da Periferia

Autor de sete livros, Sérgio Vaz é um dos criadores do Sarau da Cooperifa, movimento cultural que, desde 2001, realiza um sarau de poesia num bar da periferia de São Paulo, atraindo, em média, 200 pessoas da comunidade da zona sul. Vencedor do prêmio Trip Transformadores, foi eleito pela revista Época um dos 100 brasileiros mais importantes de 2009. É, ainda, autor do projeto Poesia contra violência, que percorre as escolas públicas estimulando a leitura e a criação poética.


MÚSICA


Emicida - Doozicabraba e a Revolução Silenciosa

Cria da zona Norte de São Paulo, Emicida surgiu no cenário rap em 2006, destacando-se desde cedo nos torneios de freestyle (rimas de improviso), estilo pelo qual é reconhecido nacionalmente. Hoje o MC tem o mérito de ser um dos expoentes mais fortes dentro do movimento hip hop e de ter ajudado a renovar o público deste estilo. O disco mais recente do autor foi aclamado pela crítica e é considerado uma consolidação do seu universo temático.

Inezita Barroso - Viola, Minha Viola

Uma das cantoras mais premiadas do Brasil, Inezita Barroso começou a cantar e estudar violão aos sete anos. Com mais de 50 anos de carreira profissional, dedicados ao rádio, cinema, teatro e televisão, foi com seu violão e sua viola que a artista conquistou o mundo. Há 31 anos consecutivos apresenta o programa Viola, Minha Viola, que vai ao ar todos os sábados e domingos pela TV Cultura para todo o Brasil.

Isaac Karabtchevscky - Sinfonia n.9 de Mahler com Osesp e temporada 2011 com Sinfônica Heliópolis

Isaac Karabtschevscky vem continuamente, nos últimos 35 anos, exercendo a função de diretor artístico de várias orquestras no Brasil e no exterior. Em 2011 assumiu a direção do Instituto Braccarelli, passando a ser responsável pela Orquestra Sinfônica de Heliópolis e outros projetos de inclusão social desenvolvidos na maior comunidade carente de São Paulo. Como regente convidado da Orquestra Sinfônica de São Paulo recebeu elogios pela execução da Sinfonia nº 9 de Mahler.

Suzana Salles - Semana da Canção Brasileira de São Luiz do Paraitinga

Cantora e compositora da chamada Vanguarda Paulista, Suzana Salles gravou com nomes importantes da música brasileira, a exemplo de Itamar Assunção, e sempre esteve atenta à diversidade da canção popular. Esse interesse é a origem da Semana da Canção Brasileira de São Luiz do Paraitinga que, todos os anos, transforma a pequena cidade interiorana num lugar de celebração do patrimônio imaterial musical.

Toninho Ferragutti - Como Manda o Figurino

Instrumentista singular, Toninho Ferragutti é músico, compositor e arranjador com uma extensa participação em shows e em CDs de artistas importantes no Brasil e no exterior. Como Manda o Figurino, lançado em 2011, é um duo de acordeons com Alessandro “Bebê” Kramer. Nas 11 faixas do álbum, o entrosamento dos dois músicos surpreende pela sonoridade envolvente e pelos diálogos criativos e leves, ressaltando o importante papel desse instrumento para a cultura popular brasileira.


TEATRO


Cia. Club Noir - Pinókio

Com cinco anos de existência, a Cia. Club Noir surgiu com o objetivo de encenar autores contemporâneos em montagens que abordam questões fundamentais para o público de nosso tempo. Escrita e dirigida por Roberto Alvim, a peça Pinókio é inspirada na fábula de Carlo Collodi e mostra um mundo inteiramente inventado, habitado por criaturas humanas metamorfoseadas a partir  da mistura entre corpos e máquinas.

Cia. do Latão – Ópera dos Vivos

Grupo de pesquisa teatral fundado em 1997, a Cia. do Latão é dirigida desde sua origem por Sérgio de Carvalho e tornou-se referência no que se refere à pesquisa estética e politização da cena. Ópera dos Vivos é um espetáculo-estudo, que teve início em 2007, composta por quatro peças mais ou menos independentes. A peça faz uma reflexão sobre a cultura brasileira nos anos 1960 – época da formação da indústria cultural no país – em contraste com os dias de hoje.

Cia. Hiato – O Jardim

Criada em 2008, a Cia. Hiato projetou desde seu início o nome de Leonardo Moreira como um dos novos autores de destaque e o grupo como promessa da cena teatral paulista. Terceira montagem da companhia, O Jardim é um olhar jovem sobre a fragilidade das memórias inventadas, perdidas, colecionadas e secretas. Processo de criação colaborativa, a junção do material pesquisado resultou numa dramaturgia inédita em relação aos processos criativos anteriores do grupo.

Cia. Mungunzá de Teatro – Luis Antonio – Gabriela

A Cia. Mungunzá de Teatro nasceu no ano de 2006 da união de atores recém-formados e motivados a aprofundar suas técnicas. Desde o início, o grupo aproximou-se do ator, diretor e professor Nelson Baskerville, que colocou em cena sua própria história no documentário cênico Luis Antonio – Gabriela. A peça relata a história do irmão mais velho do diretor, Luis Antonio, que desafia as regras de uma família conservadora de 1960 e parte para a Espanha sob o nome de Gabriela.

Cia. Pessoal do Faroeste – Cine Camaleão – A Boca do Lixo

Fundada há 14 anos, a Cia. Pessoal do Faroeste é um grupo de teatro que há 10 anos dedica-se à pesquisa sobre o entorno da Estação da Luz. Cine Camaleão – A Boca do Lixo tem como proposta de dramaturgia associar a investigação teatral da companhia à história do popular gênero cinematográfico, que, em São Paulo, vivenciou seu auge e sua decadência na referida região central da cidade. A peça resgata personagem e episódios históricos da fase da crise, vivida nos anos 1970.


INSTITUIÇÃO CULTURAL


CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

Localizado no centro histórico de São Paulo, o Centro Cultural Banco do Brasil recebeu, desde sua abertura (2001), mais de 7,5 milhões de visitantes e realizou cerca de 600 projetos culturais. Criado com o objetivo de formar novas plateias, democratizar o acesso à cultura e contribuir para sua promoção, divulgação e incentivo, a atuação do CCBB contempla diversas manifestações culturais, apresentando, de forma interdisciplinar, novos olhares sobre temas e obras.

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

Inaugurado em 1982, o Centro Cultural São Paulo virou ponto de encontro entre os principais envolvidos com a produção cultural urbana da cidade. Com frequência média de duas mil visitas por dia, além de promover ações das mais variadas expressões artísticas, o CCSP possui mais de um milhão de itens museológicos tombados, biblioteca com visitação excepcional e arquivo multimeios com mais de 900 mil documentos referentes à produção artística brasileira contemporânea.

INSTITUTO MOREIRA SALLES

Fundado em 1992 por Walther Moreira Salles, o Instituto Moreira Salles tem por finalidade exclusiva a promoção e o desenvolvimento de programas culturais. Seu acervo reúne cerca 550 mil fotografias, 100 mil músicas, uma biblioteca com 400 mil itens e uma pinacoteca com mais de três mil obras. Com programação variada, o IMS- SP abriu suas portas em 1996. Em 2011 foram montadas nove exposições, entre elas a retrospectiva da obra do consagrado fotógrafo Thomas Farkas. 

ITAÚ CULTURAL

Em 2012, o Itaú Cultural completa 25 anos de atuação na arte e cultura brasileira. Desenvolve ações que envolvem pesquisa, produção e difusão de conteúdos, mapeamento e incentivo a manifestações artísticas. Em 2011, obteve 12,7 milhões de acessos ao seu site, realizou 369 eventos nacionais e internacionais e lançou 20 produtos, dos quais 24 mil foram distribuídos a pontos de cultura do Governo Federal e instituições culturais e educacionais do Brasil e do exterior. A itinerância de seu acervo passou por 8 estados nacionais e 5 países, contemplando 320 mil espectadores.

SESC-SP

Instituição privada e sem fins lucrativos, o Serviço Social do Comércio tem intensa atuação no campo da cultura, destinada a todos os públicos, faixas etárias e estratos sociais. Inovador, o Sesc contribui efetivamente para vivências culturais significativas, tendo beneficiado, em  2011, mais de 9,5 milhões de pessoas. O Sesc-SP conta com 32 centros culturais e desportivos de atendimento ao público, sendo 17 na capital e Grande São Paulo e 15 no interior e litoral.


MECENATO


BANCO ITAÚ

Maior conglomerado financeiro privado da América Latina, o Itaú Unibanco tem extensa agenda de atividades culturais. Patrocinadora de eventos relevantes no calendário nacional, como a Bienal de São Paulo e a FLIP, em Paraty, a empresa apóia instalações que integram o circuito fundamental para as artes, como o MAM (SP) e o MIS (RJ). O banco também atua através do Espaço Itaú de Cinema, que oferece programação de qualidade em seis capitais brasileiras.

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Durante o ano de 2011, a Caixa Econômica Federal totalizou um investimento de R$ 33 milhões, com recursos próprios, na área cultural. Seus editais contemplam projetos em teatro, dança, música, artes plásticas, artesanato e festivais. A instituição financeira prioriza um diálogo permanente com as raízes culturais brasileiras, comprovado pela escolha da mostra “German Lorca – Olhar Imaginário” como principal evento realizado na CAIXA Cultural São Paulo no ano passado.

GRUPO CCR

Um dos maiores grupos privados de infraestrutura da América Latina, a CCR mantém sua grandiosidade também no investimento que faz na área cultural. O Grupo CCR patrocina mais de 20 projetos e espetáculos de circo, cinema, teatro, dança, exposições e outras manifestações artísticas. Buscando atuar diretamente nas áreas de maior carência cultural, as ações levam produções brasileiras de qualidade para todas as regiões de abrangência de suas concessionárias.

NATURA

A Natura criou em 2005 o Natura Musical, programa de apoio à cultura brasileira com foco em música. Desde então mais de 150 projetos foram apoiados em todas as regiões do Brasil e mais de 600 mil pessoas beneficiadas. A importante atuação da empresa para a valorização da música nacional não é isolada, no ano de 2011, a Natura apoiou os projetos: Fronteiras do Pensamento, a terceira edição do Fashion Mob e os filmes: Xingu, Quem se Importa e Amazônia - Planeta Verde.

PORTO SEGURO

Prática integrada à filosofia institucional da empresa, a valorização da cultura representou, no ano de 2011, para a Porto Seguro o patrocínio de 21 peças teatrais, do Festival de Dança de Joinville, de duas exposições fotográficas, entre elas Paulistanus, com imagens premiadas ao longo de dez anos do Prêmio Porto Seguro Fotografia, e de apoio a shows de músicos nacionais e internacionais. Como finalidade, a empresa busca contribuir com uma cultura cada vez mais acessível.


DESTAQUE CULTURAL


Anna Maria Martins - Conjunto da obra

A escritora Anna Maria Martins iniciou a carreira como tradutora e publicou seus primeiros contos no suplemento literário do jornal O Estado de São Paulo. Integrante da Academia Paulista de Letras e vice-presidente da União Brasileira de Escritores (UBE), tem diversos livros publicados e já recebeu alguns dos prêmios literários mais importantes do país, dentre eles o Jabuti, pelo livro A Trilogia do Emparedado e outros contos (1973).

Beatriz Segall - Conjunto da obra

Formada na Sorbonne, a carioca Beatriz Segall veio para São Paulo, ao casar-se, logo que voltou ao Brasil, interrompendo por alguns anos a carreira artística. Seu retorno aos palcos aconteceu em 1964 na montagem de Andorra, feita pelo Teatro Oficina. Considerada uma das grandes damas dos palcos brasileiros, Beatriz fez também personagens marcantes da teledramaturgia e do cinema nacional, como a inesquecível Odete Roitman, da novela de Gilberto Braga. 

Renata Almeida - Conjunto da obra

Difícil definir em qual categoria profissional Renata de Almeida se encaixa. Sua formação em Cinema determinou sua área de atuação, mas não sua função. De produtora de elenco a co-diretora e produtora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, ela transita entre distribuição, exibição, produção e direção. Junto com Leon Cakoff, desde 1990, é responsável pela seleção de filmes e programação da mais conhecida mostra cinematográfica de São Paulo.

Ruth Escobar - Conjunto da obra

Ruth Escobar nasceu em Portugal, em 1936. Ainda jovem veio para o Brasil e marcou, de maneira significativa, a cena artística brasileira. Atriz de talento e produtora ousada, sua trajetória traça a evolução do teatro nacional do século XX. Responsável por montagens históricas, sua produção cultural, especialmente comprometida com a vanguarda artística, mescla-se, de modo indissolúvel, à sua atuação social, voltada sobretudo para o inconformismo com as regras estabelecidas.

Sérgio Vaz - Conjunto da obra

Única indicação dupla para o Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2011, Sérgio Vaz foi indicado também na categoria Inclusão Cultural pelo seu trabalho com a Cooperifa. Além dele, e entre outros feitos, Sérgio é o idealizador do Cinema na Laje, projeto de exibição quinzenal e gratuita de filmes na periferia; foi curador da Mostra Cultural da Cooperifa, em 2008 e 2009, e do CD Sarau da Cooperifa; e foi o criador e o organizador da Semana de Arte Moderna da Periferia, em 2007.